domingo, 1 de junho de 2008

Simplicidade

Hoje estive a ouvir Organic, de Joe Cocker, um disco velhinho que me apaixona. Apaixonam-me as coisas mais simples do mundo, talvez por ser uma pessoa tão complicada.
Senão, vejamos:
...
You are so beautiful to me
You are so beautiful to me
Can't you see
You're everything I hoped for
You're everything I need
You are so beautiful to me
...
Such joy and happiness you bring
Such joy and happiness you bring
Like a dream
A guiding light that shines in the night
Heavens gift to me
You are so beautiful to me
...
É certo que tenho o dom de chorar facilmente, de me comover facilmente. Mas apenas com filmes, livros, poemas, melodias. E sempre com coisas simples e inesperadas. A perfeição reside nos pequenos detalhes.
Já me escreveram coisas lindíssimas, sou uma privilegiada a esse nível. Já recebi belas sms, poemas geniais, cartas inacreditáveis, mails espectaculares. Mas continuo à espera do dia em que, assim, em meia dúzia de versos, alguns repetidos, alguém me consiga fazer sentir verdadeiramente amada, única, necessária, um presente, uma luz; alguém me faça sentir bela, por olhar para mim e me ver realmente bela, em vez de magra demais, de nariz grande demais, de formas lisas demais, de tudo aquilo que, de facto sou, mas os olhos do verdadeiro amor não vêem.
O meu reino por um poema de amor de poucos versos que diga tudo. O meu reino por um momento perfeito, que faça esquecer toda uma vida, cale todas as vozes e se transforme no meu mundo inteiro.

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