Estou pior que estragada. Pior que uma barata, como diz a minha mãe. Começou o dia logo torto, levantei-me tarde e doente, cheguei à escola mesmo à conta para tomar um café, abrir pela primeira vez a boca para falar com a senhora do bar e me aperceber que a minha voz... não era minha, era assim uma voz tipo Rod Stewart meets Brian Adams with a-fucking-laryngitis. E eis que toca para a entrada.
Uma aula do reino do incrível, com vinte e quatro alunos em silêncio e, ainda assim, o som a não chegar às últimas filas. Eu, positivamente, piursa, e eles cheios de medo do meu internacionalmente conhecido mau-humor. Lá consegui passar quarenta e cinco minutos sem marcar faltas disciplinares, e siga para Bingo.
Depois, fui almoçar com a Mzinha ao restaurante do costume, e fiz o favor de espetar com o molho gorduroso do bife na minha camisola cinzenta clara. Coisa que, apesar de ser desengonçada em muitos aspectos, raramente me acontece. Por essa altura, já fervia, mas pensava, calminha, que hoje sais às quatro e meia e vais para casa meter-te na cama ou suicidar-te...
Pois, só que cheguei à escola e marcaram-me uma reunião pós-laboral que até apitei. Previsão de chegada a casa: tarde.
Tarde foi o que ficou logo estragado, passei uma tarde de meter medo.
Vim-me embora verde. E a pensar que diabo de palavrão terei eu escrito na testa para ainda levar com gente que me substima, me atira com restos à laia de pérolas, me enche de lugares-comuns muito bem esguelhados, tipo horóscopo, sabem? Aquelas frases lapidares que parecem mesmo dizer-te respeito porque, afinal de contas, cabem em todo o lado e consegues sempre identificar-te com isto ou aquilo. Simplesmente, são mais impessoais que a palavra multidão. Logo a mim, que nem fwds mando no mail sem personalizar com duas ou três larachas os ditos. Pôdre, fico pôdre, viro bicho mau. Epá, não há paciência. Não há humor que resista a isto. Detesto gente parva, mas ainda detesto mais gente que me faz a mim de parva... mais do que aquilo que eu já sou. E que não é pouco. Antes mandarem-me à merda ou ignorarem-me. A isso já estou eu (mais do que) habituada. WTF???
* What the fuck?
4 comentários:
do dia de hoje podes acrescentar alguns acontecimentos a tua listinha do "30 situações em que te apetece largar um "F*DA-SE!"
Podes crer, minha linda: tipo quando o empregado do restaurante nos pergunta se queremos uma tesoura quando lhe pedimos um tira-nódoas... sem comentários!
O unico problema da vida é ser demasiado curta. Nao te esqueças, estás "aqui" para ser feliz. beijo
Não me esqueço, não. É por isso que agora vou dormir a sesta, que enquanto durmo sempre descanso, retempero forças e contribuo para a minha felicidade e a de muitos outros. ;-)))
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