Talvez por gostar tanto de um como de outro (estou a falar do Horatio Caine do CSI Miami, o mais fraquinho dos três CSI, se me pedirem a opinião, e do Jim Carrey, um daqueles actores do humor das caretas e das pantomimas que eu detesto), ou seja, pouco mais que nada, achei um mimo este vídeo. Tenho que dar a mão à palmatória: Jimmy, honey, estiveste bem!
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Karma
Eu não desejo mal a ninguém... mas só por medo supersticioso que o que desejo aos outros me caia, depois, em cima.
(agora que não fico com pena de ninguém que já me tenha feito mal, confesso, não fico)
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Na Lista Branca
Na primeira aula da manhã, discutia-se a publicidade à fast food e a influência que ela tem na educação das crianças e dos jovens. À expressão "over the last twenty-five years", gracejei com os miúdos do oitavo ano, dizendo "that's my age, what a coincidence...".
Muito sério, pergunta-me o Sérgio, ó professora, isso quer dizer que daqui a onze anos já posso ter um curso e estar a dar aulas? e eu, feita parva, que idade é que tem? e ele, com naturalidade, catorze. E eu, ainda a dormir, a fazer contas... espere lá, está a dizer-me que acreditou que eu tenho 25 anos? E ele, de olhos muito abertos... claro!
Passou de imediato para a minha lista branca. E, se não estava na negra, estava na cinzenta bem escura...
(depois tranquilizei-o dizendo-lhe que sim, que aos 25, se tudo correr bem, já pode estar formado e a dar aulas... eu estava.)
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Relativizando...
As quartas-feiras são o último dia da semana em que entro mais tarde, por ter horário da noite às terças. Ontem adormeci tardíssimo, e quando me sentei no carro hoje, a bater as dez da manhã, nem sequer ia mal-disposta.
Claro que o noticiário da rádio me pôs logo doente, com o horror que se passou no Haiti. E o medo, que me tem perseguido desde o nosso tremor(zinho) de terra de há umas semanas, regressou. Na altura, comecei a ligar a queda da falésia no Algarve este Verão, as quebras de energia cá na cidade, cada vez mais frequentes, o tempo que parece maluco ultimamente, os polvos a dar à costa às centenas, enfim, tudo, a um mau presságio em geral.
Não me sinto segura, confesso. Detesto profetas da desgraça, abomino teorias esotéricas New Age, não suporto aqueles mails tipo corrente "serás infeliz nos próximos três séculos" se não enviares isto a 384638499 pessoas; odeio, acho mesmo ridículo e, no entanto, acabo por ser sensível a tudo isto. Não é que cumpra, não é que obceque, mas fico sempre com um receio irracional. A isso chama-se superstição, que é a coisa mais idiota que existe à face da terra, e mete rituais parvos, alguns hilariantes de tão ridículos, e eu desprezo o ridículo.
Mas, repito, a minha parte animal anda desassossegada, com um medo plácido mas constante, uma sensação parva, não de premonição, mas de desagradável expectativa.
E resta-me relativizar. Racionalizando, tudo é incerto, nada está nas nossas mãos.
Para mim é um esforço racional intenso, o de pôr em prática as teorias do carpe diem. Ando sempre a correr atrás do tempo que me falta e sou saudosa do que passou. O presente acaba sempre por me passar ao lado.
Ao olhar as imagens do Haiti, convenço-me que a melhor qualidade humana será "saber viver". Aproveitar o agora, sem medos. Porque um dia tudo poderá ruir como um castelo de cartas. E esta ideia do mundo, as we know it, poder terminar, uma ideia que é hoje uma realidade haitiana, tem mesmo que relativizar os nossos grandes problemas quotidianos. Aqueles tão importantes que nos tiram o sono, tipo o seguro do carro por pagar, ou aquele trabalho por fazer e que, quando a terra ruge e a mãe-natureza se zanga a sério, mostram a sua cara, de uma futilidade embaraçosa.
Não me sinto segura, confesso. Detesto profetas da desgraça, abomino teorias esotéricas New Age, não suporto aqueles mails tipo corrente "serás infeliz nos próximos três séculos" se não enviares isto a 384638499 pessoas; odeio, acho mesmo ridículo e, no entanto, acabo por ser sensível a tudo isto. Não é que cumpra, não é que obceque, mas fico sempre com um receio irracional. A isso chama-se superstição, que é a coisa mais idiota que existe à face da terra, e mete rituais parvos, alguns hilariantes de tão ridículos, e eu desprezo o ridículo.
Mas, repito, a minha parte animal anda desassossegada, com um medo plácido mas constante, uma sensação parva, não de premonição, mas de desagradável expectativa.
E resta-me relativizar. Racionalizando, tudo é incerto, nada está nas nossas mãos.
Para mim é um esforço racional intenso, o de pôr em prática as teorias do carpe diem. Ando sempre a correr atrás do tempo que me falta e sou saudosa do que passou. O presente acaba sempre por me passar ao lado.
Ao olhar as imagens do Haiti, convenço-me que a melhor qualidade humana será "saber viver". Aproveitar o agora, sem medos. Porque um dia tudo poderá ruir como um castelo de cartas. E esta ideia do mundo, as we know it, poder terminar, uma ideia que é hoje uma realidade haitiana, tem mesmo que relativizar os nossos grandes problemas quotidianos. Aqueles tão importantes que nos tiram o sono, tipo o seguro do carro por pagar, ou aquele trabalho por fazer e que, quando a terra ruge e a mãe-natureza se zanga a sério, mostram a sua cara, de uma futilidade embaraçosa.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Poesia
Eu, que tenho estado arredada das lides poéticas, por me encontrar concentrada nas narrativas e nas teorias literárias, fiquei muito contente por o Bairro Alto de hoje convidar um poeta para mim desconhecido: Joan Margarit, catalão. História de vida rica, poesia minimalista mas não simplista. Sei porque o fui googlar, um exercício perdido há uns bons meses. Aconselho. E o programa ainda está a dar. Em pano de fundo e em Castelhano, que sou poliglota e para isso o meu fraco conhecimento da língua de nuestros hermanos, que só arranho e mal, e da qual aprendi a gostar da musicalidade, ainda dá.
Post-scryptum
um verso: a poesia é agora a última casa da misericórdia.
Muito bonito.
Resultado:
Uma bruta cólica.
Quando trabalho de empreitada, seja nas horas que passo a corrigir testes, seja nas outras que se prendem com teclados e fotocópias, gosto de comer. Mas não podem ser legumes crus, nem bolachas integrais, não! que isso é coisa de gente consciente e equilibrada. Sôdôna Jade gosta de se encher de porcarias extra-doces e artificiais, preferencialmente gomas. Assim, a minha regra pessoal de causa-efeito decreta o seguinte: quanto mais trabalho, mais enjoada fico. Hoje estou que nem posso, com uma bruta dor de barriga e um índice de glicémia, - sei lá como, não sofro de diabetes, - que deve ter disparado em flecha.
Mas enquanto as minhas colegas da escola fazem um ar muito angustiado por não resistirem a roubar-me amoras de açúcar, e já a fazer contas às horas que depois disso têm que fazer no ginásio, a minha cara de enjôo não está associada ao posterior exercício físico doloroso, mas à fartura de gomas que tenho no estômago... irra, que sou bruta!
A mim, nem o trabalho dá saúde...
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
É sempre giro...
... voltarmos à escola onde démos aulas no ano anterior e que os alunos, que nos chamavam bruxa, velhaca e mimos que a gente nem sabe nem quer saber, se pendurem no nosso pescoço tipo macaquinhos, ou nos digam com ar altivo "quem é que lhe deu autorização para se ir embora?".
O dia estava gelado e os pirralhos foram o forno íntimo que me aqueceu até casa, lilás de orgulho, não de frio.
Acho injusto...
... que a neve não seja como o sol, que quando nasce é para todos. Assim, algumas escolas fecharam. A minha não. Alguns colegas do distrito ao lado ficaram em casa, que as estradas fecharam. Eu não.
Logo, queria aqui dizer que a neve quando cai... devia ser para todos. Eu nem sinto as patas, que devem ter congelado. Isso não dá para ficar retido? perguntei. Nem se dignaram a responder-me. Humpf!
domingo, 10 de janeiro de 2010
E também assumo...
... que tenho uma inveja medonha do inglês falado pela Daniela Ruah. Que nervos, pá, a rapariga é mesmo cinco estrelas! (já para não falar na equipa com que contracena no NCIS LA, que também é bastante invejável...)
Assumo...
... que também gosto de blogues fúteis. Sobre moda. Sobre compras. Sobre sapatos. Gosto. Mas não vou pôr aqui os links para poder comentar à vontade, sem estar preocupada que fulano e sicrano também lá possam estar a ler parvoeiras, ou a escrever idiotices. Já tenho saudades de algum anonimato, palavra. (até parece que sou uma figura pública, mas em sítios pequenos é a sensação que dá)
Fuge, fuge...
Há dois tipos de pessoas de fugir:
- os ciumentos possessivos, que acham que só há lugar no mundo para eles próprios e minam tudo o que há à volta do objecto da sua obsessão, seja ele o namorado, o melhor amigo, o filho ou um colega de trabalho que nem sabe da sua existência; gente insegura e ressabiada, com um profundo sentimento de inferioridade e uma inveja pouco consciente das relações saudáveis existentes entre as pessoas, passam a vida a envenenar com palavras, atitudes e artifícios aqueles que os obcecam. O melhor a fazer é ignorá-los e, de vez em quando, dar-lhes o troco, como se nada fosse.
- os cobardes, que são normalmente também sonsos e hipócritas, que fazem sempre o que lhes apetece porque sabem que, na hora da verdade, lhes basta fazer cara de santos e insinuar as culpas para a alminha mais próxima. Vendem a própria mãe, juram em falso e não têm escrúpulos, embora digam que têm consciência e remorsos. Talvez porque se assumissem que nem isso, só lhes restasse atirar-se de uma ponte. O melhor a fazer é denunciá-los e cuspir-lhes na cara quando começarem a chorar.
A realidade é rica demais para não virar ficção. Estou a começar a escrever um livro, e já tenho os meus vilões.
sexta-feira, 8 de janeiro de 2010
Esta agora...
Eu, que sou apartidária e apolitizada, desta vez estou a cem por cento com a esquerda. O que é que passou pela cabeça dos partidos de direita para votar contra a lei que permite o casamento homossexual? Quem se julga esta gente para opinar sobre a vida e os afectos, os direitos e as liberdades do próximo, no sentido de os cercear? Não diz a constituição que, aos olhos do estado, todos somos iguais? All men are created equal? A dos EUA diz, disso estou certa, e parece-me um princípio básico. E parece que os cretinos do PSD querem declarar inconstitucional a lei hoje aprovada.
O que devia ser considerado inconstitucional era a estupidez do preconceito humano. Isso é que era radical...
Atrasada
Para variar, hoje, duas semanas depois do Natal, vou distribuir os presentes em atraso. E se pensam que me fico por aqui, é bom que saibam que há alguns que ainda nem comprados foram. Não sei como é que me arranjo, para andar sempre em falha com as pessoas e mesmo assim não ter tempo para me coçar. Parece que só sou pontual nos encontros que marco e nas aulas que dou. Para tudo o resto, ando sempre a correr atrás do tempo, e o gajo está muitíssimo mais em forma do que eu.
Só me faltava esta...
No concurso anterior, efectivei numa escola. Já a descrevi, e ao ambiente familiar que lá se vive. Também já disse que levei com o horário da noite, e expliquei porque é que não o suporto. Mas estava preparada para lá ficar quatro anos, a levar com ele e com reuniões de três horas e tal que acabavam comigo a dar três murros na mesa e outros tantos berros, para não partir o focinho ao colega mais à mão.
Hoje ouvi que para o ano volta a haver concurso. E os meus coleguinhas deste ano já me começaram a encher a paciência: tu livra-te de te ires embora, agora que os miúdos começam a gostar de Inglês e a aprender alguma coisa no terceiro ciclo...
Pois sim. Parece-me que vai haver novo dilema, bem mais cedo do que eu esperava...
Intimidade
O que é que passou pela cabeça da Clara Pinto Correia e do marido para exporem no Expresso a sua intimidade conjugal, com imagens do arco-da-velha? Como é que se pode discutir a intimidade das pessoas, o segredo de justiça, os limites do privado, quando num país uma figura pública publica fotos dos seus orgasmos no jornal?
Há coisas que eu não acho normais, chamem-me lá bota-de-elástico.
Solidariedade
Quanto ao acordo entre ministra e sindicatos, a maior parte das propostas parece-me bastante mais razoável. Achei bem as alterações feitas à condição de avaliador, achei aceitável todo o regime de avaliação, se excluirmos as cotas para a subida a determinados escalões, mas já se sabe que por questões financeiras as injustiças são inevitáveis, enfim, tudo, no geral, me parece bastante melhor que a antiga legislação feita às três pancadas e que suscitou a revolta de toda uma classe que, não me esqueço, foi durante quatro anos ignorada e humilhada.
Mas continuo a achar revoltante a prova de ingresso na carreira. Estou solidária com os milhares de contratados que, depois do ano de estágio, que é penoso, trabalhoso, stressante e muitíssimo exigente, ainda têm que proceder a mais um exame para provar o que é redundante, até podendo correr mal e dar para o torto, indo por água abaixo um investimento de anos a fio. Parece-me que é desacreditar o trabalho de professores e universidades, para além de ser mais uma burocracia que pode levar a injustiças atrozes. Já não sou contratada há muitos anos, mas parece-me uma medida muitíssimo imbecil.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
O melhor que vos ofereço hoje...
... é o post da Teia. Não sei pôr links aqui, por isso, ide aos meus favoritos e procurai o post de hoje. A qualquer hora de um dia bom ou mau. É brilhante.
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