domingo, 18 de setembro de 2011

Está difícil

Não sei o que se passa comigo, que ando com um sono terrível. Daquele tipo de sono incontrolável que, a qualquer hora do dia e faça eu o que fizer, cabeceio, bocejo, sinto as pálpebras pesadas. Bolas! Ver testes tem sido um inferno e ainda falta o resto...

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A tradição...

... continua a ser o que era.
Para variar, sexta feira livre, montes de planos para adiantar trabalho, são cinco e meia da tarde, trabalho "visteziu", cheguei agora do ginásio, vou tomar um duchinho, dormir uma sestinha (que para sexta feira me levantei de madrugada: ainda não eram onze da manhã!) e vou jantar fora com uma amiga.
Para quando, uma sexta feira produtiva???

Fim de Semana

Mais uma vez, o meu horário de luxo permite-me não ir à escola às sextas. Desta vez, contudo, o fim de semana está tão cheio de trabalho para fazer que até me dói o corpo todo só de pensar nisso. E pior é saber que não vei ser caso único... a minha vida está transformada em dias a apagar fogos uns atrás dos outros, e o trabalho reproduz-se como coelhos taradões. (suspiro)
Não me apetece. Apetecia-me um banco de jardim, um fim de tarde fresco, um livrinho interessante ou apenas o silêncio.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Se houver mais alguém com a mesma dúvida...

Alguém muito próximo perguntou-me recentemente: "Olha lá, Jade, como é que tu soubeste que era finalmente altura de procurar terapia?"
A pergunta tem razão de ser. Com tanta bagagem podre emocionalmente, muitos achavam que eu já o devia ter feito há muito, e que era uma questão de teimosia, de capricho e de preconceito. Como tal, pensaram também que mais depressa me suicidaria do que tomaria essa iniciativa. E era vista como um rochedo resistente a todas as tempestades. Uma rocha que colapsaria muda, sem pedir ajudas a ninguém, orgulhosa.
Não quer dizer que estas assumpções fossem erróneas, pelo contrário. Como disse ao meu terapêuta, quando ele me perguntou sensivelmente o mesmo, não o tinha feito até então por preconceito e falta de dinheiro. São tratamentos longos, com progressos pouco evidentes e custam uma pipa de massa. Nesse caso, por que mudei eu de ideias? Não ganhei prémio nenhum no euromilhões e estamos em tempos de crise, é verdade.
Procurei ajuda porque deixei de ser funcional. Funcional nos meus exigentes parâmetros. Ia para a escola e só não chorava nas aulas. Chorava o caminho todo, chorava nos intervalos, metida na casa de banho, chorava no bar e na cantina. Inventava alergias que me justificassem o péssimo aspecto e não conseguia desligar o cérebro do que me entristecia, do que me deitava abaixo. Martirizava-me com pensamentos circulares. Tremia por todos os lados. Quando e se adormecia, exausta, sonhava sobre o assunto. Não tinha paz. Andava esgotadíssima e entupia-me de vitaminas.
Procurei ajuda por medo. Por medo de ir para um sítio escuro da mente e de não haver regresso. Por medo de dar em doida. Por medo de deixar de fazer sentido. Por medo de perder o meu lugar na profissão, no Mundo. Por medo de fazer definitivamente a passagem para o lado de lá, para as margens, para o limbo. Assustei-me. E ainda bem. O medo é uma força poderosa, um beco escuro, húmido e mal-cheiroso. Às vezes, esse beco nojento é a nossa salvação.
Por outro lado, achava que antidepressivos não iam resolver o ponto a que me tinha deixado chegar. Considerei que era preciso uma mudança mais profunda e a verdade é que, hoje e agora, agorajá, como diria o O'Neill, se deixasse os comprimidos iria, sem dúvida,  regredir imenso, mas já teria algumas armas psicológicas a que me agarrar, já teria percorrido algumas veredas do meu labirinto pessoal, e já teria aberto algumas portas. Só por isso, já me sinto mais forte. Só por isso, quero continuar, para descobrir até onde tudo isto me pode levar. Oxalá seja a um porto bem mais seguro que o cenário a que estou, há tanto tempo, mal acostumbrada.

Estratégias

Eu gosto de partilhar truques. Aqui vai o desta semana: pus ao serviço um saco preto que eu tenho, muito fofo, com dúzias de Hello Kittys, e que dá para roupa suficiente para um fim-de-semana. (dos de Inverno, vá, mas só roupa). Enfiei-lhe lá dentro meia dúzia de t-shirts, dois pares de calças, uns quantos sacos de plástico, uma daquelas garrafas de alumínio ou o raio (não é Suiça, não, foi mesmo oferta de um produto qualquer da Dove) e os meus ténis (sapatilhas, para os puristas do Norte). Resultado: estou sempre pronta para pegar no saco e ir para o ginásio. Até o posso deixar no carro de uns dias para os outros, é só meter a roupa suja num saco de plástico e trazê-lo para cima. E, já agora, lembrar-me de encher a garrafa de água também dava o seu jeito: a técnica é um work-in-progress, claro está, ou não me chamasse eu Jade do despistanço, ao seu dispor.
Esta semana já fui ao ginásio dois dias... e seguidos! Estou inscrita há mais de um ano e acho que foi a primeira vez. O facto da treinadora me ter dito que eu faço pescoçais em vez de abdominais é apenas um pequeno pormenor de ordem técnica, que não interessa nada, já que a barrigada de riso lá servirá de abdominal, quer se queira, quer não.

Competição Pessoal

Este mês, ando a ver se ganha o número de posts, ou o número de idas ao ginásio. Por enquanto, o blog anda às moscas... e mesmo assim vai à frente.

Pérolas do Malato

Não vou falar do episódio do Malato de hoje porque... não.
Mas no de ontem, ele às tantas disse "eu não sou uma pessoa nada feliz. Sou bem-disposto, o que é completamente diferente". Grande verdade. Os meus mais próximos (família, amigos, colegas, alunos) dizem que eu tenho muito mau feitio. Mas a verdade é que, no meio de tanta resmunguice, sou muitíssimo boa onda e o pessoal tende a estar sempre a rir ao pé de mim, porque vou do doutoral ao brejeiro num microssegundo, porque emprego expressões muito peculiares, porque, como dizem os meus meninos, eu estou séria mas os meus olhos estão quase sempre a rir-se.
Digamos que quem acha que eu sou mal-disposta, sombria, fúnebre, amarga, me deveria ter conhecido em Março. Isso sim. Andei muitos meses sem conseguir rir com vontade, ou dizer uma piada parva que fosse. Agora, às custas de muito trabalhinho, estou outra vez uma moça bem disposta. Quase como era. Quanto ao feliz... isso, Malato, só nós dois é que sabemos, são outros quinhentos.

domingo, 11 de setembro de 2011

11 de Setembro

Passaram dez anos e tanto eu como toda a gente que eu conheço, cujos artigos leio ou nos depoimentos televisivos que vejo, se lembra exactamente de onde estava e a fazer o quê. Acho que isso diz tudo.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Setembro

Novo ano escolar.
Este ano vou dar Inglês a uma turma de 5º ano. Pois. Se eu quisesse dar aulas às crianças do 2º ciclo, teria ido para uma ESE. Não tenho jeitinho nenhum para estes seres acabadinhos de sair dos cueiros. Um deles tem por hábito fugir da escola e ir para casa quando as coisas não lhe agradam. Ora como eu lhes vou dar o segundo bloco da manhã, acho que o puto vai almoçar mais cedo. Isto, para dizer o mínimo. Isto, para não entrar em detalhes. Isto, para não começar já a estrebuchar. Que, sejamos sinceros, vontade não me falta. Vai haver um aumento notável de crianças nos pedopsiquiatras da cidade. É isso e processos judiciais contra a bruxa de Inglês. O ano promete, lá isso...