segunda-feira, 14 de junho de 2010

Conta-me como foi

Tenho uma directora que é uma imbecil. Quero dizer, não é bem isto exactamente, mas não sei bem que adjectivo melhor se lhe coaduna, a verdade é essa. Por outro lado, ela também não lê o blogue, e detesto dizer mal dos outros nas costas. Coisas que não lhes disse previamente no focinho, claro está. E nunca me virei para ela e lhe disse "Sra Directora, a senhora é uma imbecil", não. Não lhe disse. Até porque, como afirmei, não será exactamente imbecil. É prepotente. É autoritária. É megalómana. Egocêntrica. Má como as cobras. Muitíssimo provinciana. Enfim, capaz de tudo para levar a dela avante, por mais absurda que a dela seja. Claro que não me suporta, o que é mútuo.
Quarta-feira fui defender a minha dissertação de Mestrado. Foi um sucesso, mas não é pelo grau de Mestre que me sinto mais inteligente. Um bocadinho mais culta, realizada e feliz, sim. Mais inteligente, nada. Senão, vejamos: recebi nesse dia uma sms que dizia que a minha nota a um aluno tinha sido alterada de dois para três "e não havia nada que eu pudesse fazer em relação ao assunto". Ora eu, que tinha levado essa classificação à consideração do Conselho de Turma no dia anterior, deduzi, com a minha inteligência, que toda a gente gaba, que a Sra Directora tinha imposto a sua vontade, sem reunir novo Conselho de Turma, visto eu não ter sido convocada para nenhum, sem dizer água-vai.
Burra como sou, fiquei possessa. Pensei logo em meter-me em alhadas jurídicas e em escrever até ao Papa, se preciso fosse. Garanto-vos que movia mundos e fundos, e que não deixava a coisa barata.
Hoje explicaram-me que reuniram o Conselho de Turma sem mim (ora se eu estava a prestar provas públicas e tinha posto a minha nota à consideração do Conselho de Turma, para quê incomodarem-me?), um pró-forme para subir a minha nota. E eu, dadas as circunstâncias, assenti. Resta-me saber que terão eles dito de importante para mudar também a nota de Matemática ao mesmo aluno, de dois para três. É que essa nem tinha sido posta à consideração. E que terá dado na cabecinha de uma dezena de alminhas para mudar de ideias em menos de 24h. Mas, quanto a isso, abstenho-me. O Conselho de Turma é soberano.
Enquanto perdia o respeito pelos meus colegas todos, ganhei um bocadinho mais dele pela Directora. Cada escola tem, realmente, a Directora que merece; não me venham agora dizer mal dela, quando na hora da verdade se acobardam como ratos.
Uma escola que tem tudo para ser de excelência nunca passará de uma escola de fachada, porque o corpo docente não sabe, de facto, o que anda a fazer. Posto isto, "nada a fazer sobre o assunto", essa é que é essa.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Feeling like Mandela

It matters not how strait the gate
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate
I am the captain of my soul.

(William Henley)

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Disseram influente?

Um estudo de uma revista norte-americana apurou que a personagem de ficção mais influente das últimas duas décadas em televisão é o ... Homer Simpson.
Trágico.
Como igualmente trágico teria sido um resultado que desse Archie Bunker ou Dexter. E atenção, são apenas três das minhas séries de culto. Mas influentes? O Homer é o anti-tudo aquilo que deve influenciar alguém. O Archie, um racista da pior espécie. O Dexter, um serial-killer. Não estaremos a confundir boas séries com boas influências? É que me parecem personagens-tipo do que há a evitar nesta vida.
A não ser que seja exactamente a psicologia da inversão: ai, filho, aí sentado nesse sofá com essa barriga pareces o Homer Simpson! ou, isso foi mesmo um comentário à Archie Bunker... (espero que ninguém tenha motivos para dizer a algum amigo que parece o Dexter, mas nunca fiando.)
Com tanta Christina Yang, Miranda Bailey, Gregory House, Gil Grissom ou Seinfeld... esta gente escolhe o Homer Simpson! Ainda se fosse a Lisa! (ou o MacGyver, que sempre era desenrascado, e jeitosito de mãos...)

terça-feira, 1 de junho de 2010

É isso!

Hoje uma colega minha dizia-me, sobre um colega nosso, amoroso, que foi acompanhar alunos às actividades do Dia da Criança: "O fulano-de-tal" vinha pior que uma chouriça!
Epifania. Páre o Mundo que se fez luz!
Então é isso que eu ando, há mais de um mês: ando "pior que uma chouriça!"
Venha mais malta do Norte para chamar as coisas pelos nomes e diagnosticar as nossas doenças mais íntimas.