domingo, 12 de outubro de 2008

Meu Lado Esquerdo

E já que estamos numa de revivalismos e dor de cotovelo, e afins, aqui está o ponto alto da minha relação de amor (falhada, bem sei, mas na altura não sabia e achava que o Carlos Tê me conhecia e tinha escrito isto de propósito a pensar em mim...)

O meu lado esquerdo
é mais forte do que o outro
é o lado da intuição
É o lado onde mora o coração

O meu lado esquerdo
Oriente do meu instinto
É o lado que me guia no escuro
É o lado com que eu choro e com que eu sinto

Meu é o meu foi o meu lado esquerdo
Que me levou até ti
Quando eu já pensava
Que não existias para mim no mundo

O meu lado esquerdo
não sabe o que é a razão
É ele que me faz sonhar
É ele que tantas vezes diz não

Meu é o meu foi o meu lado esquerdo
Que me levou até ti
Quando eu já pensava
Que não existias para mim no mundo

(E agora, às vezes penso: e mais valia que de facto não tivesses existido para mim, no Mundo. Mas isso sou eu agora a falar, do alto do meu ressabiamento. E é assim que se encerra a onda revivalista, que eu não aguento muito tempo a pensar no que já foi. Muito tempo de cada vez, pelo menos.)

3 comentários:

Anónimo disse...

Lado Esquerdo, bombordo, sobre o coração, órgão vital que bate ao ritmo da vida.

Rosário disse...

Como eu gosto deste poema e como já fui feliz a ouvi-lo, ao vivo, pela voz maravilhosa da manuela azevedo (Clã). Ah! Saudade!...

Parabéns pelo blog, gosto muito:-)

Jade disse...

Lado esquerdo. Já fui muito feliz também, ao som desta música e a acreditar que cada um dos versos tinha um significado especial e íntimo. Ainda hoje tremo, em muitos destes versos. Simplesmente já não fazem sentido, pelo menos não agora. Resta, de facto, a saudade. Tanto da pessoa, também ela de esquerda e esquerda nas atitudes e feitios, como do meu próprio lado esquerdo, que tem andado adormecido