segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Identidade Nacional

Há coisas que nos identificam, queiramos ou não, gostemos ou nem por isso, como Portugueses que somos. Não vou falar do Fado, porque não gosto, do Futebol, porque só me dá preocupações e decepções, nem de Fátima, porque não acredito. Não vou falar do bacalhau, que abomino, nem dos coentros, que detesto, nem das touradas, porque sou contra.
Então qual é a verdadeira identidade nacional? A forma como um Português prefere tudo, mas tudo, a ter que trabalhar. E com isso identifico-me eu bem.
Se não, vejamos esta pérola de diálogo que tiveram hoje comigo:
-Jade, vais a Lisboa no próximo fim-de-semana?
-Vou, porquê?
-Vais a algum shopping?
-De certeza, que queres que te traga?
-Um saquinho de gripe A.
No meio de uma histeria colectiva a nível mundial, por entre o pânico e o terror ao vírus, o tuga mostra toda a sua coragem: há que agarrar o H1N1 pelos cornos... desde que isso signifique sete dias a coçar a micose.
Vou ali já venho, beijar o primeiro ser que se atravesse à minha frente a espirrar...

2 comentários:

Shadow disse...

Pensei que fosses falar de azeite. (deve ter sido o trauma de pagar 15€ garrafa qd vivia na Roménia). E por falar nesse país de leste, esses sim é que para não ter de trabalhar são capazes de tudo, menos de trabalhar.

Mirovich disse...

O culto dos gastos energéticos nas habitações mal construidas (sem vidros adequados, sem caixilharias ajustadas á zona onde a dita é construida, os revestimentos térmicos lançados para dentro da pseuda caixa de ar das paredes para poderem circular na paz dos anjos) assim, as familias podem sempre estar com frio, ver o futebol aconchegaditos e solicitar aos deuses que os aquecimentos sejam a carvão ou a madeira, como se as arvores nunca fossem acabar...