terça-feira, 21 de outubro de 2014

Família

Uma pesquisa recente diz que o adágio "os amigos são a família que escolhemos" é, cientificamente, uma verdade bem maior do que à partida o bom senso parece aceitar. Tal como os cães e os donos se começam, com o tempo, a assemelhar uns aos outros fisicamente, or so they say, também os amigos têm entre si semelhanças genéticas em maior quantidade, se é que tal se mede em quantidade que eu do assunto percebo zero. O que me interessa é que, resumindo, eu tenho vários genes semelhantes aos dos meus melhores amigos, o que me reconforta muito porque:
1- Nenhum é autoimune;
2- Alguns são muito boas pessoas, embora em nenhum habite a santidade;
3- Outros são geniais, embora nenhum seja gabarola ou falso modesto;
4- Há um ou dois que até acumulam os pontos 2 e 3;
5- Estão todos a envelhecer lindamente, quase sem rugas, quase sem banhas, quase sem manias, quase sem caprichos... e o que mais amo neles todos é o mundo de perfeitas imperfeições que cabe nos seus quases.
Tenho uns genes tão maravilhosos que me parece que, afinal, sou imortal.


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