quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Lisboa, Lisboa

Cheguei.
Depois de acordar tarde, pela primeira vez em doze dias, que a hora média da alvorada durante a viagem rondou as sete da manhã, e cara alegre, pois com certeza, depois de dormir várias horas hoje, dizia, percebi que trouxe uma companhia inesperada da Croácia, um emplastro chamado gripe-de-todo-o-tamanho. Bonito! De nariz a pingar e amígdalas inchadas e inflamadas, brônquios lixados e uma voz fininha que não me pertence habitualmente, lá acabei o que havia a arrumar e me pus a caminho de casa, finalmente.
Na estrada quase vazia, agradecia aos céus estar ao volante em Portugal, depois de tudo o que vi nas estradas dessa Europa. Como é possível que sejamos nós, e não os transviados dos Croatas, os nabos dos Franceses ou os idiotas dos Italianos, a ter as taxas de sinistralidade mais altas da Europa? Enfim...
Entre ontem e hoje pus-me a par das novidades. Ontem fui jantar com a S. e hoje fiz os telefonemas da praxe, a averiguar o grau de relax dos meus amigos em férias. As conversas e as preocupações andam todas à volta do mesmo: o ano que vem, a distribuição de serviço, a avaliação. As novidades das férias, as viagens, a falta de dinheiro para viajar. Parece que cá na Pátria anda tudo à volta de assaltos a bancos, baixa no preço dos combustíveis e os jogos olímpicos. Dez dias fora e parece que estive uma eternidade sem os meus. Foi com verdadeira alegria que abracei a minha Leonoreta, que cheirei o pêlo à minha gata, que ouvi a voz de duas ou três colegas. Ainda não vi a minha mãe, mas já estou em casa, na casa que me viu nascer e crescer, e de que cada vez sinto mais falta.
É hora de descanso, agora. É hora de passeios pelo bairro, idas ao cinema e leitura noite fora.
Entretanto, as primeiras fotos da viagem já estão disponíveis no hi5. Só as minhas e aquelas em que eu apareço. Vários outros albuns se seguirão, um com imagens só dos sítios onde estivémos e outros com as fotos dos restantes aventureiros. Há fotografias dignas de constar no ambiente de trabalho dos nossos portáteis no ano que vem... porque no meio das sombras que se avizinham, do ambiente que se aproxima, e do trabalho que promete ser duro, o que nos safa é poder olhar para o computador e ver Plitvice, Liubliana ou la bella Venezia.

2 comentários:

Anónimo disse...

Pelos vistos a gripe acompanha mais alguns dos aventureiros... isto de estar toda entupida e completamente fanhosa é uma grande seca!

Jade disse...

Ooooops! Esqueci-me de te mandar a tal msg a dizer que cheguei bem... Sorry, querida Liubliana, mas a gripe contagiou-me os neurónios, já de si coxos.