sexta-feira, 10 de junho de 2011

"O" SPA

Não houve dia desta semana em que me deitasse antes das duas da manhã mas, ao contrário do que é costume, não foram insónias, nem "Mentes Criminosas", que me tiraram horas aos lençóis, foi trabalho. Foi trabalho acumulado que não fiz no fim-de-semana, que nesse tive mais em que pensar. De modo que, nestas noites, enfiei o focinho contrariado na correcção de testes, no preenchimento de grelhas, na redacção de actas e na validação de competências.


Não estive sozinha: entrei madrugada dentro com dois dos meus vários mosqueteiros de serviço, que fingiram ter muuuuuuuito que fazer para, simplesmente, fazer companhia, que sabem que a melhor ajuda que me podem dar é estar, apenas isso, para não me dar o sono ou a tentação de largar tudo e me ir deitar.


Na madrugada anterior, cá estávamos os três, cada um com seu portátil dedilhando, eu e a Mzinha na mesa, o Zeca no sofá, eu a trabalhar, eles a passar o tempo, a Mzinha a jogar na sua fronteira americana, o Zeca a informar-se sobre as novidades na sucessão das chefias do partido.


A páginas tantas, a Mzinha conta uma anedota sobre o Sócrates, eu rio-me e o Zeca amua. Atiro-lhe à cabeça com um maço de LM azul vazio. Ele resmunga, e começa a desfiar impropérios contra o Portas. Eu suspiro, mas a Mzinha faz-lhe pontaria e atira-lhe com o nosso baralho de cartas da bisca com força e precisão extraordinárias (felizmente estava quase vazio, só com jokers e 10, 11 e 12s) que, depois de o atingir com grande espalhafato em cheio no toutiço, aterrou (onde repousa ainda neste momento) na estante de livros atrás dele. Seguiu-se um coro de gargalhadas incontrolável, quase às duas da manhã.


E diz a Mzinha, já muito séria: porra, pá, estamos mesmo a precisar de um SPA para o cérebro! E eu pus-me a imaginar um líquido de neurónios jet set, que se pudesse inalar ou injectar ouvido dentro, com neurónios massagistas, neurónios expert em aromoterapia, outros personal trainers, outros com taças infinitas de caipirinhas, outros mestres de reiki e shiatsu e, os últimos, os melhores contadores de histórias de embalar existentes à face da terra.


A verdade inconfessável, contudo, é que um SPA para o cérebro... são os melhores amigos do Mundo.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Nova Estação

Abriu a época. Não a da caça, mas a do restlessness. E quando é assim, não sossego enquanto não me meto em sarilhos. Desta feita, o meu santo orientador de mestrado resolveu desinquietar-me via facebook para doutoramento. Lá lhe disse que sim. Nunca mais aprendo que a treta das redes sociais só nos dá é desgostos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Dia da Criança

Eu e algumas meninas da minha DT...



Eu a rir-me dos quarenta ou cinquenta alunos a tentar acompanhar o fabuloso instrutor de hip-hop...



Paparazzi... dizem que as melhores fotos são tiradas por quem gosta de nós...






Paparazzi... rest my case!





Pose peso-pesado, mas em levezinho...





Coisa mai'linda, a minha fotógrafa de serviço!





O rascunho, antes da obra-prima anterior. Estávamos felizes, a gravar a primeira aula de equitação de muitos alunos, e uma professora. Eu, para variar, não me atrevi... achei que afocinhar no picadeiro e ficar cheia de areia nas orelhas não ia bem com o meu tom de pele!





A minha escola e a Câmara Municipal organizaram uma manhã de actividades para comemorar o Dia da Criança. Não sei quem se divertiu mais, se eles, se nós, os professores. Eu adorei todas as aulas, desde a equitação, ao hip-hop, passando pelo karaté e pelo mini-golf, foi tudo perfeito. As minhas meninas fizeram-me serenatas ao microfone com "the only exception" e "just breathe", e, para além de ficar toda babada, deu-me umas saudades destes nonos anos que me fizeram a cabeça à razão de juros... enfim! Ficam as imagens da paparazzi de serviço, para a posteridade!