E agora que o Dia de S. Valentim terminou, posso dizer: a maioria é teatro. Pouco me importa este novo fashionable holiday. Não me faz confusão estar sozinha, não me preocupa a idade, o estado civil, o que as pessoas murmuram, ou não, quando me vêem passar. (acho que vêem já não leva acento gráfico, mas enfim: baby steps). O que me chateia, sinceramente, é não ter quem mimar. Gosto de ter quem inundar de carinho e preocupações. Deixei de ter, e não estou a falar de namorados. (Fazem falta? Epá, sim, fazem uma falta atroz, mas não são tudo nesta vida). Sinto-me pendurada. Sinto-me inútil. Sou tão dragão, no dia-a-dia (isto ainda levará hífens?), que preciso de ter em quem descarregar ternura. Se o fizesse na escola, internavam-me, e uma gaja tem uma reputação a manter. Mas fazem-me falta os telefonemas, as festas, os beijos, as brincadeiras. E a minha vida é mesmo decadente, porque neste momento... só queria mesmo o meu cão, já que tudo o resto está tão longe que, até pensar, ou sonhar, com isso, faz de mim uma pessoa muitíssimo ridícula. E se há coisa que ainda não perdi, por enquanto, é "a noção".
2 comentários:
Li e, vou ficar calada. Que por estes lados é uma arte a aperfeiçoar..
Vamos fingir que nos blogues há um botão de "gosto" e que acabei de o pressionar, com um sorriso.
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