Hoje passei quase dez horas (terão sido mais?) na escola, para dar um bloco de noventa, três tempos de 45 e ter uma reunião pós-laboral. O resto do tempo passei-o na sala de professores. Estava cheia de boas intenções, de assuntos prementes para resolver fora dali, mas aquela sala hoje estava… gira. Quem diria? Estava mesmo gira, pá!
A escola estava com bom ambiente. E fui-me deixando ficar. Não é que tenhamos feito uma rave ao som da rádio. Para dizer a verdade, nem sei se ligámos o dito aparelho roufenho. Mas, mal lá entrei, às oito e pouco, começou logo a fugir-me o pé para a chinela, e a boca para o comentário parvo, daqueles que fazem rir toda a gente. E eu tinha tantas saudades de ouvir rir a sério naquele espaço específico…
Depois do primeiro bloco de aulas, a risota continuou, com uma sessão de anedotas entre o seco, o ordinário e o escatológico, entre colegas que entravam e saíam com comentários surrealistas à abertura do concurso das escolas TEIP (Quatrocentas horas de Formação? Quem é que tem quatrocentas horas de Formação? Esta gente ensandeceu? E eu, a rir-me, eu cá tenho, eu cá tenho, não tenho é vaga… Contratados não podem concorrer? Fónix, que raio de país democrático é este? E eu, a rir-me, eu cá posso, eu cá posso… não tenho é vaga…) E assim continuámos, entre anedotas contadas e anedotas reais, chocolates, cafezinhos, portáteis e papéis. “Ai, não me apetece fazer nenhum, estou para aqui feita parva há horas e não fiz ponta de corno”, e eu, a rir-me, eu cá fiz, eu cá já vi outra turma de mini-testes… não tenho é vaga…
Pode ter sido da ressaca do filme de ontem, Revolutionary Road, que adorei e me valeu o epíteto de “maluquinho”. Querem saber porquê? Ide ver o filme, que é excelente, e a personagem que me deu o nome, ma-ra-vi-lho-sa; pode ter sido dos neurónios anestesiados com o trabalho todo, o feito e o ‘a fazer’. Pode ter sido da alma já meio nostálgica, do facto de nem poder concorrer a um lugar nesta escola que me ensinou tanta coisa (mais do que eu queria, para dizer a verdade). Pode ter sido de tudo isso, mas hoje, naquela sala de professores, cheia da luz do sol e de companhias extra-divertidas, comecei a sentir mesmo saudades. Senti-me lá mesmo bem. Senti vontade de não ir logo para casa, de estar, de partilhar, de prolongar o momento, de olhar aquelas caras e pensar “gosto mesmo de vocês, caramba”. Há quanto tempo isto não acontecia… é, de facto, o fechar do ciclo.
Não há dúvida, com apenas uma adaptação muito singela ao famoso Fado Coimbrão, TUDO tem mais encanto na hora da despedida.
A escola estava com bom ambiente. E fui-me deixando ficar. Não é que tenhamos feito uma rave ao som da rádio. Para dizer a verdade, nem sei se ligámos o dito aparelho roufenho. Mas, mal lá entrei, às oito e pouco, começou logo a fugir-me o pé para a chinela, e a boca para o comentário parvo, daqueles que fazem rir toda a gente. E eu tinha tantas saudades de ouvir rir a sério naquele espaço específico…
Depois do primeiro bloco de aulas, a risota continuou, com uma sessão de anedotas entre o seco, o ordinário e o escatológico, entre colegas que entravam e saíam com comentários surrealistas à abertura do concurso das escolas TEIP (Quatrocentas horas de Formação? Quem é que tem quatrocentas horas de Formação? Esta gente ensandeceu? E eu, a rir-me, eu cá tenho, eu cá tenho, não tenho é vaga… Contratados não podem concorrer? Fónix, que raio de país democrático é este? E eu, a rir-me, eu cá posso, eu cá posso… não tenho é vaga…) E assim continuámos, entre anedotas contadas e anedotas reais, chocolates, cafezinhos, portáteis e papéis. “Ai, não me apetece fazer nenhum, estou para aqui feita parva há horas e não fiz ponta de corno”, e eu, a rir-me, eu cá fiz, eu cá já vi outra turma de mini-testes… não tenho é vaga…
Pode ter sido da ressaca do filme de ontem, Revolutionary Road, que adorei e me valeu o epíteto de “maluquinho”. Querem saber porquê? Ide ver o filme, que é excelente, e a personagem que me deu o nome, ma-ra-vi-lho-sa; pode ter sido dos neurónios anestesiados com o trabalho todo, o feito e o ‘a fazer’. Pode ter sido da alma já meio nostálgica, do facto de nem poder concorrer a um lugar nesta escola que me ensinou tanta coisa (mais do que eu queria, para dizer a verdade). Pode ter sido de tudo isso, mas hoje, naquela sala de professores, cheia da luz do sol e de companhias extra-divertidas, comecei a sentir mesmo saudades. Senti-me lá mesmo bem. Senti vontade de não ir logo para casa, de estar, de partilhar, de prolongar o momento, de olhar aquelas caras e pensar “gosto mesmo de vocês, caramba”. Há quanto tempo isto não acontecia… é, de facto, o fechar do ciclo.
Não há dúvida, com apenas uma adaptação muito singela ao famoso Fado Coimbrão, TUDO tem mais encanto na hora da despedida.
5 comentários:
Coimbra ainda és capital...do amor em Portugal...tão linda!!!...e...
"the flowers are all right"...!?...
Coimbra o Portugal dos Pequenitos, vamos passar por lá este fim de semana, vai haver um verdadeiro piquenique à beirinha do Mondego com luz, cor, verde e água.
vamos a Coimbra.
Casa da Poesia, everything is all right, including the flowers. But this is not original at all, why are you looking for acceptance? You've got dozens of comments saying exactly the same. What about sometexts written by you, instead of others?
Feel free to come back and comment. You will always be welcome.
Miro, passo. Portugal dos Pequeninos, nunca mais, e Coimbra... não me seduz muito (tendo em conta que posso lá ir parar quatro anos e nunca lá fui feliz, como diz o Malato...)
Beijos
"Quatrocentas horas de Formação? Quem é que tem quatrocentas horas de Formação? Esta gente ensandeceu? E eu, a rir-me, eu cá tenho, eu cá tenho, não tenho é vaga… Contratados não podem concorrer? Fónix, que raio de país democrático é este? E eu, a rir-me, eu cá posso, eu cá posso… não tenho é vaga"
Não tem piada nenhuma, mas fartei-me de rir!! Só tu conseguias agarrar numa cena triste e transformá-la num bom pedaço de leitura! :)
Bem hajam as boas energias, que são sempre bem vindas para variar.
O filme está na calha para ver, mas ainda não lhe botei o olho. Com mais a tua opinião positiva, tenho de tratar disso.
Beijoca
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