sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Ainda (e sempre), Mr. Eddie Vedder

Hoje passeava pelos meus blogues favoritos, cada vez são mais, isto da blogosfera é um mundo e eu adoro este mundo de palavras, eu e as palavras entendemo-nos bem, entendo-me muito melhor com palavras que com pessoas... andava eu, então, a passear por aqui e por ali, e dou com um post da teiadaranha dedicado ao Eddie Vedder. E eu pensei, olha outra, esta é cá das minhas, deixa lá ver o que ela publicou... belo vídeo, boa música. Eu que até conheço umas coisas de Pearl Jam, esta nunca tinha ouvido. E há palavras que nos tocam, que nos prendem, que nos questionam, que nos desafiam, que nos empurram, que nos esbofeteiam. Dizem que os poetas são os grandes artífices da palavra escrita. Eu não sou poeta, mas gostava, mesmo muito, de ter escrito esta canção. Sentindo tudo isto em decalque, por que raio foi outro a expressá-lo desta forma tão violentamente simples que eu jamais conseguiria verbalizar? A letra vai a três cores, porque sim, por motivos que não me apetece explicar agora. Se o Eddie é um dos supremos poetas, (não se escandalizem os intelectuais, o Bob Dylan e o Jim Morrison já são praticamente canónicos), pinte-lhe eu as palavras com cores, por motivos criativos que não vêm ao caso. Desfrutem o poema e vão ao youtube ouvir a melodia... vale a pena.
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One bended knee is no way to be free

LIfting up an empty cup i ask silently

that all my destinations will accept the one that's me

so i can breathe -.



Circles they grow & they swallow people whole

half their lives they say goodnight to wives theyll never know

got a mind full of questions and a teacher in my soul

and so it goes -.




Don't come closer or I'll have to go -.

owning me like gravity are places that pull

If ever there was someone to keep me at home

it would be you-.



Everyone I come across in cages they gought

They think of me & my wandering but I'm never what they thought

got my indignation but I'm pure in all my thought

I'm alive.



Wind in my hair I feel part of everywhere

underneath my being is a road that disappeared

late at night I hear the tress, they're singing with the dead

overhead




Leave it to me as I find a way to be

consider me a satellite forever orbiting

I knew all the rules but the rules did not know me

Guaranteed.

7 comentários:

Shadow disse...

Faz parte da BSO de Into the Wild. !Recomendo! ... (a isa tb, já que foi arrastada para o ver numa madrugada fria qualquer - há tempo demais - entre pipocas e cerejas). :)

Jade disse...

Pois claro, eu já tinha ido investigar, googlei a letra, youtubei o resto... e, já agora, recomendas o filme ou a banda sonora? Ou ambos? arrepiei-me toda com esta letra, pá. Se soubesse descrever os meus sentimentos de forma brilhante, tinha sido eu a escrevê-la. Há pormenores que chegam a meter medo... beijos

Shadow disse...

O filme... é baseado em factos reais, e realizado pelo Sean Pen que demorou 10/20 anos até os pais do Cris (true main caracter), aceitarem ceder os direitos para a realização do filme. A banda sonora vem por acrescimo... essa musica fecha o filme. E deixa-nos sós com o pensamento.

Quanto às musicas, percebo perfeitamente... lembro.me de descobrir "Lados Errados" dos Toranja e "Here is gone" dos goo goo dolls... e andar meses a recitar isso como mantra descritivo da minha vida. E de quando em vez volto a elas...

Anónimo disse...

Temos bom gosto, não temos? Não me canso de a ouvir... Letra extemamente profunda e melodia sublime!

Eddie, és o maior!

Kiss

Anónimo disse...

É incrivel como os juízos de valor que fazemos sobre as pessoas e lhes colamos à pele (resultantes de primeiras observações apressadas), podem conduzir a avaliações erradas e destituídas de rigor.
É surpreendente como podemos passar anos ao pé das pessoas e não as conhecer, porque a superficialidade impera na naioria das nossas relações.
Questiono-me de quantas realidades somos feitos, quantas facetas somos capazes de ter (e só mostrar algumas).
Tudo isto a propósito da capacidade, aparentemente inesgotável, de ser surpreendido quando aqui venho, de ver tão bem escritas ideias e pensamentos que julgava serem só meus.
Nem imaginas quantas vezes acertaste na "mouche", quantas vezes disse para mim mesmo: "é exactamente isto que penso".
É muito raro encontrar alguém tão preciso a caracterizar as pessoas e as sua relações, ao mesmo tempo que se expõe, em todas as suas forças e fraquezas.
De facto, não pode ser nada fraca uma pessoa assim!

Dr. House

Jade disse...

Shadow e Teiadaranha, de facto somos mulheres de muito bom gosto... e, sim, Shadow, a palavra é mesmo essa... mantra. Eu tenho muito essa mania, a de adoptar as músicas que só não foram escritas por mim porque não me consigo expressar dessa forma simples e eficaz, e resumir o turbilhão do que sinto em meia dúzia de versos. E agora o mantra é este Guaranteed...
(...)
Dr. House, nem sei que te diga. As tuas palavras fizeram-me chorar. As tais lágrimas raras que não são vãs. É muito bom que tenhas reconsiderado as tuas primeiras impressões a meu respeito. Fico muito orgulhosa. É que eu aprendi, ao longo destes anos, a considerar as tuas opiniões, e a importar-me com elas, a ouvi-las. E sabes que isso é raro. Há poucas opiniões que façam, em mim, de facto, a diferença.
Bjos a todos

Alexandra disse...

É um post antiquíssimo mas andando eu em Eddie Vedder Mode no último mês, lembrei-me logo dele e não pude deixar de vir aqui comentar. É uma letra lindíssima, inegualável mesmo, completada (acho que estou a escrever mal, peço desculpa) por uma melodia ainda mais perfeita. Só podia vir de alguém tão único como o Eddie.
Depois ainda há o facto de ter sido escrita para a OST daquele filme 'Into the Wild' que recomendo mesmo. Vi-o esta semana, e adorei. Marcou-me imenso pela realidade brutal que nele está descrita e pela coragem do Christopher McCandless. É arrepiante, isto tudo.

Beijinho*