quarta-feira, 1 de abril de 2009

Esta doeu

Passei o fim-de-semana a trabalhar para mim e para os outros. Três dias de stress contra-relógio, já que quando se trata de avaliações, actas, traduções, revisões textuais, números e grelhas, os pormenores são mais que muitos e qualquer detalhe serve para engatar o trabalho de horas.
Nesta altura do ano, tendo o cargo de secretária, e a fama de escrever com facilidade, e sendo uma pessoa a quem faz muita confusão ver outras com os nervos em franja ou atulhadas em papéis que parecem reproduzir-se como coelhos, trabalho o triplo do que é costume. E o quíntuplo de qualquer secretário que se limite a cumprir as suas funções. Estou sempre à coca para ver de que precisam os directores de todas as minhas turmas e os secretários com quem simpatizo. Digo que sim a tudo e todos. E cumpro todos os meus compromissos, não sonho, sequer, em falhar com alguém.
E foi por isso que hoje me despedi da escola por catorze dias em estado de choque. Completamente arrasada pelas bases. E as coincidências, tão bonitas que costumam ser, parece que comigo só servem para mostrar que tenho um azar do caraças. E que, de facto, quando se trata de ajudar os outros, às vezes não nos metermos é a melhor ajuda que podemos dar. Especialmente a nós próprios.
Ontem, os assessores da escola, fartaram-se de mandar actas para trás. Ninguém informou ninguém de que as regras tinham mudado e os secretários andaram num virote, a acrescentar coisas, a mudar palavras por sinónimos, a alterar o português de cada um para o português institucionalizado à pressão para as actas do segundo período. Até aí, tudo bem, foi motivo de galhofa e brincadeira, foi motivo para andarmos todos a gozar-nos mutuamente e a insultar-nos, és mesmo ignorante, não sabes escrever, então e tu, qual foi o veredicto? Fogueira? Forca?
Eu cumpri a minha parte e estava despachadinha às seis e meia da tarde. E podia ter-me ido embora e esquecido a escola por quinze dias. Mas não. Porque havia uma colega assoberbada. Uma colega secretária apavorada com a inundação de papéis e declarações e alunos com mais de três níveis negativos. Uma colega com problemas graves de saúde. E eu pensei, não te custa nada ajudar. Até vais ter prazer nisso. Hoje fazes-lhe a acta e amanhã de manhã vens cá entregá-la. Mesmo que a acta volte para trás, pelo menos não haverá erros que justifiquem que se insultem pessoas, ou se lhes grite, como parece ter acontecido ontem. E asssim foi.
Ontem, já de férias, ainda estive a acabar uma acta. Hoje, acordei tarde e entrei em pânico. Ainda iria a horas? Quando cheguei, coincidência das coincidências, pensei que tinha falhado o encontro por segundos. Afinal, não. Só que tive o azar de entrar numa sala de professores quase vazia e levar com o último comentário aceitável da única pessoa que lá estava. Alguém que hoje, e depois dos últimos dias, me podia ter dito tudo, tudo, menos o que disse.
E senti uma náusea do tamanho do Mundo. E o chão fugiu-me debaixo dos pés. E, com a única sorte no meio do tornado, a tal colega apareceu pouco depois, eu passei-lhe a acta e vim-me embora, sem sequer tomar o café que ela queria tanto pagar-me para me agradecer a ajuda. Vim-me embora sem sequer me despedir de ninguém, ou desejar Boa Páscoa fosse a quem fosse.
E penso: bastava ter-me atrasado mais cinco minutos, ou ter-me levantado cinco minutos mais cedo, e nada teria acontecido. Ainda ontem me contaram uma história: duas pessoas conhecidas minhas que trabalham no mesmo sítio, faltaram por terem uma consulta médica numa cidade a mais de cem quilómetros. E não é que se vão encontrar numa área de serviço e almoçam animadamente as duas? Coincidências (se a história se passou de facto assim, o que custa a crer…) felizes. De repente, no meio do desconhecido, tens a companhia para o almoço de uma cara conhecida. Engraçado. As minhas coincidências, pelos vistos, são sempre miseráveis.
A de hoje só me fez pensar que eu devia era ter juízo e preocupar-me com a minha vidinha. Se não insistisse em ajudar os outros sem ninguém me pedir, se não insistisse em ir à escola só para me despedir das pessoas que são importantes para mim, se não insistisse em fazer o que é certo e em dar aos outros o que de melhor tenho e posso, não me punha a jeito. Não me punha a jeito para levar patada.
Hoje só fui à escola para ajudar. Para conviver com pessoas de uma forma já isenta de stress. Para desejar boas férias, tomar um café, quem sabe almoçar com quem por lá estivesse. E levei o estalo na cara mais bem dado de sempre.
Há coincidências que me convencem que Deus existe, e não pode comigo.

22 comentários:

Anónimo disse...

Só me apetece insultar-te. Ao telefone não tive coragem, mas só me apetece insultar-te. Não conheço ninguém que consiga ser mais parvo que tu, quando se trata de ajudar quem não merece, ou responder à letra quando é preciso. Tu que sabes uma parafernália infindável de palavrões, onde estava essa lista hoje de manhã? Como te deixas insultar dessa maneira? Como não viras costas imediatamente, e ainda dás parte fraca no teu local de trabalho? Não percebo. Alguém te agradeceu? Alguém te pediu desculpas? Alguém quis saber do que se passa na tua vida familiar? Alguém te perguntou se andas bem de saúde? Alguém te telefonou, desde aí, a saber se estás bem?
Não é Deus que não pode contigo, és tu. Não é ajudar que está errado, é deixares-te abusar por pessoas que te dizem as últimas e dormem sempre em paz com a sua consciência. E acho bem que publiques este comentário e o releias muitas vezes na merda de férias da Páscoa que vais ter, que já te conheço e já não prometiam nada de bom, mesmo que hoje tivesse sido um dia igual aos outros.
És uma idiota de todo o tamanho. Nestas alturas, que não são tão poucas quanto isso, envergonhas-me.

Amigo-devidamente-identificado-por-anterior-chamada-telefónica.

(só me apetece dar-te um estalo MAIOR que aquele que levaste hoje de manhã, a ver se acordas de uma vez por todas para o Mundo que te rodeia. Quando é que perdes essa mania de achar que toda a gente, no fundo, é boa gente)

Anónimo disse...

Compreendo o L., mas não concordo com ele. Tou a comentar o teu blog pla primeira vez pq prefiro as nossas conversas. Mas falámos mtas vezes nas ultimas semanas e custa-me. Custa-m os altos e baixos q tens passado. Custa-me que ignores a tua saúde a piorar. Custa-me a tua solidão. Custa-me mto que vás passar pelas consequências do maldito concurso. Custa-me que as tejas já a sofrer tds dias a olharees para as pessoas de quem gostas e a saber que é tudo a prazo. Custa-me falar cntg hoje as 6 da tarde e tares a chorar desde as dez da manha. Custa-me que quem te ofendeu nem tenha percebido que foi por isso que saíste a chorar da escola e nem sonhe que ainda tejas a chorar agora. Custa-me q seja tao facil magoar-te e q nao saibas defender-te e e ninguem te possa ensinar. Custa-me a tua fragilidade e o teu desamparo. Mas o que me custa mais é teres razão, toda a razão do mundo para tares assim, por isso nao concordo com o L. Preferia envergonhar-me de ti do que lamentar-te. E eu tenho tanta pena uqe sejas assim fragil em vez de bruta e má. Tenho tanta pena que nao consigas ultrapassar certas coisas. Tenho tanta pena que as pessoas te tratem mal, te sejam ingratas, injustas, más. Chora hoje tudo, tá bem? só te peço que chores hoje tudo, concursos, injustiças, maldades, dores, os novos sintomas, os problemas familiares, tudo. e que amanhã seja um outro dia bem diferente. vou tentar ir a lisboa ter contigo nestas férias. beijinhos
D.

Shadow disse...

depois de te ler... de ler os comentarios... gostava que o proximo post fosse: Eheh Happy April Fools' Day with last post!

Também eu sofro de um sindrome qlq que surge sempre que vêm alguém (mais ou menos proximo) atafolhado em papeis, ou mestrados, ou actas, ou.. ou.... Já percebi que nunca vou conseguir viver a ignorar isso. Já ouvi vezes demais que não sei dizer não. É certo, não sei dizer não... pelo menos sempre que devia. E então entra o meu progresso:
1) pelo menos 1x por semana dizer que NAO a algo em prol da minha pessoa.
2) manter esse não contra todos os espasmos de "talvez" "se conseguir" "ok" "não há problema".

... 1 não por mês ou por semana... apesar de toda a revolta do ser sagitariano que funciona em torno do mundo e não de nós não faz MILAGRES, mas evita alguns desastres.

"Para se estar satisfeito, activo, e sentirem-se jovens e felizes, é preciso namorar a vida". A nossa Jade, a NOSSA vida, não a dos outros.

Beijo

Mzinha disse...

Ainda ontem, alguém me dizia "Ainda vamos ter saudades desta sala".
Bem não é da sala, é dos bons amigos que fizemos, dos bons momentos, das conversas, das brincadeiras, ... daquilo que nos devemos lembrar e que vamos lembrar.
BEIJINHOS

Jade disse...

Tinha prometido a mim mesma não comentar nenhum comentário a este post. Porque chorei muitas-demasiadas-horas, e acho que esse choro convulsivo era mais do que suficiente para encerrar um assunto a que não deveria sequer ter-me incomodado, afinal de contas a estupidez não foi minha, o erro não foi meu, nada foi minha culpa.
Mas fiquei muito sensibilizada com o teu comentário, Mzinha, e por isso, quero dizer-te que tens razão, que ainda ontem te dizia isso, e que vou ter muitas saudades mesmo a sério. É que connosco nem foram três, foram quatro anos. Sem o mínimo dos stresses entre nós, nunca. Nem a mais leve irritação uma com a outra, mesmo quando a pergunta foi "o que fazemos aos camarões?" e a resposta (inteligente e mal-humorada, minha, claro) foi "comêmo-los!"
E tens razão, no meio de tanta lágrima, o que é importante é o que se leva de bom. O resto... que se lixe, com um F maiúsculo.

Jade disse...

Já agora, respondo aos outros.
L e D, dou-vos razão aos dois, cada um a tem à sua maneira. Sim, L. sou uma imbecil, uma idiota, tudo o que me chamaste. Mas também fui apanhada desprevenida, não é normal levares um estao de repente de alguém que te devia agradecer. E Deus sabe que se há coisa que para mim é pouco importante são agradecimentos, o que faço voluntariamente para ajudar, faço porque me dá prazer ver as pessoas aliviadas. Agora cão que morde a mão que o alimenta, para mim, abate-se. Só que a mão não deixa de doer por causa disso. D. amanhã é um novo dia, é um facto, não uma promessa. Não te posso prometer isso. Há coisas que me dizem que, infelizmente, nunca esqueço. Mas obrigada. Espero por vocês dois em Lisboa.
Shadow... pior que não saber dizer não, é não saber estar caladinha em vez de sair do meu caminho, atrasar as minhas férias, preocupar-me e ser perfeccionista com trabalhos que nem assino com o meu nome, para depois ainda ouvir coisas que me deprimem. Às vezes penso que há coisas que só me acontecm mesmo a mim.
Beijinhos a todos

Anónimo disse...

I didn't quite understand it all but I understood more than enough. I can easily picture you on your weekend, first day of holidays, day-off, free afternoon and so on and so forth, helping others and doing their jobs with all the love and care you don't put on your own. That's who you are, that too defines you. Now, child, something serious happened, because I know you wouldn't cry a river for a lack of a "thank you". It was far worse than that, and my advice is simple: kill the mother-fucker. Metaphorically speaking, of course. And go on with your life, choosing better who to help next time. Someone that notices and appreciates being helped and having boring work done by a competent generous girl.People who don't value help, in this world we live in, will sooner or later, pay the bitter price oh their selfishness. And have a wonderful Easter. Ks

YKW

Bacio disse...

Olá Jade. :)
Costumo seguir o teu blog atentamente. Nunca tinha comentado mas hoje apeteceu-me fazê-lo. Porque este post tocou-me. E porquê? Porque sou exactamente como tu (permite-me tratar-te por tu), ajudo de bom grado e não espero nada em troca. E depois... depois levo cada estalo que fica a doer por tempo indeterminado! E dói, mas acaba por passar... E se volto a cometer o mesmo erro, não me importo, porque no final, sei que fiz o que o meu coração me mandou. Os outros é que estão mal por serem muito parvos e a vida há-de tratar de devolver o estalo que dão aos outros...

Um beijinho :)

Shadow disse...

"Chorei a perda do amigo. Chorei a perda do colega. Chorei a perda do professor. Chorei também a perda de um pedaço importante e real da minha vida, alojada na memória a sete chaves. Chorei o tempo em que se dava tempo às flores e às pessoas. Eram, talvez, as lágrimas que as faziam crescer - as pessoas e as flores."

Espero que tenhas chorado tudo. Beijo

Mirovich disse...

Jade, eu sou um teu admirador, amigo da amiga, e, dos amigos da amiga.
Quero pedir-te desculpas, por ter dito num post anterior que gostava muito que fosses secretária das secretárias e minha secretária, espero que de alguma forma tenha influênciado e contribuido para a tua atitude em querer ajudar(eu sei que és assim).
É de louvar que haja pessoas como tu! Ah! E pessoas como as que nós conhecemos(amigas de ajudar)! Sempre que estamos presentes, há sempre alguem que se sente alegre e feliz, por sentir a nossa presença (sentir uma mão, sentir um ombro, sentir uma cabeça, sentir um verdadeiro amigo.
É assim que fazemos a diferença, é por sermos assim, que sabemos realizar os trabalhos e as tarefas melhor que muitos, que nem um obrigado sabem exprimir.
Estamos a contar contigo para subirmos a Serra e almoçarmos no teu/nosso/meu amigo mar,no dia 10.

Jade disse...

Shadow, thanks. Again.
Miro, um dia alguém me descreveu o tempo como sendo implacável. Ontem, a tua mulher dizia-me ao telefone que as coisas eram para se resolver na altura, para não se moerem eternamente. E que devia ter dito em tempo tudo o que não disse, nem direi. Mesmo chorando, na escola "Se alguém te perguntasse, dizias que te doía um pé, ninguém tem nada a haver com isso" Imagino a cara de alguns colegas meus perante tal resposta do reino do absurdo e quase me dá vontade de rir...
Isto tudo para te dizer que não dou grande valor a palavras como "obrigado/a" ou "desculpa". Dou o valor que têm, a expressão do mínimo das boas educações. Valorizo muito mais demonstrações reais de gratidão e arrependimento. E essas, muitas vezes, fogem às expressões corriqueiras usadas para tal. Lembro-me de agradecimentos que me marcaram e nunca incluíram a palavra obrigada. Desde " a tua tradução está melhor que o meu original", até "nunca teria feito isto sem ti, e nunca vou conseguir fazer igual decentemente sem a tua ajuda", até ao que muito melhor cai, o simples elogio "és uma santa!". Isso sim, aquece-me a alma. E pedidos de desculpa são muito válidos e necessários, quando se mudam procedimentos. Não valem muito quando os erros se repetem sempre iguais.
É verdade que gente como nós dá sempre um ombro, uma mão, um abraço, uma ajuda. Também é verdade que não esperamos pagamentos ou retribuições. Mas o reconhecimento, quando vem, é muito bem-vindo. E a ingratidão, quando aparece, faz-nos questionar tudo, incluindo o modo muito raro que temos de ser e agir e nos surge, de repente, como a estupidez mais gritante do universo.
Beijinhos

Anónimo disse...

O ASSESSOR
“Ontem, os assessores da escola, fartaram-se de mandar actas para trás. Ninguém informou ninguém de que as regras tinham mudado e os secretários andaram num virote, a acrescentar coisas, a mudar palavras por sinónimos, a alterar o português de cada um para o português institucionalizado à pressão para as actas do segundo período. Até aí, tudo bem, foi motivo de galhofa e brincadeira, foi motivo para andarmos todos a gozar-nos mutuamente e a insultar-nos, és mesmo ignorante, não sabes escrever, então e tu, qual foi o veredicto? Fogueira? Forca?”
As regras não mudaram na leitura das actas desta vez. As actas foram (até às 17:30h de quarta-feira) lidas e revistas exclusivamente por mim. Assumi essa enorme tarefa por em tempos idos ser essa a minha função profissional na empresa onde trabalhei.
A brincadeira, a galhofa e o gozo que referes ainda deu para os sentir na sala de profs. Pena foi o enorme silêncio a partir do momento que por lá fiquei. Recolheram-se todos nas tocas e o disfarce assumiu requintes de verdadeira cobardia. Boa. Outra coisa não esperava eu. Pelas costas essas doutas figuras são uns valentes e “arrotam com o estômago vazio”. Pela frente miam.
Quanto às actas poderia agora referir que vi pontos da O T sumirem outros serem acrescentados. PA que nem passaram pelo CT. PR encrencados. Trocas de nomes de alunos e de níveis atribuídos. Actas com parágrafos e espaços muito bonitinhos. Erros grosseiros quer na elaboração das frases quer na conjugação dos verbos. E por aí fora. Diria mais: uma autêntica vergonha para a classe. Mas não. Não vi nada disso. Prefiro pensar que tudo não passou de uma enorme cena de ficção. Quanto à fogueira ou forca deixo o veredicto para ti porque sei que és suficientemente dotada para tal.
“Mesmo que a acta volte para trás, pelo menos não haverá erros que justifiquem que se insultem pessoas, ou se lhes grite, como parece ter acontecido ontem.”
E o bicho papão não? O maior insulto é pensar como pensaste. Para me fazer ouvir não preciso do grito. Assim ng me ouve.
NOTA: Este ano surges associada a causas e pessoas que o tempo dirá o que verdadeiramente valem. Se já não disse.
Vá lá desta vez publica!
Um assessor devidamente identificado. Sou gajo. LOL
Boas férias.

Jade disse...

Desta vez publiquei. O comentário é extenso, mas não é anónimo, nem mesquinho, nem maldoso, nem, diria mesmo, repelente, como os outros anónimos que já recebi e ficaram sem publicação. É um comentário digno. Mas, quanto ao conteúdo, discordamos na totalidade. Se foste só tu quem as viu, terá havido quem por ti gritasse. E as pessoas a quem "ando associada", meu caro, são minhas amigas. Eu não me associo a quem me dá jeito, crio amizades. Perceberás a diferença?
Boas férias

Jade disse...

Bacio e YKW, desculpem, entretanto não vos agradeci as vossas palavras simpáticas, e a vossa força.
Beijinhos

Anónimo disse...

Querida Jade, é a primeira vez que estou a comentar o teu blog apesar de,por diversas vezes, me ter sentido tentada a fazê-lo.Hoje não resisti ao comentário do "ASSESSOR."Parece-me o tipo de pessoa que se associa a alguém por interesse. Ora as pessoas quando são amigas não têm que formar nenhuma associação.Também não têm que estar sempre de acordo e devem dizer frontalmente o que pensam. Assim parece-me que "as causas e pessoas que o tempo dirá o que verdadeiramente valem ." como referiu senhor "Assessor " parecem traduzir sua própria forma de estar.
Assinado: A Amiga

Jade disse...

A AMIGA... não faço ideia qual delas sejas, mas não vamos entrar por aí. Preferia que esta caixa de comentários não servisse para bate-bocas, insinuações ou ofensas entre comentadores, ou a mim, já agora. Ando muito farta de ofensas, de insultos, de intrigas. Todos nós, como diz o Assessor, dizemos mal de outros pelas costas. Tal não significa, como ele também sugeriu de dedo no nariz alheio, que não sejamos capazes de dizer as nossas opiniões de viva voz a quem de direito. Se essas circunstâncias fazem de nós cobardes, não há ninguém no Mundo digno da palavra coragem. Nem o Assessor. Agora, há que compreender que se evitem conflitos. Que se minimizem maus ambientes. Que, falando por mim, não se dê confiança a provocações. Eu não estou para me chatear. Se o Assessor quiser, sabe bem que lhe espeto com tudo o que penso sobre ele e as suas atitudes, em lugar próprio, em qualquer altura e chamando as coisas pelos nomes. Ele sabe bem disso. Quanto ao resto... para o ano já tudo se dissolveu na espuma dos dias e só se lembrará disso quem é rancoroso, obsessivo ou doentio.
Beijos

Anónimo disse...

Jade, pá, o teu silêncio está a assustar-me. Não acho bom sinal continuares sem postar nada, conhecendo-te sei que o teu estado de espírito deve ter cristalizado a um de Abril e os comentários póstumos que fizeste desde aí são frios e objectivos como um peixe morto. Mas pior ainda é não me atenderes o telefone nem me responderes a sms ou mails. Vá lá, pá... já não estou numa de te insultar e estou a ficar mesmo preocupado contigo. Beijos
L.

Jade disse...

L., tens e não tens razão. Não cristalizei a um de Abril nem ando a evitar atender telefonemas. O meu telefone é que anda parvo de todo, solidário, confesso, com o meu espírito eremita dos últimos dias. De vez em quando conjugo o verbo eremitar na primeira pessoa, mas são fases pouco passivas, como pareces fazer crer. Tudo em mim está activo, corpo e mente, e as mudanças, intangíveis, são, todavia, irreversíveis e essenciais. É nestas alturas que ando para a frente, patas no fundo de poço, e momento derradeiro antes de lhe dar o coice que me impulsiona para a tona. Está tudo bem. Está tudo bem, L. Beijinhos

Anónimo disse...

Que raio de comentários cheios de insinuações, juízos e lamentações! Será que as pessoas se conhecem e conhecem os factos o suficiente para avaliarem tudo e todos?
Desculpe a minha sinceridade, minha cara Jade, mas parta para outra e não faça, deste meio que usa habitualmente, um "muro de lamentações"...
Já agora, deixe que lhe diga que pela minha experiência de vida, quem leva uma "patada", assim como essa de alguém que parece ser importante para si, leva-a porque também concerteza já deu muitas! Reflicta sobre isto! Só recebemos o que damos... Viva bem consigo mesma!

Jade disse...

Anónimo, eu faço deste espaço o que bem entendo, muro de lamentações ou não, é meu.
Quanto a si: primeiro critica os outros por não saberem o suficiente para julgar e depois vem para aqui dizer que se levei patadas é porque as dei? Um bocadinho de juízo e alguma modéstia far-lhe-iam muito bem, pelo menos para não se contradizer num comentário tão breve. Ah, é verdade, gosto pouco de verdadeiros anónimos.

fuschia disse...

Acabei de ler o post e sinto-me burra. Porque te afectaste tanto por esse comentário se não houve falha nenhuma da tua parte em nada?

Jade disse...

Porque, querida Fuschia, "A burra sou eu"... porque não esperava, estava cansada, senti-me injustiçada e não consegui reagir. Beijos