domingo, 27 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sweet Jade Moments #14


Quando nada mais resulta... venha a medicação!
Às vezes, a vida encarrega-se de atirar connosco, de literalmente nos vomitar, numa qualquer sarjeta. Depois do choque, os químicos... contra as dores, os tremores, a falta de ar, a insónia, o sono, as lágrimas, a agressividade, o cansaço. Químicos de todas as cores e sabores. Em busca de uma doçura momentânea e de um instante de paz. Bom fim de semana, aproveitem o sol e os chocolates (há lá melhores químicos que os naturais... endorfinas, where the hell are you?)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

From the well

Pelo menos, é Domingo.


Detesto Domingos.
Mas hoje... hoje levantei-me cedo e o dia lá fora está com uma cara igual à minha. Todas as forças que reuni ontem desapareceram em osmose com o céu. Andei pelo facebook, pelo meu site de imagens, por blogues que me puxassem um sorriso, e... nada. Pelo menos, porque é Domingo, posso optar por não ver ninguém.
Vou ali já venho, sentar-me no fundo de um poço à espera que chova.

Sweet Jade Moments # 8 # 9 # 10 # 11 # 12 # 13








Porque, às vezes, para obter um bocadinho de doçura, temos que nos esforçar meia dúzia de vezes mais do que o habitual.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Listen Carefully...

' cause I shall say this only once.





That's why I am still single. That's why I don't do Valentine's Day. That's why I prefer to be lonely alone than with someone who doesn't love me enough. Enough to make it perfect, in spite of the world. And that's it. That is all I have to say about the 14th February and the fucking Valentine's day. Burn me 'cause I'm a dirty bitch-witch.

Jade's Back

Parece que, afinal de contas, não morreu.
Bateu-me à porta. A coxear, de fuças partidas. Diz que foi do embate, a grande velocidade, contra uma parede, a mesma de sempre. Diz que não sabe como a tal parede continua incólume, apesar de tantas vezes levar com ela. Continua branca e altiva, a parede, a lembrar-lhe que ela, Jade, se pode atirar de cabeça contra ela, parede, as vezes que quiser e que a sua estupidez achar necessárias.
Bateu-me à porta a coxear e de fuças partidas, mas com o mesmo sorriso ácido e acidificante, a dizer, achaste que ias ter uma folguinha? Pede-a a Deus... ah, espera, não acreditas n'Ele... azarinho, minha amiga, acreditasses n'Ele como acreditas em tantas outras fraudes.
Bateu-me à porta a coxear, de fuças partidas, sorriso ácido e acidificante e de cigarro entre os dedos. Poupa-me os moralismos, disse-me. Poupa-te a ti a culpa de não resistires à nicotina que te mata lentamente. Já agora, poupa-te todas as outras culpas que te matam mais rápido que a nicotina. Queres fazer algo pela tua saúde? Cresce. Cresce, que é um bom começo. Pés na terra e cabeça na lua é meio caminho andado para o suicídio em vida. Deixa lá os cigarros quando tiveres competência suficiente para ajuizar que te fazem realmente mal. Para adquirires essa competência, tens que adquirir muitas outras que te faltam e são pré-requisitos.
Bateu-me à porta assim. Ontem, pela hora de almoço. Olhou para mim com a cara de quem está a olhar um destroço louro que finge ter-se de pé. E a coxear, com as fuças partidas, de sorriso ácido e acidificante, e um cigarro entre os dedos, disse-me "tenho mil vezes melhor aspecto que tu: dá-te ao respeito!"
E hoje não me largou enquanto não me tirou da cama, "cedo, que é cedo que se abre a pestana e tens trabalho para fazer". E não me largou enquanto não me agarrei ao computador a trabalhar, depois de me ter obrigado a alimentar-me como deve ser. E não me largou enquanto não executei dolorosamente parte das tarefas domésticas da praxe. E ainda está agarrada a mim, a beliscar-me com força de cada vez que um suspiro me trai o fingimento de que não estou a pensar em mais nada senão no que estou a fazer.
E eu agradeço a sua presença, ainda que coxa, de fuças partidas e sorriso ácido e acidificante, a acompanhar com o seu o meu cigarro e a ensinar-me que saúde débil, família desequilibrada, coração partido, impotência emocional, inércia física, descontentamento profissional, amarguras íntimas e pouco dinheiro não são desculpas para ficar na cama a deixar ruir o resto. Mesmo que não se saiba bem identificar que resto é esse.