Sempre fui a favor dos pe-que-ni-nos. Claro que fiquei triste com o resultado. Claro que adoraria que tivesse ganho o Braga. Claro que ninguém, a não ser os próprios, já tem paciência para tanto pedantismo, mesmo concordando e levando em conta que cada vitória é merecida. Mas o que é mesmo, mesmo triste, é ouvir conterrâneos meus dizer que foi uma vitória do "Norte contra o centralismo". Nunca ninguém ouve o contrário, "ai, e tal, o Benfica este ano ser campeão é uma vitória de Lisboa contra os grunhos... é a clara supremacia da Capital sobre os bimbos". Claro que se ouvem insultos ao Pinto da Costa. Claro que se fala da corrupção. Mas ninguém grita "Nós só queremos ver o Porto a arder, o Porto a arder." A malta do Porto não desanca no Benfica ou no Sporting, desanca em Lisboa e nos lisboetas. E eu acho que isto é triste, mesquinho e clara dor de cotovelo, da parte de quem, ainda por cima, está em primeiro lugar. Pior que não saber perder é não saber ganhar. E eu, que sempre gostei das gentes (e) do Norte, começo a achar que este país é mesmo um país de gente invejosa, mesquinha e triste.
Cada um tem os políticos que merece, e o nosso primeiro, benza-o Deus pela sua competência, é de uma cidade pequena e de interior, bem a Norte de Lisboa. Devemos então o quê? Implodir a Covilhã? (Ou o Fundão?... que a bem dizer nem sei ao certo de onde é o cromo... como se isso fosse importante, e as pessoas se rotulassem pelo lugar onde nasceram, ou as cidades se limitassem a ser espelhos de dois ou três escroques que lá soltaram o primeiro grito sem ninguém ter a presença de espírito de os afogar como tanta gente faz aos gatos, pobrezinhos, pois).
Cada um tem os políticos que merece, e o nosso primeiro, benza-o Deus pela sua competência, é de uma cidade pequena e de interior, bem a Norte de Lisboa. Devemos então o quê? Implodir a Covilhã? (Ou o Fundão?... que a bem dizer nem sei ao certo de onde é o cromo... como se isso fosse importante, e as pessoas se rotulassem pelo lugar onde nasceram, ou as cidades se limitassem a ser espelhos de dois ou três escroques que lá soltaram o primeiro grito sem ninguém ter a presença de espírito de os afogar como tanta gente faz aos gatos, pobrezinhos, pois).
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