E era como viver com ele confortavelmente instalado no
peito, com a intensidade cardíaca em constante after sprint. Flutuar no mundo
real sem lhe sentir as misérias. Era o completo e absoluto oposto da
vulgaridade que nos arrasta tantas vezes apáticos e entediados. Um permanente
estado de sobrepercepção afectiva. E um brilho sorridente que agride as vidas
presas na realidade como uma cabeçada inesperada.
Não, a grande maioria das pessoas não lhe percebia a luz, nem lhe podia achar menos
graça, que a inveja é o metabolismo dos tristes e dos pequenos.
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