Quanto mais olho para o meu passado, mais o vejo desolador: mas que raio andei eu a fazer da minha vida amorosa tantos anos? Estou a rever as primeiras temporadas da Ally McBeal e identifico-me tanto com ela que ate dói. Hoje comentava isso na sala de profes e o rosto de uma colega minha iluminou-se: "É isso... eu sabia que me fazias lembrar alguém! Era viciada nessa série e, de facto, és tu!". E sou, tal e qual. Adorável, mas de poucos sorrisos. Super instável, mas fiel a si mesma. Magra demais. Em terapia. Super frágil, mas temida, e de resposta agressiva sempre pronta a saltar. E a vida amorosa dela... enfim. É pena é eu ser uma Ally McBeal uma década mais velha. Tivesse eu menos dez anos e, pelo menos, meia dúzia de erros colossais teriam sido evitados. Especialmente os últimos. às vezes, mais vale arrependermo-nos do que NÃO fizémos do que abrir certas portas que são verdadeiras caixas de Pandora. Por isso, só muito raras vezes uso a minha, e só quando me quero autoflagelar. Aprendi, pelo menos, a enterrar o passado e a não dar segundas hipóteses. São sempre erros a duplicar: esperar resultados diferentes com as mesmas premissas é sinal de debilidade mental e, se as minhas emoções continuam McBealianas, a minha mente anda clara como a água, desde que se trate de analisar erros e seguir em frente. Para corrigir testes e dar aulas já não posso dizer o mesmo.
1 comentário:
Das tuas palavras as minhas =( Raios!
Só que é o velho ditado...se soubesse que sei hoooojeeee...
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