terça-feira, 30 de novembro de 2010

Esperamos sentadas


Há meses que o ouvimos dizer que a culpa de estar gordo é nossa, e que para "a semana começa a correr". Tal como o Malato, diz que "padece um udso". Na semana passada foi buscar os papeis com os preços do ginásio. A imagem acima demonstra bem a figura que lá irá fazer, quando decidir inscrever-se.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Não há palavras

Hoje o Kikas morreu ao colo da minha mãe.
Ela, a soluçar-me ao telefone, com o corpinho dele sobre as pernas, pediu-me que lhe escrevesse um texto no blogue e eu disse-lhe, revoltada, agressiva, quase a gritar, que não ia escrever nada.
Ela disse que metade da vida dela se foi embora com ele.
Eu não disse nada.
Eu não sei o que dizer.
Era um papagaio, sinto-o como um irmão pouco mais novo. Morreu com 27 anos no dia em que eu devia ter ido a Lisboa e não fui, porque não tenho dinheiro para a viagem, porque calhou não ir.
E agora, longe, nem sei se foi melhor ou pior para mim assim. Se tivesse ido, teria sido ao meu colo, provavelmente. Teria sido, pelo menos, na presença das duas. Nem sei se sinto culpa por isso, se não. Não sei nada. Não sei definir a perda de uma ausência distante, de uma voz meiga ou estridente que se calou, de todas as brincadeiras diárias, das pedinchices em que era doutorado, dos olhos que lhe rolavam quando comia guloseimas, do biquinho que eu acariciava por entre as grades.
Não, não vou escrever um post bonito.
Não sou dos que escrevem belos textos quando estão de luto.
Morreu-me o meu amigo mais antigo.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Com as mais sinceras desculpas...

... aos leitores, dou-vos neste post uma prova clara da minha má-educação: uma private joke, tão private, tão private, que acho que só eu e outra a percebemos. E muito pouco joke, infelizmente.
E reza assim:
PAM, ponto único, by Jade: "DITCH THE BITCH".
É tudo o que me apraz dizer sobre o assunto. Mas ficar caladinha é que não dava.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Sweet Jade Moments #6


Weekend. Autorização para beber. Felizes bebedeiras.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Sweet Jade Moments #5

Há coisas que me dão uma alergia, que não tenho outro remédio senão coçar-me. Mas continuo sweet...

Sai de Baixo

Foi uma das minhas séries de culto, numa altura em que estava em estágio e a única televisão que via era esse stress-relieving-super-remedy, às tantas da noite. Devo-lhe, e ao Seinfeld, a minha sanidade mental de tempos muitíssimo trabalhosos, mas em que ainda valia a pena e compensava moralmente pensar em materiais novos, puxar pela criatividade e deitar-me às tantas da madrugada. Numa época em que quem me assistia às aulas sabia mais do que eu, era muito mais competente e experiente, apresentava alternativas eficazes quando me apontava falhas, e me avaliava com seriedade.
Lembro-me agora, muitas vezes, da Magda, ou melhor, da "Má-gui-dá" do Sai de Baixo, e da expressão fétiche, "Cal'á boca, Má-gui-dá!", transformada, ultimamente, na ordem hilariante "Cala-te, Jade!", dos meus colegas na sala de professores, quando começo a vociferar que o rei vai nu. Esta ordem, desde o Halloween, foi substituída pela pergunta, não menos cómica,"Queres fiozinho de côco para coser essa boquinha?"
Adoptei a filosofia da Má-gui-dá. Agora, quando me apetece -tantas vezes- denunciar a idiotia do status quo, abro a boca e em voz bem alta... ZURRO. E sinto-me muito menos burra.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Temos pena...

Na sexta-feira passada, à interpelação "e família? e fins-de-semana? e descanso, pais, amigos? não existem?" de uma colega revoltada por andarem a gozar com a nossa cara enquanto profissionais, outra colega, "spé" excelente, respondeu com arrogância "estou disponível para a escola 24h/dia".
E agora não me fala, porque eu disse a quem quisesse ouvir que ela era uma enorme vergonha, um embaraço horroroso para a classe docente deste país e para a seriedade duma profissão que se quer representada por gente cumpridora e organizada. Só está disponível 24h/dia para uma profissão quem não a leva a sério e se está nas tintas para o trabalho efectivo que ela dá. Ou quem quer impressionar chefias e acha que estas coisas soam bem. Ou quem é um rematadíssimo mentiroso. Ou quem acumula todas as anteriores, e ainda por cima não tem vergonha de passar por uma prostituta da educação, a vender-se por uma classificação e disposta a tudo para a obter. Não sei.
Só sei que quis parecer muito bem e se tornou a anedota da semana. E culpa-me a mim. E não me fala. E tenho uma pena que nem durmo.

domingo, 7 de novembro de 2010

Dorothy


There's no place like home. Toca a bater calcanhares com sapatinhos vermelhos calçados e ala que se faz tarde para Lisboa, passar a tarde com a mãe. E marimbar nesta terra e neste trabalho que só me dá chatices, ultimamente. Quanto menos me pagam, mais me exigem. Ah, é? Então tomem lá: xau, fui.

sábado, 6 de novembro de 2010

We're Soulmates


True happiness exists. ZZZZZZZZZ

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Receita


Hoje estou de bem comigo mesma. Hoje sou o meu próprio herói. Disseram-me "Numa situação bem complicada conseguiste manter o sangue-frio e sair por cima, muitos parabéns." E foi. A minha receita de super herói é esta: se tiverem razão, lutem por ela. Ah, e "Get cape, Wear cape. And then, FLY!"
No fear.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Não me parece

Os dois conselhos que mais tenho ouvido nas últimas semanas são "não leves a escola para casa" e "não ligues, não faças ondas".
Foi a isto que chegou o nosso país medíocre e provinciano.
Costumava achar que era por estar no interior, já que sou de Lisboa, e na minha cidade não há como andares a meter-te na vida alheia. A velocidade é tal, o stress tanto e as vidas tão complicadas que não sobra tempo para te preocupares com outra vida que não seja a tua. Daí dizerem que Lisboa é muito impessoal e fria. E eu agradeço que assim seja. Mas apesar de tudo, tenho que reconhecer que isto não é um problema das berças. É um problema dos tugas.
Ontem não queria crer na cara do nosso primeiro-ministro a falar na assembleia da república. Mais do que a falar, a sorrir cinicamente. Mas que país é este, em que um estado goza descaradamente com o contribuinte da função pública, o rouba, protegido por leis inventadas à pressão, e cujo chefe máximo do governo ainda se ri na cara dos representantes eleitos pelo povo e não há ninguém - NINGUÉM - que lhe cobre vergonha na cara? Pelo menos vergonha na cara. É uma república de bananas. Não das bananas, mas de bananas. De gente sem tomates, sem brio, sem orgulho.
Hoje, quando me disseram para não fazer ondas por assuntos escolares, protegidos pelo argumento de que "isto a mim só já me dá para rir", senti-me noutro planeta.
Aos meus colegas professores, andar a esfregar o chão de pavilhões às duas da manhã, ser convocados para reuniões pós-laborais às sextas-feiras "porque é um dia igual aos outros", serem-lhes impostas metas de 98% de sucesso independentemente da qualidade e da vontade dos alunos que apanham pela frente, serem-lhes exigidas a participação e a organização de pelo menos três actividades transversais e extra-curriculares por ano, tudo isto e muito mais, dá-lhes vontade... de rir. (???)
A mim, quando me pisam, quando me magoam, quando me desrespeitam, me insultam a inteligência ou me enxovalham, dá-me vontade de tudo, menos de rir. E sou eu que não devo fazer ondas? Ou estou rodeada de cretinos subservientes, muito hipócritas ou muito cobardes?
Acho que a opção é a terceira: estou neste momento a viver num país de merda. E não culpem a crise.


terça-feira, 2 de novembro de 2010

Mas só por via das dúvidas...

... desta vez, no dia do meu aniversário, não levo bolos para ninguém. Não vá um dos colegas comer duas fatias e outro não comer nenhuma... ainda sou despedida por justa causa.
Apre!

A Mania da Perseguição

Hoje cheguei à triste conclusão de que são necessários dois factores conjugados, quando se trata de ter a mania da perseguição: um ego do tamanho de um elefante e uma consciência pouco tranquila.
Levei uns bolos para umas colegas que na noite do Halloween ainda ficaram a limpar a escola de esfregona (sim, são professoras como eu, mas ultimamente tudo cabe na profissão docente) quando eu me vim embora, eram duas da manhã. Achei que como a actividade também era minha, era um gesto de agradecimento por terem feito "parte da minha parte". Pois houve uma, que nem sequer lá esteve, que ficou muito ofendida por não haver bolo para ela. E eu pergunto: devia ter levado bolos para a escola inteira? Se tivesse levado só mais um já não passava por mal-educada?
Acho que fama por fama, proveito por proveito, a devia ter mandado levar onde levam as galinhas. Mas, em vez disso, calei-me, porque, como de costume, nada me foi dito frontalmente, e o que a gente finge que não sabe, é como se não soubesse.
Às vezes sinto-me mesmo na twilight zone.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Sweet Jade Moments #4


Lá por darmos umas quantas picadas, não quer dizer que não sejamos uns amores. Já agora, vale a pena pensar nisto.

Que coincidência, Calvin...

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Miss You

De vez em quando, tenho mesmo saudades de estar sentada ao teu lado, simplesmente a descansar da vida.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Mzinha...


Estamos longe, mas de olho em ti. É só dizeres.