quinta-feira, 3 de março de 2011

E pronto

Em casa. Muito longe de casa, mas entre quatro paredes a que chamo minhas sem o ser, estou, por fim, completamente sozinha. Como sempre? Como nunca antes. Resta-me descansar e que o descanso me traga, finalmente, paz, e me leve as dores embora. Descansemos, então.

Rest my Case

Facto: Hoje não estava em condições para vir dar aulas.
Facto: Fiz das tripas coração e vim.
Facto: Tinha entrado no carro da A. há cinco minutos e já estava arrependida.
Facto: Dei a minha aula de nono ano e houve um aluno que disse que "tinha passado depressa" ao que eu achei que tinha feito um bom trabalho.
Facto: Neste bloco de cargos terminei a papelada da reunião com os pais da minha Direcção de Turma.
Facto: Vou-me embora à hora do almoço, não consigo ficar para a tarde.
Facto: Ainda assim, no final destas duas semanas de trabalho, considero que fiz um esforço que me inclui na categoria dos heróis.

Rest my case.
Need to rest all the rest now.

Nicola

É hoje, o dia.
Decidi que hoje é o dia, e estou muito aliviada. Hoje é o dia da minha auto-indulgência, de largar as armas, de deixar de apertar os maxilares, de deixar de contrair a cervical e parar de engolir em seco para travar o vómito. Hoje é o dia de deixar de cerrar os punhos e de abrir muito os olhos para evitar lágrimas, e de deixar de inventar desculpas quando elas correm. Hoje é dia de desistir da luta, atirar a armadura ao chão, e cair de joelhos na arena. Toda a gente tem os seus limites e os meus foram amplamente ultrapassados. I quit. E estou em countdown.

quarta-feira, 2 de março de 2011

terça-feira, 1 de março de 2011

Givin' in

Por aqui, treme-se que nem varas verdes. Parkinson não é opção, por isso suspeita-se de um frio horroroso que se instalou no corpo e na alma apesar do sol. Começo a ceder a uma gripe de estirpe desconhecida. Preciso de sopas e descanso. Ou cházinho e bolachitas de manteiga. Qualquer coisa quentinha. E já.

domingo, 27 de fevereiro de 2011

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sweet Jade Moments #14


Quando nada mais resulta... venha a medicação!
Às vezes, a vida encarrega-se de atirar connosco, de literalmente nos vomitar, numa qualquer sarjeta. Depois do choque, os químicos... contra as dores, os tremores, a falta de ar, a insónia, o sono, as lágrimas, a agressividade, o cansaço. Químicos de todas as cores e sabores. Em busca de uma doçura momentânea e de um instante de paz. Bom fim de semana, aproveitem o sol e os chocolates (há lá melhores químicos que os naturais... endorfinas, where the hell are you?)

domingo, 20 de fevereiro de 2011

domingo, 13 de fevereiro de 2011

From the well

Pelo menos, é Domingo.


Detesto Domingos.
Mas hoje... hoje levantei-me cedo e o dia lá fora está com uma cara igual à minha. Todas as forças que reuni ontem desapareceram em osmose com o céu. Andei pelo facebook, pelo meu site de imagens, por blogues que me puxassem um sorriso, e... nada. Pelo menos, porque é Domingo, posso optar por não ver ninguém.
Vou ali já venho, sentar-me no fundo de um poço à espera que chova.

Sweet Jade Moments # 8 # 9 # 10 # 11 # 12 # 13








Porque, às vezes, para obter um bocadinho de doçura, temos que nos esforçar meia dúzia de vezes mais do que o habitual.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Listen Carefully...

' cause I shall say this only once.





That's why I am still single. That's why I don't do Valentine's Day. That's why I prefer to be lonely alone than with someone who doesn't love me enough. Enough to make it perfect, in spite of the world. And that's it. That is all I have to say about the 14th February and the fucking Valentine's day. Burn me 'cause I'm a dirty bitch-witch.

Jade's Back

Parece que, afinal de contas, não morreu.
Bateu-me à porta. A coxear, de fuças partidas. Diz que foi do embate, a grande velocidade, contra uma parede, a mesma de sempre. Diz que não sabe como a tal parede continua incólume, apesar de tantas vezes levar com ela. Continua branca e altiva, a parede, a lembrar-lhe que ela, Jade, se pode atirar de cabeça contra ela, parede, as vezes que quiser e que a sua estupidez achar necessárias.
Bateu-me à porta a coxear e de fuças partidas, mas com o mesmo sorriso ácido e acidificante, a dizer, achaste que ias ter uma folguinha? Pede-a a Deus... ah, espera, não acreditas n'Ele... azarinho, minha amiga, acreditasses n'Ele como acreditas em tantas outras fraudes.
Bateu-me à porta a coxear, de fuças partidas, sorriso ácido e acidificante e de cigarro entre os dedos. Poupa-me os moralismos, disse-me. Poupa-te a ti a culpa de não resistires à nicotina que te mata lentamente. Já agora, poupa-te todas as outras culpas que te matam mais rápido que a nicotina. Queres fazer algo pela tua saúde? Cresce. Cresce, que é um bom começo. Pés na terra e cabeça na lua é meio caminho andado para o suicídio em vida. Deixa lá os cigarros quando tiveres competência suficiente para ajuizar que te fazem realmente mal. Para adquirires essa competência, tens que adquirir muitas outras que te faltam e são pré-requisitos.
Bateu-me à porta assim. Ontem, pela hora de almoço. Olhou para mim com a cara de quem está a olhar um destroço louro que finge ter-se de pé. E a coxear, com as fuças partidas, de sorriso ácido e acidificante, e um cigarro entre os dedos, disse-me "tenho mil vezes melhor aspecto que tu: dá-te ao respeito!"
E hoje não me largou enquanto não me tirou da cama, "cedo, que é cedo que se abre a pestana e tens trabalho para fazer". E não me largou enquanto não me agarrei ao computador a trabalhar, depois de me ter obrigado a alimentar-me como deve ser. E não me largou enquanto não executei dolorosamente parte das tarefas domésticas da praxe. E ainda está agarrada a mim, a beliscar-me com força de cada vez que um suspiro me trai o fingimento de que não estou a pensar em mais nada senão no que estou a fazer.
E eu agradeço a sua presença, ainda que coxa, de fuças partidas e sorriso ácido e acidificante, a acompanhar com o seu o meu cigarro e a ensinar-me que saúde débil, família desequilibrada, coração partido, impotência emocional, inércia física, descontentamento profissional, amarguras íntimas e pouco dinheiro não são desculpas para ficar na cama a deixar ruir o resto. Mesmo que não se saiba bem identificar que resto é esse.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Todo o Silêncio do Mundo

Há silêncios que não são de ouro.
Tenho vindo aqui, olhar a folha em branco, inúmeras vezes. De todas elas, tudo o que há para dizer é indizível e, à parte o indizível, nada sobra. E quando alguém que escreve não pode dizer o que lhe vai na alma, prefere, acreditem, não ter esta capacidade. Esta capacidade de criar mundos e imagens com meros símbolos negros num fundo branco.
Escreverei, então, a preto num fundo preto.
Hesito sempre muito antes de fechar ciclos, virar costas, recomeçar. Olho sempre por cima do ombro, transformo-me sempre em sal.
Ultimamente, a minha Jade calou-se. A morte é, no fundo, o romper das comunicações, a impossibilidade de voltar a ouvir uma voz que um dia ouvimos. A Jade anda desaparecida, e não sei se lhe faça o luto já, se espere por dias mais soalheiros, a ver se, de repente, me vai surgir, verde e brilhante, arisca e sorridente, ou na sua essência mais dark and twisty, mais desesperada e revoltada.
Não sei se lhe faça o luto já, mas estou a considerar seriamente essa hipótese. Porque eu, eu vou escrever sempre, é uma das maldições que carrego comigo, já que nem sempre é catártico, não. Mas a Jade, a Jade foi definhando aos poucos, envelheceu depressa, foi consumida pelo fogo das suas próprias paixões.
É possível que aqui não regresse, mas não é definitivo. Definitiva é a morte e o silêncio impera, à espera da notícia que dê como facto absoluto que a minha amiga gémea morreu.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Aborrecida


Assim não brinco, pronto.

domingo, 16 de janeiro de 2011

domingo, 2 de janeiro de 2011

Temos o Mundo ao Contrário


2011 veio dar com o meu Mundo de pernas para o ar. E é assim que amanhã tenho que voltar à rotina (e simpática, que ela tem sido...) escolar.