No ano letivo transato, gostei muito da minha colega de Matemática de 3º ciclo. Fez-me lembrar e ter muitas saudades da Miss Covilhã, porque são ambas do mesmo género. Ela, a Camponesa, felizmente é daquelas pessoas que mantém os contatos e, volta não volta, lá se mete comigo no bate-papo, manda uma sms ou telefona. Anda possessa com a direção da minha escola, que não lhe manda o dossiê individual, e por causa disso há meses que diz que lá vai buscá-lo. Como a vida não está para graças, não tem tido tempo para o fazer, de modo que temos adiado cafezinhos vezes sem conta. Já me pediu para eu tratar do assunto com o meu subdiretor, mas a verdade é que este tem andado muito parvo, para dizer o mínimo, o que não é de todo surpreendente tendo em conta a confusão que aquela gente faz entre o pessoal e o profissional, que abona muito pouco no que toca à competência de cada um, mas isso é lá com eles.
Há meses a combinar encontrarmo-nos para pôr a conversa em dia e nada, vou dar de caras com a Camponesa à porta do Átrio Saldanha, inesperada e subitamente, como são todas as boas surpresas. E foi uma festa. E, como ela diz, antes assim, num lugar cheio de classe e a cheirar a fashion, que naquela escola que só nos dá é desgostos e motivos de arrelia.