... or so I thought.
Isto porque Sôdôna Jade, quase sem pio de uma constipação que dá de tudo menos febre e desculpa para não ir trabalhar, raciocinou do seguinte modo: se estás em condições para dar aulas, estás em condições para ir ao ginásio.
E fui. Mas a meio do caminho reconsiderei, e achei que talvez fosse boa ideia não me meter nas máquinas de fitness e ir finalmente experimentar a aula de Pilates, que pelo menos já não morria estúpida a falar do que não conheço, como tanta gente (estúpida) que para aí anda. Também tenho que confessar que, embora ande sempre num misto de alienação e arrogância, ouço muito mais o que me dizem do que aquilo que parece, e houve quem me dissesse que, para a minha condição física e mental, "Pilates é que era!".
Pois era. Ou seria.
Uma das minhas colegas tinha experimentado e dito que aquilo é "muito parado." Parado por parado, o que eu gosto mesmo é de não fazer ponta de corno, por isso, pareceu-me bem.
E não fiz mesmo ponta de corno. Ponta de corno do que era suposto, quero eu dizer. Aquilo fez-me lembrar uma vez que a minha mãe me arrastou para uma sessão de meditação e eu meditei de tal maneira eficazmente que adormeci em cima de um interruptor e acendi a luz da sala que estava na penumbra para criar ambiente.
Bem feitinho, bem feitinho, aquilo deve fazer muito bem à coluna, mas eu sou como as louras: ou respiro como deve ser, ou penso na força do centro, ou ponho a coluna neutra, ou contraio os abdominais, ou levanto a perna. Tudo ao mesmo tempo, está visto, está de chuva.
Senti-me uma idiota de uma sardinha a esbracejar no convés de uma traineira, e continuo sem saber o que é Pilates, porque deve ser tudo menos o que eu fiz no ginásio durante 45 minutos. (E não tenho mesmo feitio para a cena do "concentrem-se, posição de cisne" ou de gato ou do raio que parta o zoo inteiro... aquilo é para mentes avançadas perto do estado zen. Para mim... não me parece.)