Não sou nada vingativa.
No que diz respeito a ex-relacionamentos, por exemplo, há até quem diga que sou bastante banana, que demoro eternidades a fazer lutos, que perdoo coisas imperdoáveis, que assumo culpas que não são minhas, que defendo pessoas que são autênticas bestinhas, e por aí fora. Está na minha natureza compreender atitudes, ver as duas faces da moeda e, sobretudo, perspectivar se não poderia ser eu a fazer aos outros as merdas que me fazem a mim. Quase sempre chego à conclusão de que poderia, sim, nas mesmas circunstâncias fazer as mesmas coisas. Mas há casos raros, em que se ultrapassam os limites. Não guardo ressentimentos por ser preterida, mas detesto ser maltratada gratuitamente. Fico possessa, magoada, mesmo triste. Depois as pessoas caem no esquecimento, na indiferença.
Hoje tive uma oportunidade de ouro de dar o troco a determinada pessoa. Caiu-me no colo, de presente, a oportunidade. E desta vez dei o troco sem hesitação e sem pestanejar. Ah, como dei! Anos depois de mas terem feito, pagaram-mas. E amanhã, tinha uma lista de assuntos para debater com o Doc, muito na onda de me estar a sentir frustrada, parada, sem iniciativa, de mal com a vida, comigo, com o Mundo. Depois do que fiz hoje, acho que não se justifica. Há muito tempo que não me sentia tão bem. Entrei em casa a rir-me e a apetecer-me cantar, literalmente.
As más acções, afinal, é que compensam. Ou então é o inchaço de fazer finalmente justiça pelas próprias mãos, sem arrependimento absolutamente nenhum, e muito satisfeita por ter sido tão cabra.
No que diz respeito a ex-relacionamentos, por exemplo, há até quem diga que sou bastante banana, que demoro eternidades a fazer lutos, que perdoo coisas imperdoáveis, que assumo culpas que não são minhas, que defendo pessoas que são autênticas bestinhas, e por aí fora. Está na minha natureza compreender atitudes, ver as duas faces da moeda e, sobretudo, perspectivar se não poderia ser eu a fazer aos outros as merdas que me fazem a mim. Quase sempre chego à conclusão de que poderia, sim, nas mesmas circunstâncias fazer as mesmas coisas. Mas há casos raros, em que se ultrapassam os limites. Não guardo ressentimentos por ser preterida, mas detesto ser maltratada gratuitamente. Fico possessa, magoada, mesmo triste. Depois as pessoas caem no esquecimento, na indiferença.
Hoje tive uma oportunidade de ouro de dar o troco a determinada pessoa. Caiu-me no colo, de presente, a oportunidade. E desta vez dei o troco sem hesitação e sem pestanejar. Ah, como dei! Anos depois de mas terem feito, pagaram-mas. E amanhã, tinha uma lista de assuntos para debater com o Doc, muito na onda de me estar a sentir frustrada, parada, sem iniciativa, de mal com a vida, comigo, com o Mundo. Depois do que fiz hoje, acho que não se justifica. Há muito tempo que não me sentia tão bem. Entrei em casa a rir-me e a apetecer-me cantar, literalmente.
As más acções, afinal, é que compensam. Ou então é o inchaço de fazer finalmente justiça pelas próprias mãos, sem arrependimento absolutamente nenhum, e muito satisfeita por ter sido tão cabra.
2 comentários:
A tua sorte, coisa ruim, foi que tenho mesmo sangue de barata, pois naqueles instantes que podiam ter sido minutos ou horas qualquer outra se teria desbroncado mas eu continuei fria e serena "driving Misses Daisies"! Aquele tipo não era personagem do meu filme, e só tu tinhas propriedade para divulgar ou não a história. Lá que tive pesadelos à conta daquele cabrão tive, e não devo ter trocado com ele mais do que meia dúzia de palavras em toda a vida... Se calhar devíamos ter parado e dar-lhe uns trocos para Viagra, para ver se arranjava outra maneira de impedir o Titanic de afundar sem ser fodendo-te o juízo! Dass!
LOOOOLLLLL!
Desculpa lá, mas é muito mais giro deixá-lo passar por rabeta e ainda ajudar à festa! Ai, que barrigada de riso, juro, quando me lembro da tua cara, perdidinha de riso, não me aguento!
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