No rescaldo de mais uma relação falhada, esta do reino dos infernos, tenho a dizer sobre o Anselmo Ralph, cuja música detesto, que passei a respeitá-lo muitíssimo como pessoa mas, sobretudo, como homem quando, numa entrevista, à pergunta "Como é que a sua mulher lida com o assédio das fans?", ele responde qualquer coisa como "A minha mulher não lida com isso. Quem tem que lidar com isso sou eu. E apaziguá-la, sempre. Dar-lhe toda a segurança do mundo, sempre". Achei lindo e apeteceu-me aplaudir de pé. Depois de levar com um gajo que se punha a babar e fazia comentários às fotos do amiguedo todo do facebook quando, se fosse preciso, a mim nem a mensagens privadas respondia, acho que, de facto, tenho o toque de Merdas quando se trata de escolher homens. Não, não me enganei. O Midas está muito longe destas histórias. Quase um mês passado sobre a ruptura, e olhando para as fotos do amiguedo mais próximo, começo finalmente a ver o que é que eu não tenho que elas têm. E, em vez de doer ou nausear, já dou por mim com um leve sorriso trocista, o que é um consolo. (não deixando, claro, de ser daquelas vergonhas que só apetece fugir).
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