segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Ahn?

É o segundo pedido, em coisa de um mês, para votar no trabalho de alguém para um concurso. Duas pessoas diferentes, dois trabalhos diferentes, dois concursos diferentes. Em comum: duas pessoas que eu ajudei, de quem fui amiga e que, se for preciso e dependendo da companhia com que estão, o mais provável é passarem por mim na rua e fingirem que não me veem. E eu penso... ahn?
Não foram certamente os dois trastes que se lembraram de me contactar a pedir o meu voto, qualquer um deles não tem espinha dorsal para se atrever a fazê-lo. Mas ainda assim, a minha vontade é sempre, mas sempre, votar no seu adversário mais direto.
Em tempos, teria votado na mesma, por achar que têm talento, que os trabalhos até são bons, ou porque gostei dos nossos tempos de convívio e gargalhadas e lhes admirei as qualidades. Houve tempos em que teria votado neles, anonimamente.
Hoje em dia, penso que, nesses tempos, era uma rematada idiota.
Não ajudo ninguém a pensar no que vou obter em troca. Mas aprendi a pagar na mesma moeda, se for possível, a desconsideração de quem me deixa na mão e entregue a mim mesma, quando preciso. É muito frequente isto acontecer, muito mais frequente do que lixarem-me a vida ostensivamente. Mas acho igualmente grave. Porque a atitude de quem olha para o lado quando se precisa de ajuda, no meu caso, vem sempre de alguém que, quando precisou de mim, contou comigo.
Posso afirmar, com toda a calma do Mundo, que não mexo uma palha para ajudar quem não merece. Também não prejudico... mas só porque me controlo, ainda me controlo, com a máxima de "nem esse trabalho mereces!"

3 comentários:

Shadow disse...

Beijinho. Proud of you, que te conheci noutra altura. Seriously.

Jade disse...

Podes crer. Conheceste-me mesmo bem numa das alturas mais parvas da minha vida. Nunca pensei percorrer tão distinto caminho em direção à luz. But I did it. Seriously.

Shadow disse...

Já eu não posso dizer o mesmo, de mim :-\
Andei tanto para trás que... tendo andado já tanto para a frente nestes meses ainda nem cheguei ao zero. As vezes é deprimente. Literalmente falando!