terça-feira, 19 de julho de 2011

Um Épico

Tenho só a dizer que fui ver o último da saga de Harry Potter com tudo o que tive direito: écran gigante, dolby surround e óculos 3D, tipo moscardo. E A-DO-REI! Ainda há filmes que valem o dinheiro do bilhete. (O hamburguer da Portugália também não esteve mal, não senhor... mas era escusado ter perdido a cabeça com pulseiras e colares, que são lindos, são, e vão lindamente com o meu tom de pele, mas bolas: a crise, cacete, a crise...)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Just for the record...

... são estas belas horas, acabei há pouco o último relatório, amanhã tenho que estar na escola das 10 às 19.30, e com um LM azul a arder-me entre os dedos, o que me ocorre pensar é que nada disto faz sentido. As nossas opções não traçam tanto o nosso destino como a vida que vai acontecendo para além delas. O que nos cai em cima é que nos define, a verdade é essa. Em tudo o que não depende de nós reside a maior das felicidades e o arrasar de todas as estruturas emocionais que construímos. Assim sendo, o meu mantra, ultimamente é "que se lixe". Just for the record.

Shame on you, Miss Jade!

Em dia de entrega de avaliação docente lá na escola, tenho vergonha de ser professora. Nestes dias, gostava de ter seguido uma carreira que não tivesse como missão, entre outras, servir de exemplo às gerações vindouras, a sério: com exemplos destes, o que aí vem não augura nada de bonito. Só vejo coisas que me chocam, só ouço comentários que me deprimem, só leio coisas ridículas, só se me deparam absurdos.
O meu terapêuta diz que é a natureza humana, mas que eu saiba não nasci amiba e não me reconheço na falta de escrúpulos, na facadinha nas costas, no compadrio, na cambada de gente que passa o ano inteiro em biquinhos de pés a tentar aparecer. Não me revejo no sistema, sendo parte dele, e estou muito satisfeita com a minha menção de bom, porque é o que me considero: boa professora. Estou em paz com o meu trabalho, com a minha avaliação, com o meu desempenho, esse bom desempenho que agora, e de repente, toda a gente acha ofensivo, quando andaram anos a levar com um "satisfaz" que os satisfazia porque requerer o "bom" dava muito trabalho.
Deveria eu ter, também, vergonha, do meu bom desempenho. Mas não. Eu tenho mesmo é vergonha de fazer parte de uma classe profissional que cada vez mais acha que quanto mais papéis sem interesse nenhum escreve, apresenta, organiza, preenche e superlativiza, melhor é. Quanto mais festas e fantochadas, mais comemorações e visitas de estudo, mais "projectos" e mais "actividades" promove, mais competente se torna.
Eu gosto de dar boas aulas e ensinar Inglês. Num ano, costumo dar bastantes aulas boas e cada vez ensino menos, que os gaiatos aprendem só o que lhes apetece e poucos estão virados para as Línguas, é um facto. Mas é disso que eu gosto, é por isso que eu luto e, de vez em quando, venço.
Na profissão de professora, mereço um bom. Na de burocrata, um regularzito. Mas na de animadora de tempos livres, relações públicas e celebridade de jet-set a aparecer em tudo o que é foto e jornal, nessa não me apanham: faço questão do insuficiente e venha o plano de acompanhamento, que me falta o papel higiénico já que, na última semana, nem de ir às compras tive tempo, tanta foi a idiotia do eduquês.

terça-feira, 12 de julho de 2011

É melhor, é...

Depois de horas ao computador a validar competências com o CSI NY e o NCIS em pano de fundo, o melhor é ir deitar-me, que amanhã e dia de terapia e se a coisa já vai mal quando durmo o suficiente, amanhã, com cinco horas de sono... devo ser internada numa casa de repouso. O que até nem era mal pensado, não senhor. Ainda assim, prefiro guardar-me para Novembro, ou Maio do ano que vem. Cheira-me que vou precisar.

Dúvida Existencial

Se estamos na era da informática e da velocidade, dos carros, dos electrodomésticos e da internet, se poupo tanto tempo na cozinha, nas deslocações, em todas as outras tarefas domésticas em geral, se já não preencho papéis para levantar dinheiro, se pago com cartão e não tenho que esperar por trocos... por que raio é que não tenho tempo para nada?
E, já agora, se é tudo em formato digital, por que diabo é que os papéis se multiplicam cá em casa?

Regresso às Origens

Quando era pequena, fiquei estrábica: estrabismo convergente. Contra a opinião do meu avô, na altura, por ser ainda pouco mais que uma bebé, a minha mãe optou por me pôr nas mãos de um oftalmologista de renome, que me operou aos dois olhos, e me corrigiu o estrabismo, sem sequelas, felizmente.
É disso que me lembro, depois de horas ao computador que me deixam de olhos em bico. É disso que me lembro quando as atitudes dos colegas me deixam de olhos em bico. E disso que me lembro quando a ignorância dos gaiatos me deixa de olhos em bico. É disso que me lembro quando a idiotia da burocracia do que parece o terceiro mundo, me deixa de olhos em bico.
Esta escola é um regresso às origens.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

News from Therapy

Sento-me numa cadeira e respondo à pergunta "então, como é que te sentes?" com um "muito melhor, obrigada" para, dez segundos depois, estar a chorar copiosamente. Depois, digo à criatura que me fita muito séria que faço lembrar aqueles malucos que decoram coisas para dizer só para ter alta dos manicómios e acabam sempre por se trair das maneiras mais idiotas e "toma lá mais um século de internamento que estás cada vez mais tolinha". A criatura que me fitava séria começa a rir-se. E eu também, lavada em lágrimas.
Arre, que sou estúpida.
Resumindo e concluindo, na mesma não estou, que toda a gente diz "quem te viu e quem te vê". Toda a gente à excepção, claro, do terapêuta. Era suposto que fosse ao contrário, mas parece que escolho de propósito aquela hora para me ir abaixo e fazer figuras tristes, quando passo o resto da semana airosamente a dizer as piadinhas do costume, a resmungar como antigamente e sereníssima no alto das minhas tamanquinhas de doze centimetros. Não choro, não me desespero, não entro em ansiedades com o trabalho, raramente sou agressiva e até já pinto as unhas dos pés de cores espampanantes. Parece-me, muito seriamente, que, se não fosse "the gym-issue", estaria praticamente em forma. Depois chego ao consultório e dizem-me que tenho uma patologia. Neat!
Agora a sério: quando comecei as sessões, fi-lo porque me tinha tornado no derradeiro e mais triste cliché de todos. Agrada-me bem mais a ideia de ser agora semelhante a uma das personagens freudianas dos filmes do Woody Allen, que muito admiro. Seriously. Não me deito num sofá, sento-me numa cadeira, mas de resto é quase igual. Ainda me abisma a forma como consigo estar tanto tempo a falar de mim própria sem o Doc adormecer e sem me repetir, que já lá vão muitas horas de monólogos dramáticos. E sim, noto a diferença em mim. E, se não fui clara, esclareço: sinto a diferença para melhor. Apesar dos pesares e das figuras de parva que faço, semanalmente, sensivelmente à mesma hora.

Isso...

... e o editor do blogger que me andou a trocar as voltas um mês inteiro, que sou preguiçosa e não me apeteceu ir ver whatahell was wrong with the morde-a-foca. Hoje dispus-me a isso, so here I go again, que cada vez estou menos info-excluída, aprender até morrer. (mas também não tinha nada de interesse para dizer, como se vê nos presentes posts)

Junho e Julho

Meses de muito trabalho. Na escola e em casa. De semana e não só. That's it. Trying to survive the tsunami of paperwork.