Recebi há pouco um breve e-mail de V. a desejar-me um bom retiro espiritual, em resposta, julgo eu, a um dos posts deste blog, a que não consegue deixar comentários, porque a lerda autora não percebe nada de definições de páginas web.
Miss, não estou em retiro espiritual, estou apenas num fim-de-semana de descontracção em que calhou não ter planos. Sabes que não sou muito de iniciativas... tenho um problema grave de inércia e para me deslocar tenho que ter excelentes motivos. Quando eles não existem, não os procuro; Am I a couch potato?
Don't know. Mas gosto de estupidificar em frente à televisão e de hipnotizar com Hollywood, e de alienar com um bom livro, e de dormir sem despertador.
Gosto de ti, V. Gosto de ti porque sobes a Arrábida, plantas Cristas de Galo e tens ainda tempo para vir aqui à Cidade de Deus. Estou cá há... serão sete?... anos, e tu és das poucas que não precisa da companhia de rebanhos para aparecer. Por ti e pelos teus, sou mesmo capaz de comprar cá casa, se ficar no próximo triénio mais uma vez por aqui. Porque sei que contigo, Lisboa há-de dar o ar da sua graça, quando eu estiver exausta de viagens. E trazer de presente Cristas de Galo... e Miados do Século Passado.
Beijinhos
2 comentários:
Ainda bem que as sextas feiras são agora ritual de passagem para dois dias de desconhecido, mas nem por isso menos bom! Mas, como não me esqueci das outras 6ªs feiras, de fechar a porta a empurrar o mundo com a mão direita em sincronia com a esquerda para a conseguir cerrar sem entalanços, preocupo-me. É isso, preocupo-me. Só mais uma forma de amor, como já te disse uma vez. Espero continuar a levar um cheiro de urbe até aí onde estiveres durante algum tempo. Já que eu própria me esforço diariamente por não cair na banalidade doméstica desta vilazinha. Só tenho sorte, porque os ventos predominantes são de lá para cá, de resto it's the samo... ( Basquiat)
Como vês, aqui está um comentário que ultrapassa o post. Obrigada.
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