sábado, 17 de outubro de 2015

rascunhado

E era como viver com ele confortavelmente instalado no peito, com a intensidade cardíaca em constante after sprint. Flutuar no mundo real sem lhe sentir as misérias. Era o completo e absoluto oposto da vulgaridade que nos arrasta tantas vezes apáticos e entediados. Um permanente estado de sobrepercepção afectiva. E um brilho sorridente que agride as vidas presas na realidade como uma cabeçada inesperada.

Não, a grande maioria das pessoas não lhe percebia a luz, nem lhe podia achar menos graça, que a inveja é o metabolismo dos tristes e dos pequenos.

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