Eu sou uma biblioteca. Seria esta a metáfora que usaria para me definir, se mo pedissem.
Sou uma biblioteca que inclui uma enciclopédia de conhecimentos inúteis, em constante actualização. Com paredes forradas de estantes ocupadas por inúmeros romances de final mais ou menos infeliz. Duas ou três tragédias e muitos folhetins de cordel. Alguns relatos de viagens a destinos pouco exóticos. Poesia onírica e pouco teatro, que não sei fazer, e quando tento, dá para o torto. Um ou dois simpósios terapêuticos. Vários livros de auto-ajuda, com o nome dos meus amigos por título. Aparentemente silenciosa, mas com milhões de palavras por dizer. Das mais absurdas às mais brilhantes, a que chamo epifanias. Também há por aqui um volume de anedotas e outro de anecdotes, profícuo, por exemplo, em gaffes, nas quais tenho um PhD. E alguns exemplares de pedagogia, para a área profissional, que nunca abro, porque o par de berros continua a funcionar melhor que todas as teorias que conheço.
2 comentários:
"Aparentemente silenciosa, mas com milhões de palavras por dizer"
esta podia ser eu :)
beijnho***
E a vida a passar lá fora, eu aqui sentada no sofá a ler o que tanto gosto.
Talvez um dia um raio de Sol venha ter comigo para enamorar-me.
Enviar um comentário