terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ah, já me esquecia...

... neste final de férias, acabei por ler, apenas, A Companhia de Estranhos, thriller histórico; O Céu Existe Mesmo, depoimento; umas páginas de 1 Km de Cada Vez, crónicas de viagens. O meu livro de cabeceira, agora, é O Assédio, romance histórico, que não sosseguei enquanto não tive na mão, depois das maravilhas que ouvi no Câmara Clara. E estou a gostar bastante.

Pois que foi muito bom...


...mas acabou-se.
Acabaram-se os dias de praia e piscina, e leitura e cinema, e passeios e jantares... e compras, pulseiras, livros, sandálias... chuif!
Não tarda, o relax dará lugar ao stresse de reuniões e aulas e miúdos barulhentos e graúdos um bocado parvos, e ginásio e supermercado, e levantar cedo e tarefas domésticas, e trabalho de casa e correcção de testes. É melhor pensar que também vem aí a época do chocolate quente, senão vou deitar-me e pôr o despertador para a Primavera.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Back to School

Ontem fui apresentar-me à escola com um tipo de náusea e a sensação de que um mês passou em dois dias. E eu gosto do que faço, quero dizer, gosto muito da parte das aulas. E depois, encontro alunos e ex-alunos no Face e a náusea passa-me. Até fico com algumas saudades, confesso. Ainda assim, embora esteja bastante melhor da cabecinha e do corpinho, muito mais relaxada e funcional, não consigo deixar de me sentir apreensiva por estar um novo ano à espera. É que, caramba, tenho um bocado de medo de não me aguentar à bronca com a correria que aí vem. Não me sinto preparada, não me sinto a cem por cento. Mas acho que deve ser como aquelas pessoas que esperam pelo momento certo para ter filhos e ele nunca vem, por um motivo ou outro. Se calhar, depois de seis meses de férias, ainda assim, sentiria não estar à altura. Tenho que trabalhar nesta minha insegurança mental, que surgiu com a depressão, sinto-me sempre demasiado vulnerável para o meu gosto. Estou habituada a que o lado profissional seja sempre aquele que salva a minha auto-estima porque, convenhamos, sou boa no que faço e os meus alunos retribuem em carinho aquilo que lhes dou em sermões, missas cantadas e pares de berros.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

O Reverso da Medalha #1

Tenho para mim que toda a Bela tem o seu Senão. A propósito disto, o Pedro Rolo Duarte tem um post no seu blogue muito bem escrito, como sempre, sobre as sardinhas e a temperatura da água do mar este Verão, em que defende que quer a Bela e o Senão. Pois é, Pedro... querias que fosse Natal todos os dias, já agora?
Uma das grandes provas de que nada de bom vem sem consequências é a minha enoooorme lista de qualidades, que vêm, todas elas, com um grande "mas" à frente.
Hoje escolhi uma das minhas melhores qualidades, a seu tempo postarei outras: sou uma mocinha muito pontual. É raríssimo não chegar a horas, seja ao que for. Qual é o reverso da medalha? Não espero mais de dez minutos por ninguém e, se a isso for obrigada, tenho o dia estragado e estrago o dia ao idiota que me deixou pespegada. É fatal como o destino.

domingo, 14 de agosto de 2011

(Des)culpas esfarrapadas

A Susi é uma das minhas melhores amigas. Também é uma das mais antigas, diga-se, em abono da verdade, que sou péssima a manter contactos e falo com pouquíssima gente dos meus tempos de escola, e apenas por facebook. A Susi e a V., guardo-as dos tempos de Faculdade, quase há vinte anos. E sabem tudo o que de importante se tem passado na minha vida desde aí.
Acontece que a Susi, ao contrário da V., mora na mesma cidade que eu. Uma cidade tão grande que, cada uma morando na sua ponta, a minha casa fica a sete minutos de carro da dela, mais coisa, menos coisa. E a Susi não me vê há seis meses. Nem falava comigo por telefone aí há uns quatro. Culpa minha, que não lhe retribuía as chamadas, nem lhe respondia às sms. Numa cidade como a nossa, ela sabia que eu estava viva: havia sempre alguém que me via no supermercado, na bomba de gasolina, ou num desses sítios por onde me arrastei obrigada nestes últimos tempos. Houve sempre alguém que lhe disse "eu vi-a, parece bem.".
Ao longo destes meses, pensei em telefonar-lhe milhares de vezes, em mandar-lhe sms, centenas, e em ir a casa dela, umas dezenas. Desisti sempre, por razões várias e, sobretudo, por não me apetecer mexer-me para lado nenhum. As pessoas que vi neste período de tempo foram as que me bateram, literalmente, à porta de casa e me arrastaram, (quase) literalmente, porta fora. Disse muitas vezes que a minha depressão não era politicamente correcta, e que lamentava: os mais próximos, incluindo a minha mãe, pareciam achar que eu tinha todas as razões para me enfiar em casa a dormir, desde que isso não afectasse a relação que eu tinha com cada um, em particular. Infelizmente, afectou todos, sem excepção.
Como me forcei a funcionar profissionalmente, e o que faço exige comunicação constante, energia qb e muito auto-controlo, de cada vez que saía da escola instalava-se-me um silêncio poderoso. Vindo da alma, do cosmos, de Deus, sei lá de onde. E isso não mudou, melhorou, mas não mudou. Habituei-me a um conforto isento de palavras, de sorrisos, de trocas. Habituei-me a tudo aquilo que a maior parte do Mundo diz ser contraproducente num estado depressivo, mas que a mim me faz bem, me recompõe e me dá algum estômago para continuar.
A Susi é uma das minhas melhores amigas, e telefonei-lhe esta semana. Disse-lhe, estou viva, ela respondeu, eu sei; logo a seguir, disse-lhe, desculpa, e ela disse, não sejas parva, onde é que nós ficámos? Pusémos a conversa em dia, expliquei-lhe como pude, em vinte minutos, as andanças de seis meses, e disse-lhe, à despedida, eu telefono-te (à espera, pelo menos neste instante, de um comentário mais sarcástico). Ela respondeu, até breve. Também por isto, a Susi é uma das minhas melhores amigas.

E como acho que é pouco...

... ter livros por ler desde a feira do livro de 2010, que este ano nem tempo nem disposição tive para lá pôr os pés (é a chamada anadonia, aprendi recentemente...), hoje fui à FNAC e tive que trazer mais uns quantos, que sou ursa. Incluindo o segundo livro sobre desenho e pintura, que não tenho talento, mas tenho vontade, e desenhar tem sobre mim o mesmo efeito que os puzzles têm sobre a Mzinha. Se trocássemos de hobbies, acho que já tínhamos partido o estaminé todo, de frustração.

sábado, 13 de agosto de 2011

Literatura de Férias

Já marcharam O Deus das Moscas, romance; A Rapariga que Inventou um Sonho, short-stories; o Eduquês (...), ensaio/educação; Depressivos Somos Nós, tese/psiquiatria; Passos Coelho, Um Homem Invulgar, biografia; Netherland, romance; A Avaliação no Quotidiano de Sala de Aula, tese / pedagogia; Ninguém Escreve ao Comandante, Novela;

(Alguns, foi questão de terminar de os ler, que comecei-os e abandonei-os vezes sem conta ao longo do ano lectivo; mas tendo em conta o calibre do dito ano, pelo menos consegui resistir à idiotia da literatura de cordel, tipo MRP ou Nicholas Sparks, o que já não é mau de todo. Em espera: A Companhia de Estranhos, thriller histórico, Movimentos de Arte Contemporânea: o Pós-Modernismo, ensaio / artes plásticas e A Língua como Projecto Didáctico, ensaio / didáctica).


Acho que sou uma pessoa, para dizer o mínimo, eclética.