Dizem que o amor move montanhas, mas eu nunca vi. As que conheço estão, desde sempre, no mesmo sítio, e agradeço que por lá se mantenham que tenho um verdadeiro horror a terramotos e falhas tectónicas.
O que faz girar o meu mundo é o permanente (des)equilíbrio entre duas das minhas principais características, a inércia e a impaciência. Uma impaciência a que os ingleses chamam restlessness, um tipo peculiar de desassossego para o qual agora não consigo encontrar tradução à altura.
E, se bem que a minha inércia me diga, fica, estás aqui tão bem, no meio da tua cidade, na casa onde nasceste e cresceste, com a pessoa que mais te é familiar e mais te ama e mima, no meio dos teus livros e dos teus shoppings, e dos restaurantes de que sentes tanta falta na província, e dos cinemas e das livrarias, a verdade é que, de há uns dias para cá, a outra voz começou a ser mais insistente. A murmurar praia, noitadas, amigos.
E pronto, do nada, vou para o Algarve e até Setembro não haverá novas por estas bandas, que já andam, de resto, abandonadas quanto baste que, como escrevi ainda hoje numa sms que enviei a um amigo, "tenho lido muito e escrito muito pouco".
Espero voltar revigorada. Gostaria de voltar com uma noção mais tangível àcerca do vocábulo férias. É que as férias ainda não tiveram grande sabor, este ano. Parece que ainda estou em ressaca e já lá vai um mês. Acho que vai ser caso para dizer que quando me estiver a habituar ao ritmo, ei-lo que acaba.
Até ao meu regresso, deixo-vos as palavras queridíssimas do Solnado: façam o favor de ser felizes. Cá estarei para dar notícias na rentrée.
O que faz girar o meu mundo é o permanente (des)equilíbrio entre duas das minhas principais características, a inércia e a impaciência. Uma impaciência a que os ingleses chamam restlessness, um tipo peculiar de desassossego para o qual agora não consigo encontrar tradução à altura.
E, se bem que a minha inércia me diga, fica, estás aqui tão bem, no meio da tua cidade, na casa onde nasceste e cresceste, com a pessoa que mais te é familiar e mais te ama e mima, no meio dos teus livros e dos teus shoppings, e dos restaurantes de que sentes tanta falta na província, e dos cinemas e das livrarias, a verdade é que, de há uns dias para cá, a outra voz começou a ser mais insistente. A murmurar praia, noitadas, amigos.
E pronto, do nada, vou para o Algarve e até Setembro não haverá novas por estas bandas, que já andam, de resto, abandonadas quanto baste que, como escrevi ainda hoje numa sms que enviei a um amigo, "tenho lido muito e escrito muito pouco".
Espero voltar revigorada. Gostaria de voltar com uma noção mais tangível àcerca do vocábulo férias. É que as férias ainda não tiveram grande sabor, este ano. Parece que ainda estou em ressaca e já lá vai um mês. Acho que vai ser caso para dizer que quando me estiver a habituar ao ritmo, ei-lo que acaba.
Até ao meu regresso, deixo-vos as palavras queridíssimas do Solnado: façam o favor de ser felizes. Cá estarei para dar notícias na rentrée.
4 comentários:
Ora vai e goza bem, porque as férias, por mais longas que sejam, parecem sempre curtas demais para o que se pensa fazer delas.
E quando damos conta,olha, já acabaram.
Boas farras.
LooooL
Não são as placas tectónicas nem o movimento das montanhas que nos trazem alegria e o amor até à nossa porta.
A Energia Telúrica libertada é a razão de todo o movimento possivel e inimaginário...
Beijinho
Cá a espero! Revigorada ou na sua inercia impaciente, de que gosto bastante :)
XinXin
E Agosto está a acabar e nem tudo correu mal... Agora só me apetece ouvir o Vitor Espadinha e o seu "Foi em Setembro que te conheci!"
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