Às vezes, aquilo que nos faz falta, torna-se o nosso Mundo inteiro.
Tenho alguma esperança que, no dia em que tenha que morrer, leve ao pescoço um enorme cachecol entretecido com os fios dos meus consolos. O cheiro da minha mãe, os sorrisos dos meus alunos, os abraços dos meus amigos, os olhos húmidos do meu cão, alguns beijos significativos. E que esse cachecol quentinho e macio me aqueça a alma na transição.
Porque hoje foi o primeiro dia, desde há muito, que tive frio ao sair da cama.
E porque tenho pena, e me faz falta, ter o amor da minha vida ao meu lado, e um filho parecido com ambos a fazer-me perguntas difíceis e birra por não querer comer legumes.
E porque, às vezes, aquilo que nos faz falta, se torna o nosso Mundo inteiro.
3 comentários:
Tens aqui um "filho emprestado" se quiseres, que tem como semelhança os gostos!Em relação as birras eu posso fazer ^^
Não consigo esquecer este texto.É toda uma vida, ou tudo o que te falta dela. É duro demais, cru demais, real demais...
"Eu Próprio"... és um doce!
An...ónima: há dias piores que outros e, durante essa semana, andei numa fasezita chata. Já passou. Obrigada e welcome back!
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