quinta-feira, 28 de abril de 2011

Por outro lado...

Estou de fim de semana.
Bem vistas as coisas, o resto que se lixe.

strike

Há gente com queda para pino de bowling. E o que eu não dava para lhes passar com uma bola gigante por cima, a toda a velocidade. Eu já vou pouco ao facebook, mas ainda assim de vez em quando consigo sair de lá mal-disposta. Ide lá espetar com a vossa felicidade no focinho uns dos outros e deixai-me estar na minha fase dark and twisty.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Homework

O meu médico dos neurónios mandou-me TPC de férias. Entre outras listas, uma das coisas que deixei de fazer de há dois meses para cá, quando "endoideci". Deixei de ouvir Pearl Jam e The National. Deixei de comer chocolate com verdadeira vontade. Deixei de fazer exercício físico, mas também deixei de comer com prazer. Deixei de me deitar muito tarde, mas também deixei de dormir realmente bem. Deixei de sair à noite. Nunca mais assisti a um espectáculo. Nunca mais fui ao cinema. Acho que li um livro, neste tempo todo, o que quer dizer que nunca mais li como era costume. Nunca mais tive um ataque de riso. Deixei de lado a minha pandora. Nunca mais estive com a seita toda reunida, para jantar ou copos. Nunca mais fui ao youtube. Só uso o facebook para jogar. Nunca mais usei um dos meus perfumes, nem determinada roupa. Há sítios por onde evito conscientemente passar e lugares onde me recuso ir sem dar explicações, porque quem está maluco, pode tudo. Nunca mais telefonei a ninguém por minha livre iniciativa, só para saber que andam os amigos a fazer, ou dar-lhes um beijo de saudades. Basicamente, nunca mais fui eu. E se o shrink me diz que tenho que me forçar a fazer alguma destas coisas, juro que o mando passear. Por mim, que há dois meses que não passeio, só porque sim, porque me apetece. Há dois meses que não me apetece nada, nem ninguém. Tornei-me na Jade, nome do meio "tanto faz".

sábado, 23 de abril de 2011

Sex and the City, I

Louise: Do you miss him?
Carrie: every day.


Ando a ver os filmes errados.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Queda Livre

Estamos quase na Páscoa e não consigo evitar pensar no dia de ano novo. Diziam os astrólogos que ia ser um ano em grande para os sagitários. Na altura, por coincidência, estava tão iludida que achava que isso de facto seria mesmo verdade. Possivelmente sou mesmo serpentária, porque este 2011 tem sido bem mais semelhante a um salto em queda livre, em que o pára-quedas abre, mas uns segundos tarde demais e me estatelo contra o chão com demasiada velocidade e força, sem morrer, embora nos primeiros momentos achasse que teria sido melhor, mas com violência suficiente para me partir toda.
E permaneço deitada numa cama de hospital metafórica. Sem grande reacção, ainda a ganhar energias, depois de as usar todas na difícil tarefa de sobreviver de algum modo ao estampanço. Esta fase do hospital é, suponho eu, a mais dura. Porque é lenta, a recuperação. É uma disciplina minuto a minuto. Uma disciplina que nunca tive, um racionalizar de cada acção, uma luta contra mim mesma, contra a procrastinação, contra a ansiedade, contra, sobretudo, a sombra da tristeza.
Vim para Lisboa. A minha mãe precisa de mim e vê todos os dias que não estou à altura de a ajudar. Não tenho forças. Não tenho forças nem para responder a sms, nem para pegar no telefone e desejar Boa Páscoa aos amigos. Passo horas a jogar frontier e a ver televisão em hipnose, mas sobretudo durmo. Durmo muito mais do que devia ou queria, mas é assim que pretendo descansar de três meses muito, muito, duros.
E hoje a minha mãe decidiu ouvir a banda sonora do Mamma Mia, que nós gostamos muito. E não pude deixar de sentir um nó na garganta ao ouvir "dancing queen, young and sweet, only seventeen. See that girl, watch that scene, digging the dancing queen." Essa era eu, aos dezassete anos. Más opções e graves decepções depois, a bailarina está toda partida numa cama de hospital, fartinha de esperar por melhoras.
Boa Páscoa a todos.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Give ME a break!

E quando as más notícias são como as cerejas, as reuniões um massacre, a Direcção de Turma, o costume, mas desta vez comigo a fazer merda sobre merda que a minha capacidade intelectual está presa por arames, e tu tentas não cair do limbo em que andas para um abismo de vazio... eis que é o dia mundial do BEIJO. Agradecia sinceramente que todos os calendários mundiais se fossem f*der.

domingo, 10 de abril de 2011

Todo o dia nisto


Sentada em cima de um monte de trabalho, a suspirar pelo sol que só brilha lá fora.

That's it


Including starting from zero. Starting all over. It sucks.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Frase do dia

De manhã, na escola, uma amiga disse-me "Parece que hoje te desceu uma cortina no olhar". Percebi perfeitamente a imagem. Toda a gente reparou que hoje não estou nos meus dias. (Não ando nos meus dias há muito tempo, mas hoje estou estoiradinha de todo). Achei a frase, apesar de tudo, muito carinhosa e poética, e dei comigo a pensar "baixou a cortina? pode ser que seja o final do primeiro acto. Dada a minha idade, talvez do segundo. Mude-se o cenário, venham novas cenas."

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Estou cansada

de precisar do triplo do esforço e do quíntuplo das marradas na parede das pessoas normais para conseguir o mesmo resultado. E ainda assim não o conseguir. E estou cansada das dificuldades e dos desgostos. E de ter que me levantar cedo. E das segundas-feiras, sobretudo das segundas-feiras. E das memórias em forma de imagem. E das ausências e dos silêncios. E de olhar para a minha vida e ver que fui recorrentemente parte da lista de suplentes e das segundas escolhas. E estou cansada, apesar e sobretudo, de nunca me darem hipótese de ir a jogo.