Não sei se tenho bem saudades, mas aqui, do fundo do poço, lembro-me da época em que em setembro alguém perguntava, então, como é que vai ser a passagem de ano, olhem que já não temos muito tempo para organizar as cenas... toda a gente se ria e barafustava e gozava com a vítima, e começava a pensar na festarola que durava quatro ou cinco dias num destino longe de Lisboa. Foi assim uns seis anos, e eu não sei se tenho saudades. Acho que gostava de ser parte de um grupo que sem mim não era a mesma coisa. A minha identidade, na altura, passava por ali, e existia, não era um punhado de estilhaços, como agora. Tive um convite para a festa de passagem de ano. Um convite generoso e simpático de uma pessoa vinte estrelas. Veio de um sítio inesperado e comovente e eu, precisamente este ano por todas as razões do mundo, estou-lhe imensamente grata. A Mzinha convidou-me também, ou melhor, eu adesivei-me à passagem de ano dela em maio ou por aí, para desistir em agosto, internada no hospital a ver a vida a andar para trás e a não arriscar cá planos com antecedências superiores a 24h. E posto isto, nada. É um bom barómetro do ano, esta noite sozinha em casa, porque não deixaria a minha mãe, claro, mas por falta de alternativa confortável. Não deixa de ser triste mas ao mesmo tempo muito didáctico. Na verdade, sempre me disseram que eu não me dava o valor necessário e suficiente e que a minha autoestima deixava muito a desejar, mas acho que as pessoas falam demais de cor de coisas que não percebem nada. Sempre achei que era justa comigo mesma. Não gostar de mim é completamente diferente. Isso é o que sinto de há umas semanas para cá e posso garantir que não é bonito, mas é totalmente diferente do que sempre fui eu.
Jade Sweet Jade
Words from a Bitter-Sweet person who likes Bitter-Sweet things.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Este é o ano em que, feitas as contas, foi sempre a perder. Perdi saúde, amor, dinheiro, bem estar, sossego, alegria. Perdi, sobretudo, esperança. E perdi-me de vez, nas melhores qualidades que tinha. Perdi a minha generosidade, a minha doçura, alguma ingenuidade saudável, o gosto de fazer certas coisas, estar em certos ambientes, conviver com determinadas pessoas. Acabo o ano egoísta, envenenada, amarga e sobretudo, mais sozinha que nunca, que encontro sempre novos limites desconhecidos e nebulosos para a solidão. Esta é aquela que não se ocupa de nada nem se alegra com ninguém. Tudo em mim são raivas, ódios e maus sentimentos. Foi um ano péssimo. E estou sem vontade nenhuma do próximo.
sexta-feira, 18 de dezembro de 2015
Disponibilidade
Não tenho paciência para coisas forçadas. Detesto sentir-me encaixada num horário apertado como se fosse uma tarefa. Compreendo agendas cheias, mas se não há tempo de qualidade para me dar, então que não haja tempo de todo. Como me disseram há um par de dias "if you try to charm everyone you realy don't care about anyone". Prefiro assim, gostar de poucos que gostem de mim, ter tempo para estar com quem realmente quer estar comigo. Porque o estar com alguém é muito mais que resolver assuntos prementes como troca de prendas e jantares festivos. Estar, às vezes, é passear, ir às compras., deitar conversa fora, combinar um café e ficar para jantar porque a conversa está boa, preguiçar, rir, ir ao cinema. Eu tenho pessoas que gostam de fazer tudo isso comigo. Não tenho disponibildade para as outras. Para andar a toque de caixa basta-me a odiada campainha da escola.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2015
Adoro
... jantares de natal das empresas, repartições, colectividade e afins em que anda meio mundo a ver se engata o outro meio. Haja trabalho, haja saúde e muita paciência. Adoro jantares de natal. Ai, nesse dia não posso, que tenho o décimo quinto jantar de natal e já prometi à Francisquinha que lhe saltava para a espinha. Boas Festas.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Egoísmo
Hoje, por portas travessas, chamaram-me egoísta. Confesso que fiquei satisfeita. E assumi logo, com um meio sorriso. Devem pensar que eu sou a rainha das cabras. Não serei, mas pelos vistos também já não sou a das parvas.
terça-feira, 8 de dezembro de 2015
controlar a mente
mais dois dias no hospital, mais uma viagem de carro para o alentejo e eu só queria controlar a mente, só isso. vim em silêncio, rádio desligado, imersa em análises e memórias e mais análises e conjecturas, constantemente em what if de todos os tipos. só queria controlar o espírito e não passar tanto tempo a mastigar pedras, a arranjar desculpas e a pintar cenários de cores mais alegres. costumo dizer que passo noventa por cento do tempo em junk thoughts, coisas que não servem para muito a não ser para me magoar e arranjar maneira de dar sempre mais uma oportunidade a quem não me dedica um infinitésimo do seu tempo, é verdade, eu sei. passo as conversas todas a limpo, faz-me impressão a minha falta de reacção no momento a coisas que me magoam tão profundamente. fico em silêncio e até sou capaz de anuir. só me apetece gritar. faz-me falta gritar até ficar rouca. dizem-me, não tenho objectivos nem me apetece tê-los, percebes? claro que percebo, ninguém há-de perceber tão bem como eu. dizem-me estás sozinha, sentes-te sozinha porque queres, tão gira e atraente que és, e desde quando a solidão se resolve na cama, será que para alguém isso funciona assim, ou será que não me sei expressar bem e é essa a ideia que dou, que preciso é de um gajo a quem dar umas quecas, porque não, não preciso, para isso há com fartura e eu vou evitando todos com muito cuidado para não ferir susceptibilidades. eu quero é gostar de alguém que goste de mim, isso é que me engana a solidão, mas para isso não é toda a gente que serve, não. o que em tempos pareceu tão fácil é cada dia mais dificil, aquele olhar sem cepticismo e sem desconfiança, aquela pesada herança que fica enterrada no passado. dando espaço e tempo toda a gente desilude, essa é que é essa, e assim sendo está tudo torto à partida e não me apetece estar com ninguém, por mais que estar comigo seja insuportavelmente doloroso.
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Ballet
Tropeçaram um no outro, que já nem andavam de tanta pancada lhes caía em cima. Ela reconheceu-o de imediato, ele nem por isso. Seguiram-se meses em que ela dançava graciosamente em pontas, para que ele a visse, para que a deixasse colar-lhe os estilhaços, com toda a paciência do mundo, toda, dançava em pontas para parecer mais alta e esguia, mais bonita, tocava-lhe no ombro, amparava-lhe as quedas, velava-lhe o sono. Nunca a viu. Quando olhou enfim para trás, ela já lá não estava.
terça-feira, 24 de novembro de 2015
Quanto mais conheço os homens....
Para mulher, e ainda por cima educadíssima, uso o vocabulário de um carroceiro. Não sempre, não na sala de professores, mas em casa com frequência, amiúde entre amigos e sempre, mas sempre, no trânsito, que é coisa que exaspera o pendura, quando o pendura é a minha mãe. Nunca me saíu, nunca, um palavrão numa aula, por mais cansada ou furiosa que esteja. Hoje desanquei um gajo que se atravessou à minha frente numa rotunda: só não lhe chamei pai. Umas escassas centenas de metros à frente, atravessa-me o caminho um gato, com a basófia calma dos felinos, a olhar para mim com aquele ar de enfado imperial do "se tens pressa vai-te andando". E eu, oh minha riqueza, meu maluco, saí daí tontinho... com aquela voz idiota que certas mulheres reservam para os namorados e eu, jamais, tudo tem uma explicação e eu não estou sozinha por acaso.
Moral da história: Trato melhor bichos e alunos que pessoas.
Nota: sim, eu sei que distingui alunos de pessoas.
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Sobre o que isto tem sido
Há um antes e um depois daquilo a que eu chamo um enorme pesadelo e o resto das pessoas chama férias de Verão de 2015. Toda a gente que tem lido estes posts sabe disso. O que talvez pouca gente saiba, ou queira saber, é que o depois não tem sido muito mais fácil.
Na altura foi a doença, o medo e o abandono. Mas também foi a solidariedade, o apoio e a companhia. Desde aí, foi o vazio e a solidão. Passei cinco fins de semana sozinha em casa e ninguém se lembrou de me telefonar a saber de mim, se respirava, se queria ir beber um café. Se falei com pessoas foi porque existem redes sociais, senão... nada. A ausência, o silêncio, a falta.
Perguntaram-me - é curioso como as mentalidades masculinas se estão tão rapidamente a aproximar das femininas em certos aspectos - que diabo me passou pela cabeça para namorar, (qual namorar, estás parva? tu nem digas uma coisa dessas que é dar demasiada importância a essa besta que arranjaste nem sabes como, mais valia teres torcido um pé nesse dia e passado horas no centro de saúde a ouvir queixas de velhos, qual namorado, isso é lá gajo para ser teu namorado, ensandeceste? - estou precisamente a ouvir a voz da minha amiga mais furiosa com este assunto, que há várias, mas esta juro que qualquer dia me enfia um par de estalos na tromba), pronto, vá, que diabo me passou para gostar (ai, porra, não gostaste nada dele, mas estás tontinha? tiveste uma paragem, foi o que foi... seja), para achar que gostaste dum gajo assim? E por "assim" referem-se às fotografias que eles, outros gajos, viram dele, do tipo de quem eu achei que gostei e me largou praticamente no hospital. É. Os homens agora também avaliam as relações pelas fotografias de ambos e acham que as dele não estão à minha altura. "Se não soubesse o que sei de fonte segura, dizia que o tipo era rico e tu querias era presentes"...
Nunca soube responder à pergunta masculina, curiosa e sádica de "o que é que viste nele?" Até que este fim de semana se fez luz. O que vi nele foi, sobretudo, uma pessoa que me convidava para ir ter com ela, para lhe fazer companhia, que me dizia que tinha saudades minhas, que me desafiava para sair da minha vida e do meu conforto, para passear, para ver outras coisas, para ter longas conversas e apanhar sol. Sim, eu sei que os motivos dele seriam suspeitos e discutíveis, mas bolas, eu era feliz a fazer-lhe esse tipo de vontades porque pelo menos não me sentia sozinha, ignorada e dispensável, como sempre me tenho sentido desde aí. Se trocava, se voltava, se me arrependo? Não, não e não. Mas não me venham com sermões de como é que desceste tão baixo, o que é que viste nele e daí por diante sem calçar os meus sapatos e morrer para o mundo sem que ninguém disso dê conta, cerca de 70 horas a cada 5 dias.
facebookices
Acabei de deixar o seguinte comentário na página do meu orientador de mestrado / guru / ídolo /pai-de-todos-os-deuses: " Tenho saudades de o ouvir dissertar, caríssimo. Se bem que me fica para sempre uma intervenção sua, em que no final, na parte das perguntas, a minha vontade foi perguntar " que diabo é um palimpsesto, e onde é que isso pasta?" ahahahahahahaha. Sempre a mesma ignorante, eu. Um grande beijinho."
É por estas e por outras que jamais serei levada a sério, mas também não sei se quero.
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
Pessoas Bem Resolvidas
Quando estive internada, viciei-me no Facebook. Passava muito tempo sozinha, e foi no que deu. Há muito pouco que eu não consiga descobrir, desde que me proponha a isso, e é com revelação em cima de revelação a desfilar-me à frente dos olhos que tenho tirado para mim grandes lições sobre a sociedade contemporânea. Angustiavam-me muito, certas descobertas. Eram coisas para me deixar doente, para me fazer chorar. Até que, como em tudo, uma certa numbness tomou conta de mim, de há umas seis semanas para cá. A so-called viewer's protective skin. Já não me impressionam as atitudes de acasalamento óbvias e de mau gosto. Já não me surpreendem a total falta de maneiras, a arrogância, as pedras atiradas a outros com telhados de vidro mais resistentes que os próprios, a mania ou a moda, não sei bem, de andar meio mundo a tentar provar ao outro meio que é mais culto, mais inteligente, mais divertido, mais viajado, mais fit. Toda a gente já leu os livros todos, já viu os filmes todos, já ouviu as músicas todas incluindo as que saíram há seis minutos, corre 20 Km e faz mais 3h de ginásio em cima disso todos os dias, e ainda passa a noite a beber e a curtir nas discotecas, para brunchar sushi num rooftop sobre a cidade de onde sai para o aeroporto para ir ver um concerto de uma banda indie à Escandinávia. E estar de volta para o derby, que toda a gente também percebe de futebol. E da NBA. E dos ALL Blacks. E com jeitinho ainda se pronunciar acertadamente sobre os refugiados da Síria e o governo de Portugal. Já não há pessoas, só super-heróis.
Como é claro, pelo menos para mim, este vício não me fez bem absolutamente nenhum.
Em quatro semanas apaixonaram-se por mim duas pessoas, sem sequer me conhecer. E desapaixonaram-se, claro está, mantendo-se obviamente desconhecidas. A minha vida está tal caos que nem me detenho a pensar neste tipo de coisas seriamente, ou provavelmente há muito que teria voltado pelo próprio pé para o hospital que isto, cá fora, interessa pouco. Mas como tenho problemas reais de que tratar, lá me vou aguentando com as emoções intactas, apesar das declarações de amor e dos mundos de boas probabilidades de futuro que se abrem num dia para se encerrar no outro.
E é óbvio que me comparo às mulheres pelas quais vou sendo preterida, e que escrevem mau português, são muito ordinaronas mesmo sem dizer palavrões, dormem com quem calha e permitem que isso seja visível nas redes sociais. Comparo-me com elas, giras, bem sucedidas, contentes e felizes, bem resolvidas, cada uma com seu séquito de seguidores e fico muito triste. Não consigo, por mais que tente, sentir-me realmente inferior a nenhuma delas. Não consigo, por mais que tente, ter inveja de nenhuma delas, mas ainda assim fico muito triste. Fico triste com a certeza absoluta de que jamais serei bem resolvida enquanto bem resolvida for aquilo que eu testemunho diariamente na rede. Fico triste porque não vejo como não ficar sozinha quando a companhia significa uma paixão assolapada hoje que já não é válida amanhã, um amor para sempre hoje que de aqui a pouco é fel, um amo-te que, uma semana passada, é que s'a foda. True story, by the way, contado ao dia.
É assim que eu vejo a maior parte da minha geração, dos que estão solteiros, divorciados, ou que são simplesmente tristes e banais adúlteros com as desculpas do costume, tão gastas que aborrecem.
Anda tudo a auto-promover-se e a pregar o desapego e o descaso, a reagir à pedrada a opiniões diferentes e a erigir grande estátuas a si mesmos. Não, não quero ser bem resolvida. Prefiro o epíteto, que foi meu durante muito tempo, de encalhada azeda. Mal por mal, quando me ameaçam, como já aconteceu, de que fazem e acontecem, eu durmo descansada com a minha dignidade intacta e a minha cabeça levantada. Já muita gente bem resolvida que por aí anda não poderá dizer o mesmo.
on the other hand
Sinto muita falta daquela expressão de assombro e prazer que já vi em alguns olhos, daquele vislumbre de infinito mágico que em determinado momento me convenceu que a imortalidade era tão possível como o pequeno-almoço. É. Sou da tribo dos intensos e ando a enlouquecer aos poucos no meio do tépido e do assim-assim. Já nada disto me serve.
Fim
Hoje fechou-se um ciclo e saldaram-se finalmente contas antigas.Na última semana, achei que jamais iria encerrar este capítulo. Pensei que ainda era mais burra que aquilo que já tinha assumido ser, e que isso era muito. Mas não. Afinal, daqui a uns tempos, pode ser que olhe para trás e me consiga lembrar de coisas boas.
terça-feira, 3 de novembro de 2015
Solidão
Como diz um amigo meu, a gente "afeiçoa-se" às pessoas. E depois elas partem e deixam um vazio enorme, e perguntamo-nos milhares de vezes como poderíamos ter evitado que nos virassem as costas, em que poderíamos ter sido melhores, onde é que teríamos metido a pata na poça, que diabo teria corrido mal quando tínhamos feito tudo, mas tudo mesmo, para demonstrar o nosso afecto.
E estas perguntas atormentam-nos dia e noite e fazêmo-las às paredes brancas, às portas fechadas, ao nosso cão estupefacto, às palmas da nossas mãos a segurar o rosto em pranto. E isto acontece sempre que estamos sós, escondidos, recolhidos, sem que ninguém saiba, sem que ninguém veja, sem que ninguém suspeite, semanas a fio. Onde antes era a companhia, agora sobram perguntas e auto-recriminações. Relemos mensagens trocadas, obsessivamente buscamos respostas e explicações, achamos que vamos morrer ou, pior, enlouquecer, consideramos hipóteses realistas e outras completamente desesperadas, como largar tudo e desaparecer.
E ninguém te pode valer, porque quando sais à rua, estás igual, até tens bom aspecto e ninguém sabe o inferno em que vives todos os dias, a cada momento em que sorris ao pedir um café e só te apetece gritar, morrer, acordar noutro planeta, todas as hipóteses ou nenhuma das anteriores. As pessoas partem e não fazem ideia do que deixam para trás.
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Pois foi
Primeiro o silêncio. Infinito numa fracção de segundo.
E depois a voz dele. Pega em ti e vem para cá. Não penses, vem. Eu sei que sou fraco consolo, mas tendo em conta as opções, o que vier é lucro.
E eu fui.
E foi.
E depois a voz dele. Pega em ti e vem para cá. Não penses, vem. Eu sei que sou fraco consolo, mas tendo em conta as opções, o que vier é lucro.
E eu fui.
E foi.
domingo, 1 de novembro de 2015
E agora
Mas, por outro lado, sinto tanto a tua falta e quero-te tanto aqui comigo, ficou tanto por dizer, e agora os nossos passeios de mãos dadas e as nossas viagens pelo mundo, e as nossas conversas ao telefone, o nosso riso, os jantares, a lista de restaurantes a que queríamos tanto ir juntos, all the special places e os filmes aos domingos à tarde, e agora...? e agora eu aqui sozinha, como sempre, como antes de ti mas em pior, cheia de dores que não são bem dores, cheia de solidão que antes não era assim tão triste, até era amiga, antes, antes de ti. E agora depois de tudo, depois de ti, sento e choro nas margens de um rio qualquer, porque o meu coração estava tão bem encaminhado e foi atirado ao chão, again. E na verdade nunca nada disto mais foi que uma virtualidade, que até a ilusão está fora de moda, agora. Tudo se resumiu a uma virtualidade. E agora, venha a vida real, que nos intervalos só me resta este quarto e todas as lágrimas que ainda não tive tempo nem coragem de chorar.
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