terça-feira, 25 de março de 2014

Facebookassholes


O Facebook é, frequentemente, fonte de lágrimas, fúrias e ranger de dentes.

É preciso ter estômago, quando se tem um desgosto amoroso, para se abrir a dita página. Talvez porque, nesses tristes momentos, hoje em dia todos sejamos elevados à categoria de celebridades: aquilo que antigamente ficava na esfera da santa ignorância, aparece agora displicentemente nos murais. Já não é possível acreditar-se na desculpa esfarrapada com que nos brindavam, não és tu, sou eu, nasci para estar sozinho, não estou preparado para compromissos, tu mereces melhor, eu também estou a sofrer mas é melhor assim. Seguia-se então em frente, de coração partido, mas ainda preso pelos arames das mentiras piedosas.

Não se via, depois, na comunicação social, a dita criatura, feliz e contente, a fazer comentários ou a dar likes a fotos de outras mulheres, a esconder ostensivamente conteúdos outrora disponíveis, a aparecer toda contente em bares e festas. À medida que estas coisas acontecem, e aparecem músicas que sabemos que não nos são dedicadas, até porque nunca nos dedicaram nenhuma, pelo menos publicamente, e likes a comentários - estúpidos nas horas, na maior parte das vezes, e ainda por cima - quando os nossos, muito mais divertidos e inteligentes, passam ignorados, cresce uma náusea, um vómito, um desânimo e uma vontade enorme de tudo ser como antes, em que mesmo que a curiosidade mórbida apertasse, não havia nada a fazer a não ser engoli-la e andar para a frente, sem mais imagens ou palavras a assombrar-nos o espírito.

domingo, 23 de março de 2014

Já chega, astros

Ultimamente, só me saem divas. Um asco.

sábado, 22 de março de 2014

Mulheres

Já agora, gostaria de reiterar que, desde adolescente, acredito na amizade e cumplicidade femininas. Desde a adolescência, estou habituada a confiar em mulheres, em fazer delas confidentes, irmãs, pilares. É sempre um choque, quando uma mulher (sempre, sempre, por causa de um qualquer gajo que não vale ponta de corno), me mostra que a deslealdade existe. É sempre um choque horrível, mas cada vez sara mais depressa.

Vamos por partes

Há muito que não escrevo. Por muito continuarei sem escrever. É que a vida só me apresenta psicopatas. E tenho a ilusão, a cada vez, de gostar muito eles. Tive a ilusão, por duas vezes, que desta vez ia ser por muitos e bons anos, no que dependesse de mim, as coisas iam resultar, bolas, não seria eu uma mulher igual às outras?
Pelos vistos não sou.
E a vida só me apresenta psicopatas, também há que dar valor a esse pormenor.