Numa troca de mensagens privadas no facebook, às tantas uma amiga pergunta-me como estou em relação a determinada pessoa do meu passado, visto andar em terapia há um tempo já razoável. Respondi: "continuo a gostar dele e a achar que era the one. sinto-lhe a falta todos os dias. a terapia só ajuda a cabeça, não faz muito pelo coração. aprendi a viver com isso. e a achar que a minha vida sentimental encerrou (...) e ainda assim achar que mesmo assim, a vida continua, com o resto das coisas boas que pode ter. anyway, ainda há muito mundo para ver, muitos amigos para beber café, muitas séries de culto para nos apaixonar, muitos livros por ler".
Há dias em que acredito mesmo nisto, há outros em que nem tanto. Mas o equilíbrio é saudável, e embora o DOC ache que este ceticismo só faz sentido numa suicidária, eu acho que, se a vida se resumisse a um grande amor, o problema da sobrepopulação mundial estaria resolvido e não haveria já muitas árvores sem pessoas penduradas pelo pescoço.
2 comentários:
De certa forma, percebo o que o teu doc quer dizer. Mas não concordo. Quando se encontra aquela pessoa que nos faria felizes a vida toda, e sabemo-lo com todos os átomos do nosso corpo, e se perde... é preciso querer sobreviver. Leva tudo, ou quase tudo de nós, manter essa vontade. "e ainda assim achar que mesmo assim, a vida continua, com o resto das coisas boas que pode ter. anyway, ainda há muito mundo para ver, muitos amigos para beber café, muitas séries de culto para nos apaixonar, muitos livros por ler" é o perfeito oposto de suicidária. É, querer sobreviver.
Sim, Shadow: ele diz que este ceticismo só faz sentido numa suicidária, em mim, que sou uma lutadora, como ele diz, não faz sentido nenhum. Mas a fé no futuro não se força...
Enviar um comentário