A Susana tem uma rubrica no blogue dela que se chama “Coisas parvas com que embirro”, e que é hilariante. Não quero copiar a rubrica, mas quero copiar a ideia, que é uma fonte inesgotável para bloggers que, como eu, embirram com muuuuita coisa. E que consideram muuuuita coisa, de facto, parva. Do mais parvo que existe. Se fosse “gente parva com quem embirro”, então, minha nossa senhora das águas, havia uma lista infindável de nomes e anónimos, tipo lista telefónica, mas não me apetece promover ainda mais antipatias, por isso, vamos cingir-nos aos pormenores com que embirro, dia-a-dia.
Ora bem, embirro com frases como “que cara é essa?”. Dá-me sempre vontade de responder, porquê? Cresceu-me um chifre cor-de-rosa na testa ou és demasiado idiota para perceber que estou mal-disposta? Quando se quer, de facto, ser útil e ajudar alguém, esta não é uma boa introdução. Depois, há o célebre “então, como é que é?”, olha pá, é assim, deste tamanho… visto da lua!, e ainda aquela deixa, nos cafés, “Queria ou ainda quer?”, que me põe doente e que me faz logo lembrar a Vzinha, a discursar sobre o "Imperfeito de delicadeza" aos energúmenos empregados de café que se atrevem… No top dos tops está o conselho “Calma!”, essa palavrinha cretina e inútil, quando estás virada do avesso. Só serve para multiplicar a fúria até à loucura, e fazer surgir o instinto assassino que há em cada um de nós, vai lá mandar acalmar a tua mãezinha, boa?
Depois, embirro com condutores que conduzem pior que eu, porque só podem ser de duas categorias: ou maçaricos-da-pior-espécie, para me tirar a mim, maçarica-quase-da-pior-espécie, do sério; ou chicos-espertos-armados-em-bons, que são os piores de todos. Estas duas categorias levam a medalha de ouro quando se trata de pôr à prova a enoooorme lista de palavrões que eu conheço, e ainda servem para me puxar pela criatividade, quando se trata de inventar mais alguns.
Embirro com produtos que dizem “abertura fácil” só para gozar com a cara que o pessoal faz, já verde de esforço, para os abrir sem ter que recorrer a uma moto serra, para não dar o braço a torcer, cacete, diz “abertura fácil”!!! Embirro com a numeração das calças da Zara, porque fico toda contente por o 34 já não apertar e quando experimento o 36, decepção!, fica-me a nadar… estão a gozar com quem?
Embirro com gente bem-disposta e muitíssimo bem-educada logo de manhã. Daquela gente que dá os bons-dias com uma voz super-alegre e fica muito sentida quando não os damos de volta, porque os nossos neurónios ainda estão a decidir o que vão fazer à vidinha, embora o corpo já esteja a pé, de banho tomado e roupa vestida.
Embirro com filas de supermercado e com gente que se encosta a ti como se isso fosse acelerar o ritmo do raio da bicha. Aliás, as filas são o que de mais parecido há na minha vida com um teste supremo à paciência, que é certo e sabido que aquela que eu escolho é sempre a errada.
Embirro solenemente com os intervalos de meia hora entre os filmes que passam na televisão. Embirro com a quantidade de publicidade em geral. Embirro especialmente com a publicidade enganosa, dá-me logo vontade de promover abaixo-assinados e motins, o que vale é que um dos meus piores defeitos é a inércia…
Embirro com gente que não respeita horários e que chega sempre atrasada. Seja a encontros comigo, seja ao cinema, seja às minhas aulas, seja ao que for, embirro, pronto.
Embirro com quem me tenta enrolar sem arte. Com quem me tenta fazer ainda mais de parva do que aquilo que já sou, e, pior ainda, do que aquilo que finjo, e tão bem, ser.
Ora bem, embirro com frases como “que cara é essa?”. Dá-me sempre vontade de responder, porquê? Cresceu-me um chifre cor-de-rosa na testa ou és demasiado idiota para perceber que estou mal-disposta? Quando se quer, de facto, ser útil e ajudar alguém, esta não é uma boa introdução. Depois, há o célebre “então, como é que é?”, olha pá, é assim, deste tamanho… visto da lua!, e ainda aquela deixa, nos cafés, “Queria ou ainda quer?”, que me põe doente e que me faz logo lembrar a Vzinha, a discursar sobre o "Imperfeito de delicadeza" aos energúmenos empregados de café que se atrevem… No top dos tops está o conselho “Calma!”, essa palavrinha cretina e inútil, quando estás virada do avesso. Só serve para multiplicar a fúria até à loucura, e fazer surgir o instinto assassino que há em cada um de nós, vai lá mandar acalmar a tua mãezinha, boa?
Depois, embirro com condutores que conduzem pior que eu, porque só podem ser de duas categorias: ou maçaricos-da-pior-espécie, para me tirar a mim, maçarica-quase-da-pior-espécie, do sério; ou chicos-espertos-armados-em-bons, que são os piores de todos. Estas duas categorias levam a medalha de ouro quando se trata de pôr à prova a enoooorme lista de palavrões que eu conheço, e ainda servem para me puxar pela criatividade, quando se trata de inventar mais alguns.
Embirro com produtos que dizem “abertura fácil” só para gozar com a cara que o pessoal faz, já verde de esforço, para os abrir sem ter que recorrer a uma moto serra, para não dar o braço a torcer, cacete, diz “abertura fácil”!!! Embirro com a numeração das calças da Zara, porque fico toda contente por o 34 já não apertar e quando experimento o 36, decepção!, fica-me a nadar… estão a gozar com quem?
Embirro com gente bem-disposta e muitíssimo bem-educada logo de manhã. Daquela gente que dá os bons-dias com uma voz super-alegre e fica muito sentida quando não os damos de volta, porque os nossos neurónios ainda estão a decidir o que vão fazer à vidinha, embora o corpo já esteja a pé, de banho tomado e roupa vestida.
Embirro com filas de supermercado e com gente que se encosta a ti como se isso fosse acelerar o ritmo do raio da bicha. Aliás, as filas são o que de mais parecido há na minha vida com um teste supremo à paciência, que é certo e sabido que aquela que eu escolho é sempre a errada.
Embirro solenemente com os intervalos de meia hora entre os filmes que passam na televisão. Embirro com a quantidade de publicidade em geral. Embirro especialmente com a publicidade enganosa, dá-me logo vontade de promover abaixo-assinados e motins, o que vale é que um dos meus piores defeitos é a inércia…
Embirro com gente que não respeita horários e que chega sempre atrasada. Seja a encontros comigo, seja ao cinema, seja às minhas aulas, seja ao que for, embirro, pronto.
Embirro com quem me tenta enrolar sem arte. Com quem me tenta fazer ainda mais de parva do que aquilo que já sou, e, pior ainda, do que aquilo que finjo, e tão bem, ser.
E embirro muito comigo mesma. Com a minha falta de força de vontade, com o meu despiste, com a forma como perco os objectos do quotidiano e me esqueço dos códigos do multibanco e do telemóvel como se eles fossem novos, como não consigo, por mais que tente, saber para que sala vou e consulto o meu horário dezenas de vezes ao dia. Tira-me do sério. Embirro com coisas que nunca vão mudar, o que é um sinal claro de imaturidade e estupidez. Embirro muito, vejam só, com o tempo. Irrita-me a chuva, por exemplo, quando não posso ficar a dormir, e o sol, quando tenho que ir trabalhar.
E embirro ainda mais com toda a gente que parece não embirrar com nada. Como é que conseguem estar sempre tão zen? Um dia explicas-me, Mzinha…
Isto são coisas simples com que embirro. Qualquer dia escrevo um texto a falar das coisas simples que me deixam bem-disposta. Cheira-me que são muitas menos.
Isto são coisas simples com que embirro. Qualquer dia escrevo um texto a falar das coisas simples que me deixam bem-disposta. Cheira-me que são muitas menos.
8 comentários:
Tanta coisa também aqui deste lado. Da quase para embirrar com o tamanho da lista de embirranços que nos vamos lembrando.
Mas sobretudo vêm.me ao neuronio, quando se aproveita a conversa para combinar qlq coisa para logo e a resposta é: hmmm vou ver, logo ligo.te.
(embirro com a falta de vontade e capacidade de 3/4 do mundo de fazerem planos).
Alem disso.. embirro com as respostas mais estupidas que as perguntas:
- Então como andas?
- Com as perninhas!
- O que contas?
- Até mais que 100!
etc... etc... E com os Domingos vá!
Se eu fosse escrevesse um post sobre as coisas com que embirro, também teria uma lista gigantesca, com as coisas mais parvas que existem, e que só mesmo eu para embirrar com elas.
Como te compreendo Jade, nem imaginas.
Há coisas que só mesmo para nós fazem sentido e que aos olhos dos outros não passam de caprichos. Se ficasse com os pêlos em pé dos nervos que algumas coisas nos dão íam perceber.
Queres saber uma das minhas piores embirrações:
Odeio galão morno (aliás odeio mesmo leite, mas enfim) e por isso peço sempre um galão bem quente. Mas depois embirro com o facto de o galão estar a escaldar e nem o conseguir meter à boca.
Achas normal?
Pois é, as nossas embirrâncias de estimação são muito parvas, mas antes essas que outras. Se fosse contar as coisas com que muito mais que embirrar, me passo, essas sim, por mais parvas que sejam, são muito menos inócuas, dão-me cabo da cabeça!
Subscrevo este post. Se bem que há algumas coisas que aqui li, com as quais só embirro se estiver de mau humor.
Parabéns pelo blog, gostei.
Mas para mim a pior de todas, mesmo a pior de todas é: "estás mais magra"!
Tenho sempre vontade de esganar as pessoas q me dizem isto e de cortar os pulsos a seguir... Enfim...
Tb embirro com as pessoas q fazem as rotundas por dentro para sairem na primeira saída e depois nós (que as fazemos por fora) lá temos que os deixar meter...
E vou terminar por aqui se não deixo um comentário maior que o post lol =)
Beijinho *
Então e aquela de estares a mandar um sms a uma pessoa e essa pessoa enviar-te uma ao mesmo tempo e...ser a mesma mensagem!!!eheheeh!Irrita mas depois mete uma certa piada!Seriously!
Essa, Pedro, é quase tão irritante como dizer ao mesmo tempo uma coisa tão óbvia como Kazuo Ishiguro... daquelas coisas embirrantes de que qualquer um se lembra de dizer por dá cá aquela palha.É aquele síndrome acabado em "ette", por tudo e nada, KAZUO ISHIGURO!!!!, iá, embirro, pronto.
Tourette, acho eu que é isso. Só me lembrava de bois e chifres e afins, acho que é tourette. O síndrome, quero eu dizer
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