E lá se passaram dois dias em Lisboa com trinta e seis alunos, metade dos quais portugueses, e a outra metade espanhóis.
Só posso dizer que, entre um programa que foi cumprido à risca, - e se ele era ambicioso!- muitos quilómetros percorridos de autocarro e a pé, cafés que lhes perdi a conta, poucas horas de sono e muito - céus, tanto! - chinfrim... continuo adepta de visitas de estudo.
Adoro estar em ambiente informal com os alunos, divirto-me sempre que nem uma macaquinha, apesar da estafa, do stress, das correrias e das preocupações. Não me lembro da última vez em que me ri tanto num tão curto espaço de tempo. No meio dos pastéis de Belém, dos muffins de chocolate branco e morango do Starbucks, dos cupcakes da Merry Cupcake e dos bifes da Portugália, da exposição Berardo - não, não é Bernardo, troll! - com peças originais do Dali e do Picasso, dum fabuloso ensaio da orquestra filarmónica no divino S. Carlos, duma visita à RTP com a Ana Galvão a fazer programa na Antena 3, e com direito a ver nas ruas de Lisboa o Chefe de Estado Polaco e a sua comitiva, atores dos Morangos com Açúcar, o Pedro Granger e o Zé Carlos Pereira... há uma cambada de alunos das berças muito mais cosmopolitas, muito mais abertos e tolerantes a raças e credos, e a falar muy bien espanhol.
"Eeeech, ó professora, a sua mãe mora ali? Foi naquele colégio que estudou? Eeeech, ó professora... e agora dá-nos aulas a nós?"
Very impressive, indeed. Embora eles devam achar isso o cúmulo da decadência, e olhem para mim como se eu fosse um bicho raro, por trocar um sítio por outro.
Sem comentários:
Enviar um comentário