quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Balanços? No, thanks


Este ano recuso-me a fazer balanços, embora com a minha provecta idade ainda adore andar de baloiço e sonhe com uma casa onde haja baloiços "para as filhas".
Não faço balanços porque vejo sempre o copo meio vazio (venha outro! Tinto ou branco? Cheio!) e até a mim já me chateia ter de me lamentar porque me falta isto, porque não tenho aquilo, porque perdi para sempre o outro. (Neste caso, o outro que tanto lamento é o meu kikas, porque Deus sabe, a existir, que só não há remédio para a morte).
E 2010 teve coisas muito boas. Como diria a Shadow houve uma viagem, houve uma dissertação concluída against all odds, houve... mais o quê? Bem, houve perder, apenas, o kikas, que eu não tenho estofo para mortes. Para isso é que não. Mantenham-se cá aqueles que amo e o resto, vai-se levando.
2010 tem uma coisa a seu favor. Não deixa de me surpreender. Para o melhor e para o pior, este ano tem enguiço. Estamos mesmo no fim e ainda dou comigo de queixo caído, a pensar "não é possível, isto não está a acontecer".
Porque há coisas do camandro, e as boas surpresas, quando são mesmo, mesmo boas, acabam por compensar, pelo menos, duas ou três das outras, as que são mesmo, mesmo más.
By the way, tenham um excelente 2011. O que quer que isso signifique, que eu já desisti de me pôr a imaginar cenários.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Chiça, já passou um ano

Ora dizia eu, neste estaminé, a 30 de Dezembro de 2009:


Next Decade:

New York, the man of my dreams, my mother nearby, my own house, a better car, health and wealth, all my friends around, a job to do and a mission to accomplish.


Ainda bem que mãe é mãe e a minha continua comigo para o que der e vier, que o resto... cacete!...

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

N'a pas de resoluções

Mas há vontades. Muitas. Várias.
Há pouco, na palhaçada que é o facebook, publiquei que em 2011 vou dedicar o tempo às futilidades, passar a vida na rambóia, sair, viajar, comprar roupa, assistir a espectáculos.
É verdade que tenho passado o tempo na morrinha, à espera de um príncipe encantado que me leve a conhecer o Mundo, cheio de energia e iniciativa, adivinhando os meus desejos, agora praia, depois Nova Iorque, no intervalo compras, shoppings, coisas inúteis. Tenho passado o tempo obcecada por um trabalho que já nem sequer me agrada, rodeada que estou de gente mal educada, de chefes loucos ou simplesmente cobardes, num barco que não afunda porque flutuará para sempre num status quo que cheira a esgoto.
E quando o trabalho não agrada e os tempos livres são cada vez mais decadentes, o que faz Jade? Espera. Num Sebastianismo bafiento que não melhora nada, antes exponencia o tédio à razão da loucura.
No need for Prince Charming, e estou fartinha de esperar.
No próximo ano ninguém me apanha em lado nenhum.
Estou em trânsito, como os planetas. E mato quem se me atravessar no caminho. Não me aborreçam, que aborrecida ando eu há demasiado tempo.

domingo, 26 de dezembro de 2010

May I?

E agora que se encerram os festejos do Natal, e se põe cobro à época de paz e amor e solidariedade e bons sentimentos, já estou autorizada a estar furiosa? Já posso dizer que quero que determinadas pessoas vão morrer longe, de preferência de morte lenta e dolorosa, para terem tempo para expiar as suas maldades, e pedirem desculpa por elas com o seu sangue suor e lágrimas? Já posso afirmar que se pudesse, ou se ganhasse o euromilhões, haveria duas ou três tareias que iria mesmo ter que (mandar) dar, nem que estivesse depois o resto da vida a pagar a advogados? Não? É politicamente incorrecto em qualquer altura do ano? Pronto, ok, então eu não digo.

Xmas Hangover

sábado, 25 de dezembro de 2010

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Jade Sweet Moments #7


Ainda que sós, façam questão de dormir sempre bem acompanhados. Eu faço. Sweet dreams.