sábado, 23 de maio de 2009

Gotta Be

Ora, hoje houve efeméride na Cidade de Deus. Os Xutos encheram o estádio e eu estive lá: mocinha de cidade grande, habituada a concertos de estádio, a mares de gente, a estrelas pop/ rock, pasmei. Muito estranho, mesmo muito estranho, veres um estádio de futebol cheio de gente conhecida. Super engraçado, nunca tal me tinha acontecido. E se bem que tenha passado por um estado inicial de inibição, coincidente com a altura em que a banda tocou músicas do novo álbum, que desconheço, depressa me passou a vergonha na cara, com o "Mundo ao Contrário", o "Homem do Leme", o "Quero-te Tanto", o "Chuva Dissolvente", o "À Minha Maneira". Dancei como a condenada que não foi à discoteca com os alunos esta semana, cantei a plenos pulmões, saltei como uma transviada e marimbei em alunos, colegas, ex-alunos e ex-colegas. Mas o encore partiu tudo. Tocaram a minha música favorita. E eu não esperava, confesso. Quando ouço os primeiros acordes, deixei o Pastorinho para trás com a F. e desembestei para a frente. E o Tim cantou só para mim "O nosso amor de sempre, ficará... para sempre. Ai, meu amor, o que eu já chorei por ti... mas sempre, para sempre, gostar de ti". E caíram-me lágrimas cara abaixo, rumo a um sorriso que me dava a volta à nuca. Muito simples, a letra. Mas muito poderosa. O solo de guitarra... lindo. E eu, ganhei a noite.
No bar do costume, quase sem voz, ainda houve tempo e lugar a dois dedos de conversa, comigo a queixar-me (claro!), ai, pela tua rica saúde, qual praça, qual quê, 'tou de rastos, levei uma sova de todo o tamanho, eu quero é sentar-me, beber um copo e que ninguém me chateie, lá tenho pachorra para esplanadas cheias de gente...
Mas, afinal, era mentira, não estava assim tão cansada, porque, de regresso a casa, ao volante do JadeMobile, a rádio de repente passa isto...




E foi ver sôdôna Jade a cantar um dueto com a Des'ree, e a deixar-se ficar no carro, um bom bocado depois de o ter estacionado em segurança, sozinha no parque de estacionamento, a dançar toda contente a música até ao fim. Mesmo até ao fim.
E ainda galguei três lanços de escadas a trautear baixinho a melodia e a abanar a anquita, a subir dois ou três degraus e a recuar um, a ondular ao som de uma musiquinha quase inaudível aos vizinhos, (ou assim o espero) mas a pulsar forte no íntimo: "Love will Save the Day!"

5 comentários:

Mzinha disse...

Olá ainda bem que te vingaste na ida a discoteca com os alunos, mas pelo menos não colocaste a chave na porta correcta, isto com o subires dois e desceres...
beijinhos

Shadow disse...

tão... mas isto quer dizer que a sôdona Baca Avelha acertou?!

Jade disse...

Mzinha, ainda não me vinguei o suficiente! Discoteca é discoteca... e sim, desta vez acertei com o andar do prédio! Realmente, eu faço sóbria o que o resto do mundo só faz com os copos... looooooolllllllll

Shadow: não houve surpresas, a que te referes? Claro que a Avelha errou! Baca!!! (ela, não tu, bem entendido)

SF disse...

Não sou fã - nem conheço assim tão bem - o trabalho dessa senhora, mas confesso de a-d-o-r-o essa música e faço como tu.
Sabe bem! :)

cantinhodacasa disse...

"O nosso amor de sempre, ficará... para sempre. Ai, meu amor, o que eu já chorei por ti... mas sempre, para sempre, gostar de ti". E caíram-me lágrimas cara abaixo, rumo a um sorriso que me dava a volta à nuca. Muito simples, a letra. Mas muito poderosa. O solo de guitarra... lindo. "


Pôs-me a chorar, Jade sweet...

beijinho