Este post impõe-se. Depois do dia que tive, só me faltava acabar Setembro com o número treze nos arquivos. Cruz-Credo, lagarto, lagarto, lagarto...
Começou logo bem, o dia. Trocaram-me as voltas e ia levando com uma falta nas trombas por não ler como deve ser as merdas que estão no placard. Resultado: cheguei esbaforida à apresentação de motas e cães dos senhores da Guarda Nacional Republicana, meia hora atrasada e porque enfim, fui mais cedo dar a minha primeira aula.
Lá estive toda a santa manhã, e até gostei. Primeiro, porque os Guardas eram giros, e tanto homem junto parecia saído de um anúncio da Hugo Boss, tudo a trajar preto integral em corpo musculado e olhos escondidos por Ray-Bans muito fashion. Segundo, porque havia cães. Muitos cães lindos e fofos. Finalmente, por causa das motas. E como bónus, um acidente entre motas, muito espalhafatoso, com a bombeirada toda a acorrer em grande estilo e um dos GNR motociclistas a levantar-se, muito combalido, no meio de uma chuva de aplausos, qual Cristiano Ronaldo a simular pénalti no minuto oitenta e nove. E os putos a perguntar, ó professora, aquilo foi de propósito? e eu, foi, foi, é uma aula viva de prevenção rodoviária! (enquanto pensava, estes gajos são um perigo, grandes maçaricos, assentar na moleskine "desviar-me de todas as motas da BT daqui para a frente...")
Pois, ainda me ri. Não me tinha rido tanto se soubesse que me esperavam seis (sim, leram bem) horas de reuniões à tarde. Seis. Dois Conselhos de Turma. Sim, dois. Eu não sou uma gaja que prime pela paciência. Não fiz o meu mestrado por falta de força de vontade, não estou interessada em fazer agora outro em "encher chouriços". A estupidez deprime-me. E eu, agora que tenho vida, fico verde (verde, não, azul, que verde é uma cor linda...) com reuniões onde se discute o sexo dos anjos. E tive que me passar e dar um par de berros àquela gente. Teve que ser.
Por isso, hoje, impunha-se um post. Depois de uma tarde para esquecer, não podia ir deitar-me com o peso de um treze redondo no blogue. Não, isso é que não. Que amanhã entro às oito e meia da manhã, e com isto vou estar menos de doze horas fora da escola. E isso é mesmo muito ruim. Preciso de toda a sorte do Mundo, eu. Primeiro a minha sanidade mental. Primeiro Eu. Eu. O resto... p*ta que os PAREU! Para rimar.