domingo, 20 de novembro de 2011

E ainda acrescento que...

... estou a menos de um mês de entrar em countdown para os "entas".
E depois de um dos piores anos da minha vida, em que mês após mês, tudo oscilou entre o péssimo e o menos mau, entre o pânico e o alívio, entre uma frágil estabilidade e a deceção absoluta, entre a esperança e a completa desilusão, e ainda assim levei tudo à minha frente tipo trator... há que recordar que fui operada, entrei em terapia, houve a suspeita da minha mãe ter cancro, estive várias vezes para cair para o lado, e me deram tudo, mas tudo, o que podia haver para fazer por uma única pessoa numa escola, desde oito turmas de vários níveis a dois cargos, fora as merdas que algumas pessoas que contavam para as estatísticas fizeram, depois disto, dizia, e a meio de um mês que supersticiosamente para mim sempre foi de perdas e danos, acho que está na altura de rodar a baiana e arcar com as consequências, sozinha, como sempre.
A nível pessoal, já me armei de vassoura e pá e comecei a limpeza de Inverno. Fora com o que só dá chatices, só dá preocupações e só nos magoa. Detesto mentiras. Detesto ilusões. Detesto acreditar seja no que for para depois ter que ver que não existe. Detesto que a minha confiança seja traída porque demoro muito tempo a confiar. Assim sendo, fora com tudo o que não é real. E segue-se a escola. Não vou entrar na segunda metade dos meus "intas" em modo de escravatura. Não vou ser mais escrava nem da minha ingenuidade com as pessoas, nem da mesma ingenuidade com as chefias.
Passei o ano inteiro a ser abordada por amigos que não me veem há meses, que telefonam, que escrevem, que insistem, que se preocupam, e a insistir, chamar para o pé de mim, abordar e preocupar-me com outros que, se não fosse eu, nem se lembrariam da minha existência. Para quem servi de segunda opção, companhia fácil, sobresselente ou substituição para quando nada mais existe de interesse maior, seja outras pessoas, outras festas, outros jogos de futebol, outros cafés.
Chega. Eu não sou a única pessoa da escola, nem sou a última hipótese de quem não tem mais nada para fazer ou levou negas do resto do mundo que convidou para sair. A Jade deixou, formal e finalmente, de se por a jeito.

2 comentários:

Shadow disse...

dear,
here i am behind the hills, sanding up, claping!

Jade disse...

Thanks sweety: eu sempre disse que não é por "não estares" que deixas de estar. Tu estás, sempre. Há quem esteja e de facto não tenha estado, nunca.