Há dois tipos de pessoas de fugir:
- os ciumentos possessivos, que acham que só há lugar no mundo para eles próprios e minam tudo o que há à volta do objecto da sua obsessão, seja ele o namorado, o melhor amigo, o filho ou um colega de trabalho que nem sabe da sua existência; gente insegura e ressabiada, com um profundo sentimento de inferioridade e uma inveja pouco consciente das relações saudáveis existentes entre as pessoas, passam a vida a envenenar com palavras, atitudes e artifícios aqueles que os obcecam. O melhor a fazer é ignorá-los e, de vez em quando, dar-lhes o troco, como se nada fosse.
- os cobardes, que são normalmente também sonsos e hipócritas, que fazem sempre o que lhes apetece porque sabem que, na hora da verdade, lhes basta fazer cara de santos e insinuar as culpas para a alminha mais próxima. Vendem a própria mãe, juram em falso e não têm escrúpulos, embora digam que têm consciência e remorsos. Talvez porque se assumissem que nem isso, só lhes restasse atirar-se de uma ponte. O melhor a fazer é denunciá-los e cuspir-lhes na cara quando começarem a chorar.
A realidade é rica demais para não virar ficção. Estou a começar a escrever um livro, e já tenho os meus vilões.
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