
Quando nada mais resulta... venha a medicação!
Às vezes, a vida encarrega-se de atirar connosco, de literalmente nos vomitar, numa qualquer sarjeta. Depois do choque, os químicos... contra as dores, os tremores, a falta de ar, a insónia, o sono, as lágrimas, a agressividade, o cansaço. Químicos de todas as cores e sabores. Em busca de uma doçura momentânea e de um instante de paz. Bom fim de semana, aproveitem o sol e os chocolates (há lá melhores químicos que os naturais... endorfinas, where the hell are you?)
Às vezes, a vida encarrega-se de atirar connosco, de literalmente nos vomitar, numa qualquer sarjeta. Depois do choque, os químicos... contra as dores, os tremores, a falta de ar, a insónia, o sono, as lágrimas, a agressividade, o cansaço. Químicos de todas as cores e sabores. Em busca de uma doçura momentânea e de um instante de paz. Bom fim de semana, aproveitem o sol e os chocolates (há lá melhores químicos que os naturais... endorfinas, where the hell are you?)
7 comentários:
Seja o que for que precises, faz. Ver-te como te vi nesta última semana foi assustador. Dá medo. Estás mas não estás. Não és tu. Tens um olhar que não é teu. Reconheço-te bravura, mas não melhoras. Faz o que for preciso e conta com os amigos.
Abraço forte.
Haruki Murakami, que tão bem conheces, escreveu «Se estás na escuridão plena, tudo que podes fazer é sentar e esperar, até que os teus olhos se habituem com o escuro».
Li o teu post. E em tempos nada longínquos, lembro-me de ter tido contigo uma conversa assim. O princípio deve ser esse… das endorfinas. Do mostrar o focinho ao sol. Ao mundo. Depois li este anónimo. E preocupa-me que seja no Haruki Murakami que acredites, e não em ti.
Ontem comprei-te um autocolante da Kitty, de tão preocupada que estou. Não o mandei, de tão preocupada que estou. Sei que percebes.
Não te peço que fales comigo. Mas fala com alguém, querida. Não no blog. Mas com alguém, amigo, conhecido, desconhecido, médico… pessoalmente, e-mail, telefone. Como queiras e com quem queiras. Querida, tens tanta gente que saberá tomar conta de ti. Escolhe um. Fala. Isso está a matar-te e temo que saibas, mas não te importes o suficiente.
Às vezes, as mortes metafóricas são necessárias. Compreendo que estejam preocupados e me queiram de volta. Mas eu não me quero de volta. Não quero voltar a ser quem fui, apesar de ter sido apreciada pelos meus amigos - tão bons que são - assim. Não estou, nem sou, admito. Mas quando for e estiver, quero ser alguém diferente, mesmo que pior. Quero ser imune. já estou vacinada mais do que o suficiente. Mereço ser imune. Ainda que isso faça de mim, definitivamente, céptica, fria e indiferente. Beijos a todos.
Morrer e renascer, sim... Ser imune, sff não. Céptica, fria e indiferente, qb, mas imune não vale a pena. Quem é imune não é humano, ou plo menos não merece ser. Não vive, existe enquanto isto não termina. Sentir dói, magoa, quase mata, mas é o que nos mantém verdadeiramente vivos.
Bjs
Ana, frankly, my dear, I don't give a damn. And if anyone knows it, it's you.
And it's ok, for now. It's not just the end yet... It feels like it, you wish for it, but it's just not it yet!
But it is, for sure, "the end of the world as we (I)know it".
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