É a idade a chegar. Juntam-se seis pessoas, seis. Quem visse, pensaria tratar-se de um regimento de gente demente a sofrer de Alzheimer. Não sei, perdi a conta às vezes em que se repetiram as mesmas coisas, quem levava o quê, a que horas era o encontro e onde, quem ia buscar quem, que compras eram necessárias e o que havia em casa... tudo repetido, pior que nas aulas o número da lição aos gaiatos, ou o número da página em que têm que abrir o livro. Há sempre um, sempre, que depois do costumeiro par de berros, ainda pergunta, com ar inocente, qual é a página, professora? Assim estava a Li, hoje. Apre, rapariga, cruzes-canhoto, por amor da Santa... MENOS! Foi a barrigada de riso da praxe, anda reco!, e outros mimos, que esta mulher é do norte, carago.
Estou para ver amanhã. Estou para ver quando chegarmos com alfaces e pimentos, e sardinhas de escabeche e mousse de chocolate, e vinhos x-p-t-o, que a ocasião merece, estou para ver toda a gente de olhos inchados de sono a comer bolos na dó-ré-mi, em silêncio. Estou para ver quem é o primeiro a dizer, de voz séria e imperturbável, ouçam lá, mas afinal como é que é? E a levar uma lostra que lhe vire a cara para o sítio onde tem o... sim-senhor. Olha, pá, é assim, deste tamanho...visto da lua! Irra!
4 comentários:
Quem "ouvir" estas palavras até pensa que é verdade...:)
Andam só a "degredir" a minha imagem...
Não te percebo as palavras... tens que mudar de "moleculatura"...
então como é que é ... é como é.
É azedo como rabo de gato, e faz falta como um cão à missa...
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