... largar um (GRANDA) F*da-ssssssssse!
BEWARE! Deus mastiga, quer dizer, castiga! (ando disléxica para tudo, excepto para o palavrão cabeludo). BLOGGERS AMIGOS: BE AFRAID, BE VERY AFRAID! Pensem duas vezes antes de postar um texto semelhante ao anterior.
Tive um dia, jovens, que ficou marcado na Moleskine como "Inesquecível, tal como tudo na vida que se quer esquecer de imediato".
Uma manhã como as outras. Beijos na boca: zero; Pedidos de casamento: zero; Cartas de Amor: zero; Propostas indecentes: zero; Trabalho: muito; Chatices: q.b; Par de berros a turmas chatas: dentro da mé(r)dia costumeira. Resultado: Confrangedor, mas habitual.
Ao almoço, fui com a Mzinha à cantina, aliciada pela boa fama do frango assado. Alunos a repetir o dito: Mais de cem; Almoço da Jade e da Mzinha: Douradinhos com Batatas Fritas. Resultado: Sem comentários. A pata aqui devia ter desconfiado que isto não augurava nada de bom.
Tarde KAFKIANA. Fui pagar o sêlo do carro e paguei de multa mais de cinquenta por cento do seu valor. Paguei, não, que "o sistema está avariado, vai ter que cá voltar de propósito para pagar a dita multa". (E eu pensei "F*da-se!!! Isto fica em caminho com'ó caraças!...") Adiante... Saí de lá e ao segundo passo abriram as portas do céu na minha cabeça. Entrei a pingar no escritório de advogados onde fui fazer um recado a uma prima. A senhora que lá estava, que deve ser amiga dela, olhou para mim com o ar de quem achava que eu a ia assaltar, deu-me aquilo a que fui e despachou-me o mais depressa possível. Quando saí levei com outra chuvada na tola, para certificar que arrefecia as ideias. (E pensei, F*da-se, ouve lá - para Deus- andas um bocadinho chateado comigo, não?). Vim a casa a tremer como uma ressacada, sequei o cabelo e enfiei-me praticamente debaixo do aquecedor. Quando me achei pronta para outra (no fundo, sou uma ingénua...), saí e levei o carro à inspecção. Ainda pensei, e se fosse primeiro ao StationMarché, mudar a luz que tenho avariada? Nááá... ia perder tempo e às cinco tenho que estar em casa para apoiar a filha de uma amigo meu que tem teste de Inglês amanhã, não há-de ser por isso, cacete! Chego ao Centro de Inspecções e a senhora pede-me coisas que deixara no carro. Volto para trás. Quando se trata de pagar, pergunto, aceita Multibanco? Ela responde, sim, claro. Procuro mentecaptamente o sacanita em todo o lado. NADA. Telefono para a Mzinha, em furo, para me valer e dar lá um saltinho. NADA. Epifania: F*da-sssse! Deixei-o nas Finanças!
Atravesso meia cidade, e lá resgato o estupor. O senhor, muito simpático, já lá tinha colado um post-it com o nome da minha escola, que eu mencionara da primeira vez que lá fôra. Por essa altura, eu já estava por tudo. Mas lá voltei ao Centro de Insppecções.
E é claro que o carro chumbou... por "falta de luzes: reincidente". Fui também reincidente no "F*da-se", claro. (elevado ao expoente do infinito, ou da loucura, escolham)
Estava a contar isto à Mzinha, aos gritos, quando ela chegou a casa. Aos gritos e com uma variedade vocabular muito rica, com variações como p*ta-que-pariu, grande m*rda esta, e mimos do género. Quando levanto a cabeça, ela está perdida de riso a olhar para mim. Ao lado dela, a gaiata a quem eu ia dar explicação, com cara de quem vai virar costas e fugir.
(e agora vou ali já venho, para não me tornar repetitiva, que ao ler isto, só me apetece dizer... pois, é isso)