terça-feira, 24 de novembro de 2015

Quanto mais conheço os homens....

Para mulher, e ainda por cima educadíssima, uso o vocabulário de um carroceiro. Não sempre, não na sala de professores, mas em casa com frequência, amiúde entre amigos e sempre, mas sempre, no trânsito, que é coisa que exaspera o pendura, quando o pendura é a minha mãe. Nunca me saíu, nunca, um palavrão numa aula, por mais cansada ou furiosa que esteja. Hoje desanquei um gajo que se atravessou à minha frente numa rotunda: só não lhe chamei pai. Umas escassas centenas de metros à frente, atravessa-me o caminho um gato, com a basófia calma dos felinos, a olhar para mim com aquele ar de enfado imperial do "se tens pressa vai-te andando". E eu, oh minha riqueza, meu maluco, saí daí tontinho... com aquela voz idiota que certas mulheres reservam para os namorados e eu, jamais, tudo tem uma explicação e eu não estou sozinha por acaso.

Moral da história: Trato melhor bichos e alunos que pessoas.
Nota: sim, eu sei que distingui alunos de pessoas.

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