segunda-feira, 27 de setembro de 2010

As saudades que eu já tinha...

... dos anónimos, esses peçonhentos!!! Cá beijinho, môri.

sábado, 25 de setembro de 2010

Os Dramas dos Famosos

Sinto-me uma celebridade do jet-set na Cidade de Deus. É que aqui também fico a saber das novidades da minha vida privada pelos tablóides. Só não acho desagradável. Como sou esquisita, acho hilariante. Jade-Hilton, that's me, mas sem cheta.

Gajas (d)e Ginásios

Com a idade que tenho, e que já é mais do que suficiente para começar a ter juízo, resolvi inscrever-me num ginásio, por vários motivos, e nenhum é estético, convenhamos. Por acaso, e pela primeira vez na vida, tenho um pneuzito de bicicleta à cintura, mas até nem acho que me fique mal, tantos foram os anos em que convivi com comentários maldosos e desagradáveis à minha excessiva magreza.

Inscrevi-me, sim, rendida às evidências de que moro num segundo andar alto e sem elevador e ainda não consegui meter na cabeça que fumar me faz mal; com a pdi comecei finalmente a sentir no pêlo a falta de resistência física e pulmão, e pensei, isto não pode continuar, se não aos cinquenta não me mexo.

E pimba, inscrevi-me.

Nesse dia, dei muitas palmadinhas satisfeitas nas minhas próprias costas. Sou tão madura, tão consciente, tão responsável, bem-vinda ao Mundo dos Adultos, Jade-Maria… e passei um mês sem lá pôr os pés. Quem me conhece, neste momento, suspira: tell me something I don’t know, how surprising….

Sou uma preguiçosa veterana. Levei anos a aperfeiçoar a preguiça, a alimentá-la e a cuidar dela como se fosse uma filha muito mimada. Além disso, o dinheiro é coisa a que não tenho respeitinho nenhum. As minhas colegas de escola (e de ginásio), massacraram-me semanas a fio “não te custa a ganhá-lo? Vai às aulas, cacete!” e eu, “pois” (uma das palavras mais úteis do dicionário, quando se trata de evitar assuntos e conversas que não agradam).

Este mês, ganhei juízo. Estou quase a pontos de fazer disto um hábito. Até estou quase, diria mesmo, a achar isto giro.

“E gajos bons, há?”

Não senhora. É um ginásio só para mulheres. As minhas amigas mais próximas olham para mim de lado: como é que queres arranjar motivação para ires à tortura se nem tens com que consolar a vista? Bom, a verdade é que não me parece que um sítio onde vou para ficar despenteada, roxa, suada e com cara de morta-viva, seja o melhor lugar para encontrar um príncipe encantado.

(E acrescento que os gajos que conheço que frequentam ginásios regularmente são todos uns completos imbecis, que eu sou mesmo assim, arrogante, com a mania, e um bocado parva. Daí ser também uma “solteirona”, como diriam alguns desses gajos musculados que não interessam nem ao menino Jesus… nem a mim)

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

De volta!

Já vi o primeiro episódio da segunda temporada de Glee!!!Estou tão cunteinte! Eu, sem as novas temporadas das minhas séries favoritas, ainda me sentia de férias. Agora é que vai ser começar a trabalhar, que o Outono está aí and so is Mr Shuester. (Vai ser cá uma energia... vou ali já venho, arrochar no sofá a enfardar bolo de bolacha)

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Crucifiquem-me, pronto!

Sim, é verdade que a minha semana de aulas termina (até ver) à quinta-feira. Sim, também é verdade que muita gente não se pode gabar do mesmo.
Querem saber a terceira verdade? Quero que toda a gente que neste momento está a dizer, com ar ressabiado, "grandes vidas!", vá levar onde levam as galinhas. É que a quarta verdade é que a Jade encontra SEMPRE o lado NEGATIVO das coisas, e está fartinha de ouvir gabar o horário que a faz entrar TODOS OS DIAS às oito da matina e andar feita zombie de segunda a quinta, a pensar que cada dia é um mês.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Isto é que está a ser um ano...

2010.
Estranho. Muito estranho.
A nível de blogue, fraquinho, muito fraquinho... suponho até ser possível ter perdido 90% dos clientes habituais do estaminé. Dos 5 clientes habituais, quero eu dizer.
Acontece que não tenho novidades nem inspiração. Por outro lado, não faltam sarna para me coçar e trabalho.
Acho que este ano não chego aos cem posts. Logo no ano do centenário. Rats!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Livros de Receitas é que não há.

Eu sou uma biblioteca. Seria esta a metáfora que usaria para me definir, se mo pedissem.
Sou uma biblioteca que inclui uma enciclopédia de conhecimentos inúteis, em constante actualização. Com paredes forradas de estantes ocupadas por inúmeros romances de final mais ou menos infeliz. Duas ou três tragédias e muitos folhetins de cordel. Alguns relatos de viagens a destinos pouco exóticos. Poesia onírica e pouco teatro, que não sei fazer, e quando tento, dá para o torto. Um ou dois simpósios terapêuticos. Vários livros de auto-ajuda, com o nome dos meus amigos por título. Aparentemente silenciosa, mas com milhões de palavras por dizer. Das mais absurdas às mais brilhantes, a que chamo epifanias. Também há por aqui um volume de anedotas e outro de anecdotes, profícuo, por exemplo, em gaffes, nas quais tenho um PhD. E alguns exemplares de pedagogia, para a área profissional, que nunca abro, porque o par de berros continua a funcionar melhor que todas as teorias que conheço.

sábado, 7 de agosto de 2010

Eu cá, desisto!

Depois de ter ganho algum respeito por Hemingway, ao ler a sua biografia em que conheci detalhes importantíssimos da sua vida, por exemplo, que um dia arranjou uma carraça no "little-hemingway" que só saíu com cera de vela quente (pois, pois, chama-lhe carraça, grande tarado!), resolvi ler um livro dele, finalmente. Peguei no livro que a Miss Covilhã e a Pêlo-Russo me deram num aniversário, Ter e Não Ter. Depois de três enormes capítulos de descrição da pesca ao espadarte em Cuba, desisti. Para isso, releio a Moby-Dick, que a estatura do peixe (Eu SEI que as baleias NÃO SÃO peixes, ok?) sempre impressiona, e o Ahab era obsessivo, característica que me encanta.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

What's new?

Tenho uma torre semelhante à de Pisa (antes fosse de Pizza, que, por causa de uma gastroenterite, ando a caldinhos há uma semana, e só me apetecem porcarias de todos os géneros...) de livros por ler, que trouxe da Cidade de Deus com a bela intenção "agora é que vai ser, vou vingar-me de todos os dias em que não li uma linha por ter trabalho para fazer". Uma torre alta e inclinada, e para o que é que me deu? Para comprar hoje uma revista sobre livros e literatura, suspirar pelas novidades e sublinhar o que quero ter, tipo puto agarrado ao catálogo da Toys'r'Us em princípios de Dezembro.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Ensinem-me!!!

Havia uma querida na escola anterior que me tirava do sério por ser sonsa, daquelas sonsas tão sonsas que insultavam toda a gente e depois diziam "não percebo por que estás a ser desagradável, és tão má"... só me apetecia esbofeteá-la, a sério.
Nesta escola em vez de uma há, que eu tenha dado conta, pelo menos três.
Ajudem-me, que é que eu faço? Perco sempre a razão com estas lindinhas. Porquê? Normalmente porque as mando para o caral*o. Sem grande habilidade diplomática, como se nota. Sou assim, dá-me para a chinela. Alguém sabe dizer palavrões em línguas esquisitas? Ou mandar para o caral*o com classe? Preciso de uma acção de formação urgente que, não tarda, estou de regresso ao trabalho.

Com Ç

Boçal e Boçalidade escrevem-se, pois claro, com Ç.
E eu a pensar que, apesar de a palavra não me "soar" bem, teria que vir da bossa, ou não fosse um boçal um verdadeiro camelo. Afinal a camela era eu.

Ainda Hemingway

Embirro com o homem desde sempre. O tipo era obcecado por quase tudo aquilo que me revolta o estômago e a sensibilidade. Caça grossa e touradas, por exemplo. São questões indiscutíveis como religião, futebol ou política. Para mim, com uma diferença: tenho amigos de todos os clubes, religiões (ok, isto não é bem verdade, mas só porque não conheço judeus nem budistas) e partidos. Pessoas de quem gosto mesmo. Já gente que goste de touradas ou de caçar... também conheço, sim, também convivo, pois, mas confiar confiar, assim absolutamente... não confio em ninguém que ache piada a ver um animal sofrer. Acho sempre que tem um instinto cruel mais ou menos refinado, mais ou menos civilizado, mais ou menos escondido. A caça, ainda engulo. Primário, primitivo, triste, mas ok, tiro certeiro, morte imediata. Tourada, não. Venham lá falar de tradições e de raça, e da extinção do touro bravo. Pois. Aqueles aficcionados que conheço são todos ambientalistas convictos, sem dúvida, é logo do que me lembro quando penso assim de repente, em dois ou três deles.
É muito por isto que sou uma ignorante de Hemingway. Por causa do preconceito. A bossalidade atrai a bossalidade, está provado. E, para que conste, a ignorância é tal que nem sei se bossalidade se escreve assim: vou ali já venho, verificar.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Parece Ficção

Estou a ler a única biografia autorizada por Hemingway. Diz ele, sobre Por Quem os Sinos Dobram, que o bom romance tem que fazer com que a ficção pareça mais verdadeira que a realidade. A vida dele, contudo... faz a verdade parecer ficção.
Deus do Céu, aquele homem divertia-se. Imenso. Viajava. P'a caraças. Bebia. Como um desvairado. Estava sempre em fiesta. Teve dois desastres... de avião. Uma casa com uma torre em Cuba. E ainda escrevia. De pé, de manhã, e todos os dias. Ao que dizem, coisas fenomenais (o que li até agora não me convence nadinha) e pagavam-lhe para isso. Isto é que é uma vida como deve ser. Porque se terá matado?

sábado, 31 de julho de 2010

Demasiada Tolerância

Uma amiga minha, também muito amiga do salero, da noite, das saídas, dos cinemas e das exposições, daquelas pessoas tão activas que até fazem impressão com tanta energia, costumava meter-se comigo, quando eu dizia que vinha para Lisboa. Vais para lá fazer o quê, dizia, sarcástica, meter-te em casa e ver televisão por cabo? Para isso ficas cá e vens sair comigo! É um ponto de vista e, concordo, o ponto de vista socialmente aceite, nesta era de velocidade e de hiperinformação. O que está a dar é, como diria o querido António Feio, aproveitar. Como ele fez, espremer ao máximo do que a vida tem para dar.
O bem sucedido é, assim, o que trabalha muito, produz muito, se cultiva muito, sai muito, não pára. Diz o povo que parar é morrer.
Alguém que, como eu, se mete em casa e dorme muitas horas, se levanta da cama e vai para o sofá, do sofá para o frigorífico e do frigorífico para a cama, só pode estar deprimido. E a depressão, mais do que uma doença mental é uma fraqueza, uma vergonha. Pois.
Só que eu acho que quem está doido é este mundo metido num fastforward ridículo, toda a gente a querer provar que tem mais energia e faz mais e melhor com o seu tempo que o seu semelhante. Essa necessidade de constante auto-afirmação, esse orgulho em dizer "estive até às cinco da manhã a trabalhar, sou mesmo excelente".
Não há paciência, não tenho mais pachorra para esse tipo de competição idiota. Há uns dias, a aboborar em frente à SicMulher, vi uma entrevista com a Joana qualquer-coisa, aquela deputada que esteve envolvida numa escandaleira qualquer entre partidos. E tenho a dizer que lhe achei muita graça. A tipa é tesa. Dizia, a dada altura que o tuga é muito tolerante, e a sua maior qualidade é também o seu maior defeito, visto que é demasiado tolerante com más políticas, maus governos, más pessoas. Assino por baixo.
Somos demasiado tolerantes todos os dias, com injustiças cometidas ao nosso lado que não denunciamos, em prol da nossa vidinha, de não querermos arranjar chatices, do deixa andar.
Aqueles que são tão enérgicos para trabalhar, para ver todos os filmes que passam no cinema e ler todos os livros que estão na berra são, afinal, os mesmos que se calam quando têm que falar ou se aproveitam de lugares e pessoas em benefício próprio. São os que aceitam elogios imerecidos e cargos que não são seus por direito. Os mesmos que se acham o máximo mas não vão a jogo, com medo de falhar, e preferem arranjar esquemas de conforto a competir com os seus pares de forma leal.
A Joana tem razão. Enquanto isto for um país de demasiada tolerância, de interesses mesquinhos e cobardia medíocre, há demasiado espaço para um oportunismo de que depois não somos senhores para nos queixar.
Prefiro parar e sossegar, deprimida ou não, a entrar neste tornado de podridão desenfreada.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Gimme a break

Atão, pá, nunca mais escreveste, o teu blog tem teias de aranha (desculpa lá, Teia, refiro-me ao pó e à penumbra das casas fechadas e não ao brilhantismo do teu estaminé...), já lá nem vou, que se passa contigo, tens que actualizar a cena, escrevias tanto e tão bem...
Gimme a break.
Passei muitas horas, muitos dias, muitas semanas... de empreitada ao computador, a teclar palavras, a imaginar sinónimos, a refazer discursos, a preparar powerpoints e sumários, a copiar citações. Esgotei-me. Resolvi mergulhar, a seguir, nas palavras dos outros.
Ando por aí, nos vossos blogues. Ando por aí, de volta de alguns livros, muitos ao mesmo tempo, para não dar verdadeira confiança a nenhum, não me vá dar vontade de voltar a estudar este ou aquele autor. Ando por aí, a auto-hipnotizar-me na minha vila do Oeste Americano do Facebook, em que afugento ursos e dou cabo de cobras, o que na vida real me é bem mais difícil. Ando por aí, a sorrir convosco ou a abanar a cabeça. De vez em quando, reconheço, tenho ataques de arrogância, leio posts ou vejo fotos, ou dou com determinados comentários ou citações e penso "mais um que descambou em cretino, tão espertinho que parecia e é mais um possidónio...". Ando por aí, a ver filmes que tenho guardados há meses, para "quando tiver tempo". E agora tenho. Tenho tempo para estar na esplanada, para ir a casa dos amigos, para mimar os sobrinhos, para ler, ver televisão, ouvir música, fazer compras de supermercado, ir ao banco, ir ao ginásio, ir a Lisboa. Tenho tempo para isso tudo e ainda nem de férias estou realmente. Alguma coisa teria obrigatoriamente que falhar. É o blogue, é a escrita, a imaginação, a opinião, a piadinha.
Prometo voltar. Nem que seja com uma ou outra crítica enfadonha a um livro ou um filme. Recuso-me é a vir para aqui estragar dois anos de blogue sincero e transparente por obrigação, só porque sim, só porque enfim. Mais depressa encerro este e começo um novo.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Conta-me como foi

Tenho uma directora que é uma imbecil. Quero dizer, não é bem isto exactamente, mas não sei bem que adjectivo melhor se lhe coaduna, a verdade é essa. Por outro lado, ela também não lê o blogue, e detesto dizer mal dos outros nas costas. Coisas que não lhes disse previamente no focinho, claro está. E nunca me virei para ela e lhe disse "Sra Directora, a senhora é uma imbecil", não. Não lhe disse. Até porque, como afirmei, não será exactamente imbecil. É prepotente. É autoritária. É megalómana. Egocêntrica. Má como as cobras. Muitíssimo provinciana. Enfim, capaz de tudo para levar a dela avante, por mais absurda que a dela seja. Claro que não me suporta, o que é mútuo.
Quarta-feira fui defender a minha dissertação de Mestrado. Foi um sucesso, mas não é pelo grau de Mestre que me sinto mais inteligente. Um bocadinho mais culta, realizada e feliz, sim. Mais inteligente, nada. Senão, vejamos: recebi nesse dia uma sms que dizia que a minha nota a um aluno tinha sido alterada de dois para três "e não havia nada que eu pudesse fazer em relação ao assunto". Ora eu, que tinha levado essa classificação à consideração do Conselho de Turma no dia anterior, deduzi, com a minha inteligência, que toda a gente gaba, que a Sra Directora tinha imposto a sua vontade, sem reunir novo Conselho de Turma, visto eu não ter sido convocada para nenhum, sem dizer água-vai.
Burra como sou, fiquei possessa. Pensei logo em meter-me em alhadas jurídicas e em escrever até ao Papa, se preciso fosse. Garanto-vos que movia mundos e fundos, e que não deixava a coisa barata.
Hoje explicaram-me que reuniram o Conselho de Turma sem mim (ora se eu estava a prestar provas públicas e tinha posto a minha nota à consideração do Conselho de Turma, para quê incomodarem-me?), um pró-forme para subir a minha nota. E eu, dadas as circunstâncias, assenti. Resta-me saber que terão eles dito de importante para mudar também a nota de Matemática ao mesmo aluno, de dois para três. É que essa nem tinha sido posta à consideração. E que terá dado na cabecinha de uma dezena de alminhas para mudar de ideias em menos de 24h. Mas, quanto a isso, abstenho-me. O Conselho de Turma é soberano.
Enquanto perdia o respeito pelos meus colegas todos, ganhei um bocadinho mais dele pela Directora. Cada escola tem, realmente, a Directora que merece; não me venham agora dizer mal dela, quando na hora da verdade se acobardam como ratos.
Uma escola que tem tudo para ser de excelência nunca passará de uma escola de fachada, porque o corpo docente não sabe, de facto, o que anda a fazer. Posto isto, "nada a fazer sobre o assunto", essa é que é essa.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Feeling like Mandela

It matters not how strait the gate
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate
I am the captain of my soul.

(William Henley)