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segunda-feira, 23 de março de 2009

Não faças aos outros...

Ora, toma! É muito bem feito! Não te andas sempre a queixar que falas para o boneco, que escreves cartas a mortos que não te respondem? Não andas sempre deprimida com os mails que não vêm, com as sms que não te mandam, com as palavras que nunca te dirão?
É para veres o que custa. Enquanto te lamentas, o teu admirador, o teu apaixonado platónico, já te escreveu cinco... sim, cinco mails. Hoje até teve a ousadia de te mandar uma sms... e tu, respondeste? Nada. Silêncio. Indiferença. Desprezo.
Pois é... pimenta no traseiro do vizinho para ti é refresco, não é D. Jade? É para veres como tratas as pessoas que te querem bem, que te enchem a caixa de correio electrónico e o telemóvel de avisos preocupados com o teu bem-estar. E tu, nem respondes, nem queres saber, presa que andas de outros silêncios.
Mea Culpa, mea culpa. Estou tão arrependida, tão envergonhada, que antes que provoque algum dano irreversível à auto-estima dos senhores da DGRHE... vou ali já venho, dizer-lhes que metam a sms que me mandaram hoje no sítio que lhes der mais prazer, que eu sei muito bem que a data limite para o meu concurso expira depois de amanhã. FÓNIX!!!

terça-feira, 10 de março de 2009

Onomatopeias

Hoje é Terça e fez no Sábado uma semana que fiquei doente. Doente é uma forma de expressão, que a gripe anda literalmente a gozar comigo. Como quando estou bem já tenho que tomar uma lista de medicamentos que impõe respeito, não sou lá muito adepta de me envenenar com mais químicos que os que têm que ser. Por isso, não ataco logo coisas sazonais, e ando que tempos nesta morrinha, num estado assim-assim a dar para o torto. A primeira coisa a cair é o meu humor. As piadas parvas que são o meu ex-lybris vão logo à vida e a paciência, não sendo nunca uma das minhas melhores qualidades, torna-se inexistente. Fico super sensível ao barulho. Fico extra-sensível à agressividade. Fico ultra-sensível ao desrespeito. Tudo me cai mal e é pretexto para ataques de fúria silenciosa, que quando é assim, torno-me a verdadeira lady, não respondo a provocações, ignoro bocas foleiras, passo por cima de atitudes idiotas. Tudo muito estoicamente. Com um ar indiferente e distraído de quem não ouviu nem deu por nada. (Estás doente? perguntam-me as pessoas mais frequentemente quando estou calada do que quando tenho ataques de tosse ou espirro duzentas vezes com alarido).
Mas fervo. Fervo e são alturas destas que normalmente dão para o torto na minha convivência com o resto do Mundo. Ataco em silêncio à chapada os meus colegas de escola. Dou-lhes murraças no alto da cabeça. Saco da minha pistola desintegradora e mando-os para a quinta dimensão, PUM, tiro mesmo no meio dos olhos, TRÁS, patardo mesmo em cheio no focinho, ZÁS, já foste, bilhete para Marte só de ida, grande imbecil.
Ontem a Mzinha perguntava-me porque não escrevia eu desde Sexta-Feira. Não me apetece, respondi. Tenho uma dor de garganta tão grande que a sinto até aos pés.
Porque não escrevo há tanto tempo? No fim deste post do arco-da-velha, a razão é óbvia: estou doente. E quando estou doente fico agressiva. E se bem que a agressividade faça parte da minha normalidade, quando estou doente, torna-se assassina.
CATRAPUM. Implosão da escola para construir um shopping. Não há nenhum, na Cidade de Deus, e escolas há mais três.

quarta-feira, 4 de março de 2009

WTF?*

Estou pior que estragada. Pior que uma barata, como diz a minha mãe. Começou o dia logo torto, levantei-me tarde e doente, cheguei à escola mesmo à conta para tomar um café, abrir pela primeira vez a boca para falar com a senhora do bar e me aperceber que a minha voz... não era minha, era assim uma voz tipo Rod Stewart meets Brian Adams with a-fucking-laryngitis. E eis que toca para a entrada.
Uma aula do reino do incrível, com vinte e quatro alunos em silêncio e, ainda assim, o som a não chegar às últimas filas. Eu, positivamente, piursa, e eles cheios de medo do meu internacionalmente conhecido mau-humor. Lá consegui passar quarenta e cinco minutos sem marcar faltas disciplinares, e siga para Bingo.
Depois, fui almoçar com a Mzinha ao restaurante do costume, e fiz o favor de espetar com o molho gorduroso do bife na minha camisola cinzenta clara. Coisa que, apesar de ser desengonçada em muitos aspectos, raramente me acontece. Por essa altura, já fervia, mas pensava, calminha, que hoje sais às quatro e meia e vais para casa meter-te na cama ou suicidar-te...
Pois, só que cheguei à escola e marcaram-me uma reunião pós-laboral que até apitei. Previsão de chegada a casa: tarde.
Tarde foi o que ficou logo estragado, passei uma tarde de meter medo.
Vim-me embora verde. E a pensar que diabo de palavrão terei eu escrito na testa para ainda levar com gente que me substima, me atira com restos à laia de pérolas, me enche de lugares-comuns muito bem esguelhados, tipo horóscopo, sabem? Aquelas frases lapidares que parecem mesmo dizer-te respeito porque, afinal de contas, cabem em todo o lado e consegues sempre identificar-te com isto ou aquilo. Simplesmente, são mais impessoais que a palavra multidão. Logo a mim, que nem fwds mando no mail sem personalizar com duas ou três larachas os ditos. Pôdre, fico pôdre, viro bicho mau. Epá, não há paciência. Não há humor que resista a isto. Detesto gente parva, mas ainda detesto mais gente que me faz a mim de parva... mais do que aquilo que eu já sou. E que não é pouco. Antes mandarem-me à merda ou ignorarem-me. A isso já estou eu (mais do que) habituada. WTF???
* What the fuck?

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Palavras para quê?


Descobri isto no blogue da Miss K.

Palavras para quê? Vai um cafezinho matinal?