Depois de um fim-de-semana em que pouco me mexi, se não considerarmos os passos que vão da sala à cozinha, tinha que haver uma epifania qualquer, visto que, além de mover o dedo para mudar de canais ou clicar no mahjong, também mexi neurónios. E demais, que quando estou com a neura a minha cabeça é tipo whirlpool: quanto mais quieta estou, mais viajo dentro do poço.
Já fiz muitas cenas tristes justificadas por aquilo a que pomposamente um dia chamei amor: cenas embaraçosas, deprimentes e decadentes, género novela venezuelana do piorzinho. Já fiz e claro que hoje me arrependo. Às vezes, até me rio de mim própria, "onde é que estavas com a cabeça, were you out of your mind???", ao mesmo tempo que me benzo agradecida por muito poucos terem testemunhado os meus momentos de desvario, que os meus amores são raros e, dadas as minhas tristes figuras, valha-nos isso.
Só que fiquei a pensar: será isto uma total falta de auto-estima? Ou será auto-estima a mais? Veio-me assim, esta pergunta, tipo Carrie Bradshaw ao computador. Se não, vejamos. Humilhei-me, pois foi. Implorei, argumentei, chorei. Acho que num dos casos, até solucei. (!!!) Fiz, portanto, de tudo um pouco. Mas será que foi por querer alguém que já não me queria, por achá-lo tão melhor que eu, que só me minimizando ao infinitamente pequeno teria uma hipótese? Será que foi rastejar, perder o limite do digno? Ou será que foi por achar que sou tão boa, mas tão boa, que uma rejeição não só era incompreensível como fazia do meu príncipe encantado o maior sapo do Mundo?
Ainda hoje acredito que as pessoas que me rejeitaram estariam bem melhor comigo. Só que hoje já acredito que estou eu bem melhor sem elas. E muito sinceramente... acho que isto responde à minha própria pergunta.
2 comentários:
Fizeste tudo, deste o litro, deste o orgulho... recebeste desconforto e humilhação. Não desististe e tens o conforto de saber que não deu porque jamais daria.
Não sei se estão piores sem ti, mas acredito que sim. Não sei se estás melhor sem eles, mas sei que estás muito melhor sem as merdas deles.
Ps: palavras leva-as o vento. Ficam os gestos.
Quando te conheci, escarrapachei-te na minha lembradura, achei que eras mais uma gaija ressabiada, afinal de contas, a relação em que te envolvias era o que fomentava tamanho rassabiamento...
conclusão: hoje és uma mulher madura, magra, simples, humilde e senhora do seu nariz...
loool
Até ver....
bjs
desculpa mas é como te vejo, apesar de não ter colocar os olos em cma à muitos meses.
Gosto de ti amiguinha... eu, e, acredita que os outros VV tambem.
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