domingo, 20 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
Pelo menos, é Domingo.

Detesto Domingos.
Mas hoje... hoje levantei-me cedo e o dia lá fora está com uma cara igual à minha. Todas as forças que reuni ontem desapareceram em osmose com o céu. Andei pelo facebook, pelo meu site de imagens, por blogues que me puxassem um sorriso, e... nada. Pelo menos, porque é Domingo, posso optar por não ver ninguém.
Vou ali já venho, sentar-me no fundo de um poço à espera que chova.
Mas hoje... hoje levantei-me cedo e o dia lá fora está com uma cara igual à minha. Todas as forças que reuni ontem desapareceram em osmose com o céu. Andei pelo facebook, pelo meu site de imagens, por blogues que me puxassem um sorriso, e... nada. Pelo menos, porque é Domingo, posso optar por não ver ninguém.
Vou ali já venho, sentar-me no fundo de um poço à espera que chova.
Sweet Jade Moments # 8 # 9 # 10 # 11 # 12 # 13
sábado, 12 de fevereiro de 2011
Listen Carefully...
' cause I shall say this only once.
That's why I am still single. That's why I don't do Valentine's Day. That's why I prefer to be lonely alone than with someone who doesn't love me enough. Enough to make it perfect, in spite of the world. And that's it. That is all I have to say about the 14th February and the fucking Valentine's day. Burn me 'cause I'm a dirty bitch-witch.
Jade's Back
Parece que, afinal de contas, não morreu.
Bateu-me à porta. A coxear, de fuças partidas. Diz que foi do embate, a grande velocidade, contra uma parede, a mesma de sempre. Diz que não sabe como a tal parede continua incólume, apesar de tantas vezes levar com ela. Continua branca e altiva, a parede, a lembrar-lhe que ela, Jade, se pode atirar de cabeça contra ela, parede, as vezes que quiser e que a sua estupidez achar necessárias.
Bateu-me à porta a coxear e de fuças partidas, mas com o mesmo sorriso ácido e acidificante, a dizer, achaste que ias ter uma folguinha? Pede-a a Deus... ah, espera, não acreditas n'Ele... azarinho, minha amiga, acreditasses n'Ele como acreditas em tantas outras fraudes.
Bateu-me à porta a coxear, de fuças partidas, sorriso ácido e acidificante e de cigarro entre os dedos. Poupa-me os moralismos, disse-me. Poupa-te a ti a culpa de não resistires à nicotina que te mata lentamente. Já agora, poupa-te todas as outras culpas que te matam mais rápido que a nicotina. Queres fazer algo pela tua saúde? Cresce. Cresce, que é um bom começo. Pés na terra e cabeça na lua é meio caminho andado para o suicídio em vida. Deixa lá os cigarros quando tiveres competência suficiente para ajuizar que te fazem realmente mal. Para adquirires essa competência, tens que adquirir muitas outras que te faltam e são pré-requisitos.
Bateu-me à porta assim. Ontem, pela hora de almoço. Olhou para mim com a cara de quem está a olhar um destroço louro que finge ter-se de pé. E a coxear, com as fuças partidas, de sorriso ácido e acidificante, e um cigarro entre os dedos, disse-me "tenho mil vezes melhor aspecto que tu: dá-te ao respeito!"
E hoje não me largou enquanto não me tirou da cama, "cedo, que é cedo que se abre a pestana e tens trabalho para fazer". E não me largou enquanto não me agarrei ao computador a trabalhar, depois de me ter obrigado a alimentar-me como deve ser. E não me largou enquanto não executei dolorosamente parte das tarefas domésticas da praxe. E ainda está agarrada a mim, a beliscar-me com força de cada vez que um suspiro me trai o fingimento de que não estou a pensar em mais nada senão no que estou a fazer.
E eu agradeço a sua presença, ainda que coxa, de fuças partidas e sorriso ácido e acidificante, a acompanhar com o seu o meu cigarro e a ensinar-me que saúde débil, família desequilibrada, coração partido, impotência emocional, inércia física, descontentamento profissional, amarguras íntimas e pouco dinheiro não são desculpas para ficar na cama a deixar ruir o resto. Mesmo que não se saiba bem identificar que resto é esse.
Bateu-me à porta. A coxear, de fuças partidas. Diz que foi do embate, a grande velocidade, contra uma parede, a mesma de sempre. Diz que não sabe como a tal parede continua incólume, apesar de tantas vezes levar com ela. Continua branca e altiva, a parede, a lembrar-lhe que ela, Jade, se pode atirar de cabeça contra ela, parede, as vezes que quiser e que a sua estupidez achar necessárias.
Bateu-me à porta a coxear e de fuças partidas, mas com o mesmo sorriso ácido e acidificante, a dizer, achaste que ias ter uma folguinha? Pede-a a Deus... ah, espera, não acreditas n'Ele... azarinho, minha amiga, acreditasses n'Ele como acreditas em tantas outras fraudes.
Bateu-me à porta a coxear, de fuças partidas, sorriso ácido e acidificante e de cigarro entre os dedos. Poupa-me os moralismos, disse-me. Poupa-te a ti a culpa de não resistires à nicotina que te mata lentamente. Já agora, poupa-te todas as outras culpas que te matam mais rápido que a nicotina. Queres fazer algo pela tua saúde? Cresce. Cresce, que é um bom começo. Pés na terra e cabeça na lua é meio caminho andado para o suicídio em vida. Deixa lá os cigarros quando tiveres competência suficiente para ajuizar que te fazem realmente mal. Para adquirires essa competência, tens que adquirir muitas outras que te faltam e são pré-requisitos.
Bateu-me à porta assim. Ontem, pela hora de almoço. Olhou para mim com a cara de quem está a olhar um destroço louro que finge ter-se de pé. E a coxear, com as fuças partidas, de sorriso ácido e acidificante, e um cigarro entre os dedos, disse-me "tenho mil vezes melhor aspecto que tu: dá-te ao respeito!"
E hoje não me largou enquanto não me tirou da cama, "cedo, que é cedo que se abre a pestana e tens trabalho para fazer". E não me largou enquanto não me agarrei ao computador a trabalhar, depois de me ter obrigado a alimentar-me como deve ser. E não me largou enquanto não executei dolorosamente parte das tarefas domésticas da praxe. E ainda está agarrada a mim, a beliscar-me com força de cada vez que um suspiro me trai o fingimento de que não estou a pensar em mais nada senão no que estou a fazer.
E eu agradeço a sua presença, ainda que coxa, de fuças partidas e sorriso ácido e acidificante, a acompanhar com o seu o meu cigarro e a ensinar-me que saúde débil, família desequilibrada, coração partido, impotência emocional, inércia física, descontentamento profissional, amarguras íntimas e pouco dinheiro não são desculpas para ficar na cama a deixar ruir o resto. Mesmo que não se saiba bem identificar que resto é esse.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Todo o Silêncio do Mundo
Há silêncios que não são de ouro.
Tenho vindo aqui, olhar a folha em branco, inúmeras vezes. De todas elas, tudo o que há para dizer é indizível e, à parte o indizível, nada sobra. E quando alguém que escreve não pode dizer o que lhe vai na alma, prefere, acreditem, não ter esta capacidade. Esta capacidade de criar mundos e imagens com meros símbolos negros num fundo branco.
Escreverei, então, a preto num fundo preto.
Hesito sempre muito antes de fechar ciclos, virar costas, recomeçar. Olho sempre por cima do ombro, transformo-me sempre em sal.
Ultimamente, a minha Jade calou-se. A morte é, no fundo, o romper das comunicações, a impossibilidade de voltar a ouvir uma voz que um dia ouvimos. A Jade anda desaparecida, e não sei se lhe faça o luto já, se espere por dias mais soalheiros, a ver se, de repente, me vai surgir, verde e brilhante, arisca e sorridente, ou na sua essência mais dark and twisty, mais desesperada e revoltada.
Não sei se lhe faça o luto já, mas estou a considerar seriamente essa hipótese. Porque eu, eu vou escrever sempre, é uma das maldições que carrego comigo, já que nem sempre é catártico, não. Mas a Jade, a Jade foi definhando aos poucos, envelheceu depressa, foi consumida pelo fogo das suas próprias paixões.
É possível que aqui não regresse, mas não é definitivo. Definitiva é a morte e o silêncio impera, à espera da notícia que dê como facto absoluto que a minha amiga gémea morreu.
Tenho vindo aqui, olhar a folha em branco, inúmeras vezes. De todas elas, tudo o que há para dizer é indizível e, à parte o indizível, nada sobra. E quando alguém que escreve não pode dizer o que lhe vai na alma, prefere, acreditem, não ter esta capacidade. Esta capacidade de criar mundos e imagens com meros símbolos negros num fundo branco.
Escreverei, então, a preto num fundo preto.
Hesito sempre muito antes de fechar ciclos, virar costas, recomeçar. Olho sempre por cima do ombro, transformo-me sempre em sal.
Ultimamente, a minha Jade calou-se. A morte é, no fundo, o romper das comunicações, a impossibilidade de voltar a ouvir uma voz que um dia ouvimos. A Jade anda desaparecida, e não sei se lhe faça o luto já, se espere por dias mais soalheiros, a ver se, de repente, me vai surgir, verde e brilhante, arisca e sorridente, ou na sua essência mais dark and twisty, mais desesperada e revoltada.
Não sei se lhe faça o luto já, mas estou a considerar seriamente essa hipótese. Porque eu, eu vou escrever sempre, é uma das maldições que carrego comigo, já que nem sempre é catártico, não. Mas a Jade, a Jade foi definhando aos poucos, envelheceu depressa, foi consumida pelo fogo das suas próprias paixões.
É possível que aqui não regresse, mas não é definitivo. Definitiva é a morte e o silêncio impera, à espera da notícia que dê como facto absoluto que a minha amiga gémea morreu.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
Temos o Mundo ao Contrário
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Balanços? No, thanks

Este ano recuso-me a fazer balanços, embora com a minha provecta idade ainda adore andar de baloiço e sonhe com uma casa onde haja baloiços "para as filhas".
Não faço balanços porque vejo sempre o copo meio vazio (venha outro! Tinto ou branco? Cheio!) e até a mim já me chateia ter de me lamentar porque me falta isto, porque não tenho aquilo, porque perdi para sempre o outro. (Neste caso, o outro que tanto lamento é o meu kikas, porque Deus sabe, a existir, que só não há remédio para a morte).
E 2010 teve coisas muito boas. Como diria a Shadow houve uma viagem, houve uma dissertação concluída against all odds, houve... mais o quê? Bem, houve perder, apenas, o kikas, que eu não tenho estofo para mortes. Para isso é que não. Mantenham-se cá aqueles que amo e o resto, vai-se levando.
2010 tem uma coisa a seu favor. Não deixa de me surpreender. Para o melhor e para o pior, este ano tem enguiço. Estamos mesmo no fim e ainda dou comigo de queixo caído, a pensar "não é possível, isto não está a acontecer".
Porque há coisas do camandro, e as boas surpresas, quando são mesmo, mesmo boas, acabam por compensar, pelo menos, duas ou três das outras, as que são mesmo, mesmo más.
By the way, tenham um excelente 2011. O que quer que isso signifique, que eu já desisti de me pôr a imaginar cenários.
Não faço balanços porque vejo sempre o copo meio vazio (venha outro! Tinto ou branco? Cheio!) e até a mim já me chateia ter de me lamentar porque me falta isto, porque não tenho aquilo, porque perdi para sempre o outro. (Neste caso, o outro que tanto lamento é o meu kikas, porque Deus sabe, a existir, que só não há remédio para a morte).
E 2010 teve coisas muito boas. Como diria a Shadow houve uma viagem, houve uma dissertação concluída against all odds, houve... mais o quê? Bem, houve perder, apenas, o kikas, que eu não tenho estofo para mortes. Para isso é que não. Mantenham-se cá aqueles que amo e o resto, vai-se levando.
2010 tem uma coisa a seu favor. Não deixa de me surpreender. Para o melhor e para o pior, este ano tem enguiço. Estamos mesmo no fim e ainda dou comigo de queixo caído, a pensar "não é possível, isto não está a acontecer".
Porque há coisas do camandro, e as boas surpresas, quando são mesmo, mesmo boas, acabam por compensar, pelo menos, duas ou três das outras, as que são mesmo, mesmo más.
By the way, tenham um excelente 2011. O que quer que isso signifique, que eu já desisti de me pôr a imaginar cenários.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Chiça, já passou um ano
Ora dizia eu, neste estaminé, a 30 de Dezembro de 2009:
Next Decade:
New York, the man of my dreams, my mother nearby, my own house, a better car, health and wealth, all my friends around, a job to do and a mission to accomplish.
Ainda bem que mãe é mãe e a minha continua comigo para o que der e vier, que o resto... cacete!...
Next Decade:
New York, the man of my dreams, my mother nearby, my own house, a better car, health and wealth, all my friends around, a job to do and a mission to accomplish.
Ainda bem que mãe é mãe e a minha continua comigo para o que der e vier, que o resto... cacete!...
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
N'a pas de resoluções
Mas há vontades. Muitas. Várias.
Há pouco, na palhaçada que é o facebook, publiquei que em 2011 vou dedicar o tempo às futilidades, passar a vida na rambóia, sair, viajar, comprar roupa, assistir a espectáculos.
É verdade que tenho passado o tempo na morrinha, à espera de um príncipe encantado que me leve a conhecer o Mundo, cheio de energia e iniciativa, adivinhando os meus desejos, agora praia, depois Nova Iorque, no intervalo compras, shoppings, coisas inúteis. Tenho passado o tempo obcecada por um trabalho que já nem sequer me agrada, rodeada que estou de gente mal educada, de chefes loucos ou simplesmente cobardes, num barco que não afunda porque flutuará para sempre num status quo que cheira a esgoto.
E quando o trabalho não agrada e os tempos livres são cada vez mais decadentes, o que faz Jade? Espera. Num Sebastianismo bafiento que não melhora nada, antes exponencia o tédio à razão da loucura.
No need for Prince Charming, e estou fartinha de esperar.
No próximo ano ninguém me apanha em lado nenhum.
Estou em trânsito, como os planetas. E mato quem se me atravessar no caminho. Não me aborreçam, que aborrecida ando eu há demasiado tempo.
Há pouco, na palhaçada que é o facebook, publiquei que em 2011 vou dedicar o tempo às futilidades, passar a vida na rambóia, sair, viajar, comprar roupa, assistir a espectáculos.
É verdade que tenho passado o tempo na morrinha, à espera de um príncipe encantado que me leve a conhecer o Mundo, cheio de energia e iniciativa, adivinhando os meus desejos, agora praia, depois Nova Iorque, no intervalo compras, shoppings, coisas inúteis. Tenho passado o tempo obcecada por um trabalho que já nem sequer me agrada, rodeada que estou de gente mal educada, de chefes loucos ou simplesmente cobardes, num barco que não afunda porque flutuará para sempre num status quo que cheira a esgoto.
E quando o trabalho não agrada e os tempos livres são cada vez mais decadentes, o que faz Jade? Espera. Num Sebastianismo bafiento que não melhora nada, antes exponencia o tédio à razão da loucura.
No need for Prince Charming, e estou fartinha de esperar.
No próximo ano ninguém me apanha em lado nenhum.
Estou em trânsito, como os planetas. E mato quem se me atravessar no caminho. Não me aborreçam, que aborrecida ando eu há demasiado tempo.
domingo, 26 de dezembro de 2010
May I?
E agora que se encerram os festejos do Natal, e se põe cobro à época de paz e amor e solidariedade e bons sentimentos, já estou autorizada a estar furiosa? Já posso dizer que quero que determinadas pessoas vão morrer longe, de preferência de morte lenta e dolorosa, para terem tempo para expiar as suas maldades, e pedirem desculpa por elas com o seu sangue suor e lágrimas? Já posso afirmar que se pudesse, ou se ganhasse o euromilhões, haveria duas ou três tareias que iria mesmo ter que (mandar) dar, nem que estivesse depois o resto da vida a pagar a advogados? Não? É politicamente incorrecto em qualquer altura do ano? Pronto, ok, então eu não digo.
sábado, 25 de dezembro de 2010
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
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